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Lixo nos grandes eventos é caso de saúde pública

Chega! Não se pode mais naturalizar as imagens de sujeira nas festas de grande porte. Os megaeventos precisam construir soluções para atenuar os efeitos do descarte de latas, pets e garrafas de vidro no asfalto e na areia da praia.

Os espaços de entretenimento não podem ser transformados em lixões a céu aberto, que, embora temporários, serão despejados no único aterro sanitário do Maranhão, o Titara, localizado em Rosário.

Ainda há tempo de conter uma catástrofe maior em São Luís, já castigada pelo ar poluído e quase todas as praias contaminadas por esgoto sem tratamento.

Estamos diante de casos graves de degradação ambiental que afetam a coletividade. Isso é sim caso de saúde pública!

É o momento de construir uma força tarefa envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de São Luís, iniciativa privada e organizações não governamentais para atenuar o impacto do lixo nos corredores de folias.

Cabe uma especial atenção às associações e cooperativas de materiais recicláveis como protagonistas do manejo dos resíduos gerados nas festas. Os catadores e as catadoras são trabalhadores estratégicos para criar uma cultura de aproveitamento, geração de renda e também sensibilizar os foliões para curtir as festas com alguma percepção ambiental.

É necessário que os governos estadual e municipal elaborem campanhas educativas e propaganda intensa nos meios de comunicação para orientar os foliões sobre o descarte adequado em equipamentos previamente destinados para recolher os resíduos.

A gigantesca massa de lixo recolhida a cada show vai gerar impactos diretos e indiretos na população, seja a médio ou longo prazos.

É fundamental, portanto, pensar agora em alternativas de manejo para os resíduos sólidos.

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