Toco da castanheira centenária virou símbolo do desmatamento
“Nestas margens do Xingu, o presidente dá início à construção da Transamazônica, numa arrancada histórica para a conquista e a colonização deste gigantesco mundo verde”.
A frase acima está inscrita em uma placa no toco de uma castanheira centenária, de 50 metros de altura, em Altamira, no Pará, derrubada para demarcar o início da “colonização” da Amazônia pela ditadura militar.
O ano era 1970. A placa foi inaugurada e aplaudida pelo então general ditador Emílio Garrastazu Médici, celebrando o marco da depredação do maior bioma do planeta.
O ditador Emílio Médici celebrou a “colonização” junto com o general João Batista Figueiredo, que foi presidente após Ernesgo Geisel
Assim, o toco da castanheira passou a ser conhecido como “o pau do presidente”.
Iniciava-se ali BR-230, conhecida como Transamazônica, obra até hoje sem conclusão.
A estrada era parte do Plano Nacional de Integração (PIN), criado pela ditadura militar sob o lema “integrar para não entregar”, no contexto da doutrina de segurança nacional.
Os militares prometiam ocupar a Amazônia para proteger o território de supostas ameaças estrangeiras, emoldurando o discurso nacionalista.
O então ministro do Interior, Mario Andreazza, comemorou o tombo da castanheira junto ao general ditador e futuro presidente João Batista Figueiredo
Durante a construção da estrada, milhares de indígenas foram dizimados.
De lá para cá, o território amazônico, sob os auspícios dos ditadores, foi invadido, violado e depredado por madeireiros, latifundiários e grandes projetos de mineração.
Esse foi o resultado da colonização predatória de um dos maiores patrimônios do Brasil.
É sempre importante lembrar: tudo começou com os militares!
E os seus descendentes da exrema direita estão vivos e agindo. Um deles, Paulo Figueiredo, neto do presidente João Batista Figueiredo, é um dos principais ativistas do bolsonarismo e defende a volta da ditadura militar no Brasil.
O sindicalista Rodolfo Cutrim e a senadora Eliziane Gama falaram sobre medidas para conter o fechamento de agências
Agência Tambor – O avanço do fechamento de agências bancárias no Maranhão tem provocado uma grande onda de prejuízos sociais e econômicos nas mais diversas regiões do estado.
O problema atinge as grandes cidades e também municípios onde a unidade encerrada é a única disponível para a sociedade.
Diante desse cenário, o Sindicato dos Bancários do Maranhão uniu forças com a senadora maranhense Eliziane Gama (PSD) em uma articulação que resultou na apresentação de um projeto de lei (PL) no Senado Federal para regular e barrar esse processo.
A proposta apresentada pela parlamentar foi construída a partir de informações enviadas pelo sindicato e submetida à consultoria técnica do Senado.
O projeto de lei propõe regras para que o fechamento de unidades passe a ter controle social, incluindo audiências públicas deliberativas e critérios de substituição de serviços essenciais.
A Agência Tambor tratou do assunto na segunda-feira (17 de novembro), em entrevista com a senadora Eliziane Gama e com Rodolfo Cutrim, coordenador-geral do Sindicato dos Bancários do Maranhão.
Graves prejuízos à sociedade
“O banco não pode simplesmente fechar uma agência e deixar a população à própria sorte. É necessário ouvir quem será afetado”, afirmou Eliziane Gama durante entrevista ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor.
Para o sindicato, o projeto apresentado pela senadora representa o primeiro passo concreto para enfrentar uma política nacional de cortes imposta pelos bancos privados, especialmente pelo Bradesco — responsável pelos maiores números de encerramentos no Maranhão.
Segundo Rodolfo Cutrim, “só do ano de 2024 para 2025, o Bradesco fechou 61 pontos de atendimento no estado. Em cerca de 55 municípios, aquela agência era a única existente”.
O dirigente sindical diz que o impacto atinge diretamente trabalhadores, estudantes, aposentados, beneficiários do INSS e famílias que dependem do Bolsa Família.
“Hoje o banco avisa apenas 30 dias antes que vai fechar a unidade. É a única exigência. Enquanto isso, a população gasta com transporte para acessar outro município e perde tempo, dinheiro e direitos”, criticou Rodolfo.
A senadora reforçou que a tecnologia não pode ser justificativa para excluir parcelas inteiras da população.
Pressão e mobilização
Eliziane explica que “o smartphone ajuda, mas ainda é privilégio de poucos”. Ela ressalta que muita, muita gente no Brasil precisa de atendimento presencial, lembrando que “banco é concessão pública; não pode funcionar só para quem tem renda e internet”.
A parlamentar maranhense também destacou que o projeto nasce de uma demanda popular. “Os grandes projetos do Congresso surgem da sociedade. Este nasceu do diálogo com o sindicato e com as comunidades que me procuram diariamente relatando os prejuízos.”
Eliziane reforçou que “abrir uma agência bancária gera desenvolvimento; fechar provoca desmonte e desamparo”.
O sindicato avalia que o Projeto de Lei pode ser um marco regulatório, capaz de frear uma escalada de precarização do atendimento bancário no país. Ao mesmo tempo, a entidade defende que os bancos públicos ampliem sua presença onde o setor privado recua.
“A Caixa Econômica está abrindo novas unidades e mostra que há demanda. É assim que o Estado pode equilibrar o jogo”, explicou Cutrim.
A proposta de Eliziane Gama já está na Mesa Diretora do Senado e deve ser distribuída nos próximos dias para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A expectativa é que a tramitação avance ainda em novembro.
“Tão logo entre na comissão, conversarei com o presidente, senador Renan Calheiros, para garantir celeridade”, assegurou a senadora.
A luta continua
O SEEB-MA prepara ainda uma atividade pública no dia 22 deste mês para debater o projeto e apresentar a revista comemorativa de 90 anos do sindicato.
“Essa luta é de toda a sociedade. Esperamos contar com movimentos sociais, autoridades e com a própria Agência Tambor nesse processo”, convidou Rodolfo.
A entrevista completa com a senadora Eliziane Gama e Rodolfo Cutrim foi concedida ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor.
O cronista Eloy Melonio escreve sobre a nova obra de Lucia Santos
Eloy Melonio
Falar de um autor e de sua obra literária da arquibancada é o ofício do crítico. De dentro do campo, do prefaciador ou do resenhista. Deus me livre de tais tarefas! Não porque não as aprecie ou seja incapaz de realizá-las. Simplesmente porque parecem-me coisa de profissional, e — sob alguns aspectos — um tanto difíceis. E mais: ter de ler um livro do qual você talvez não goste é carga pra jumento carregar.
Aviso-lhe, desde já, que esta crônica não é exatamente sobre “prefácio” ou algo que lembre uma resenha. Não e não. Mas preciso dessa referência para apresentar minha percepção de um certo livro. Para ser mais sincero, é uma confissão.
Para um prefácio, o autor geralmente busca alguém famoso. Nos meus livros de poemas (Dentro de Mim/2015 e Travessia/2021), peguei um caminho inverso: chamei gente do meu convívio, que lia e apreciava meus poemas. Para o primeiro, uma saudosa amiga, professora de literatura. Para o segundo, uma colega de trabalho, professora de inglês. As duas deram um show na passarela das palavras! Nota DEEEZ!
Fazer um prefácio pode até ser prazeroso se você está falando de um autor a quem você admira. Mas bom mesmo é quando você escreve sobre alguém com quem cresceu, sentou-se à mesma mesa no café da manhã, foi à escola, brincou disso e daquilo. Alguém de quem você possa dizer que “tudo era compartilhado entre nós numa cumplicidade adolescente, bonita e desinteressada, uma partilha pra lá de genuína”. Aí, sim, é outro texto!
Se tenho interesse num livro, começo pelo começo, que — para mim — é o prefácio. Com alguns, não passei daí, por uma ou outra razão. Com outros, nem cheguei a tanto. Muitos desses descansam sobre uma mesa e aguardam o meu olhar curioso e interessado.
Esta crônica nasceu de uma situação assim. Lendo, na segunda capa, a apresentação do livro MACABÉA DESVAIRADA, de Lúcia Santos, encantei-me com a leveza do texto, que trazia um pouco de sua história de vida e de sua veia artística. Falando sério: se o texto é bacana, a gente pula pra dentro do livro, não é verdade? Foi o que eu fiz.
Lucia Santos, autora de Macabéa Desvairada, inspirou a crônica de Eloy Melonio
Lançado em dezembro de 2024, somente agora, em novembro (2025), peguei-o como quem pega um touro pelo rabo. Aliás, um livro que tive a honra receber diretamente das mãos da autora, na noite de autógrafos. Mas não passou disso. Até que…
Em casa, sobre uma mesa, com dezenas de outros, ele era um desses que ficavam rezando para que eu o olhasse e o pegasse. E, principalmente, que eu me deixasse levar num mergulho ao mundo poético-ficcional de sua autora. Na relação leitor-livro, pode-se parafrasear Eclesiastes 3:1: “todo livro tem o seu dia e a sua hora. Dia de olhar e admirar; hora de abrir e ler”.
Finalmente, peguei-o com um olhar mais atento. Sim, já nos conhecíamos tão bem quanto aqueles vizinhos que mal se dão “bom dia”. Putz! Esse era o seu dia, e a sua sorte estava selada.
De saída, deslumbrei-me com sua capa que já tinha visto várias vezes antes (sobre a mesa). Virei-o para ver a segunda capa. E aí, um espanto — ou melhor, o encanto. Apenas um texto ocupava todo o espaço, supostamente o prefácio deslocado. Chequei o autor e comecei a ler. Estava ali meu “snorkel” para o mergulho inevitável. Em seguida, pulei para dentro de suas águas mágicas, de onde não saí até agora. Sobre a mesa da copa (onde deveria haver pratos e talheres), “ele” agora reina soberano sobre seus pares.
Tudo — tudo mesmo — nesse livro é exatamente o oposto de “desvairado”, palavra com que Lúcia Santos tenta pôr um pouco mais de desordem nas águas inquietas e provocantes da arte (coisa de artista de verdade). Emprestada do livro “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, “Macabéa”, sim, é uma protagonista pobre e desvairada, como tanta gente por aí.
Atrevo-me a dizer que Lúcia Santos imaginou um livro com a sua “marca”, sem se preocupar com as vozes desvairadas dessa gente da arquibancada. E não fez mais do que preconiza Lya Luft: “A escrita é o território da minha liberdade”. Ou seja, seu projeto artístico tem a sua cara, a sua alma, o seu coração.
MACABÉA DESVAIRADA é “tudo e muito mais”. Colorido, engraçado, enigmático, surpreendente. De repente, você o abre numa página branca que só tem o desenho de uma boca humana. Ou duas outras páginas: a da direita, com dois versos no meio e dois coraçõezinhos pendurados; a da esquerda, o desenho de uma loira, com três versos flutuando no espaco vazio (“eu sou a falsa loura má/ A que toma/ e depois dá”).
Num rápido mergulho (para seguir a corrente poética do livro), veja a seguir algumas das minhas percepções. Primeira: tudo nele é arte; segunda: seis fontes diferentes vestem suas palavras; terceira: duas letras da palavra MACABÉA, no título, estão invertidas; quarta: no conteúdo: poemas de vários tipos, pensamentos e — pasme! — 11 letras de músicas (com ficha técnica e QR code para ouvi-las). Além de sacadas super geniais (“Se não sabe incendiar, não faça pose de Nero”). E, esquecendo essa coisa da ortodoxia, o prefácio chama a atenção para “seus chistes cheios de verve e ironia”. Em suma: 71 páginas com um desfile de palavras, melodias, cores, fotos e ilustrações espirituosas.
Um mergulho nas águas não tão calmas de MACABÉA DESVAIRADA é deleite, êxtase, surpresas. Imagine abri-lo numa tarde quente, “ao sol que arde em Itapoã!”. Sem exagero, dava até pra dizer que “o nirvana é aqui”.
Pois é, amigos, tinha tanta coisa pra falar que quase esquecia do principal. O texto da segunda capa, com jeito leve de prefácio, foi o que me jogou nas águas inexatas desse livro com alma de antologia. E me deixou com vontade de nadar, nadar, e gritar: Daqui não saio, daqui ninguém me tira.
E o autor dessa proeza textual (prefácio), com cara e jeito de garoto, não é o compositor e cantor maranhense Zeca Baleiro, irmão da Lúcia Santos. Não se assuste. Zeca Baleiro já foi colunista da revista ISTOÉ. Ele era um dos quatro que enfeitavam a última página da revista uma vez por semana. E eu, lá dentro, bulindo com as ideias.
E, finalmente, peço-lhe, aqui, autorização para repetir o voto de sucesso e energia vital que ilumina a conclusão do seu prefácio: “Saravá, Lúcia!”
Muitos temas percorrem a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em Belém.
Um deles é a presença de instalações predatórias, como os lixões a céu aberto, nas proximidades de moradias.
Aprendi esta expressão entrevistando o doutrando em Geografia Humana pela USP e membro do Lepeng (Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino de Geografia), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Giovanny Castro.
Em oposição ao “nimby”, há o movimento “yimby” (iniciais de “Yes, in my backyard”, traduzido como “Sim, no meu quintal”), representado por setores que defendem a construção de moradias e adensamento urbano com edifícios e condomínios de alta densidade.
Afetos e disposição para seguir em frente, lutando pela democratização da comunicação, marcaram a festa de aniversário dos 27 anos da rádio comunitária Bacanga FM 106,3 Mhz.
A primeira emissora de São Luís reuniu sua equipe de produção, operadores e locutores, simpatizantes e colaboradores para celebrar a data, com discursos ressaltando o papel de resistência da comunicação popular e comunitária.
Equipe e colaboradores reunidos a caminho dos 30 anos da Bacanga FM. Foto: Thais Bruzaca
O diretor da emissora, Luis Augusto Nascimento, registrou os vínculos da emissora com a formação do Anjo da Guarda, lembrando os primórdios da comunicação no bairro, nos idos de 1988, quando foi instalada uma radiadora de alto-falante denominada Voz Popular, instalada na igreja Nossa Senhora da Penha.
“A rádio Bacanga FM surgiu dez anos depois, em 1998, quando a comunidade se reuniu e decidiu criar uma emissora em frequência modulada. Naquela época o governo federal instituiu a Lei 9.612/98 e nós demos entrada no pedido de funcionamento”, explicou.
Nascimento registrou também as novas parcerias e colaboradores. Uma delas é o podcast Espaço Público, produzido e apresenado pelos professores Ed Wilson Araújo e Martonio Tavares.
O programa é uma iniciativa da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão e vai ao ar todas as terças-feiras, das 20h às 21h, com retransmissão de emissoras FM e rádios web parceiras da Rede Abraço.
O diretor da Bacanga mencionou a chegada de estudantes de Jornalismo da UFMA, que estão planejando um novo programa para estrear na emissora.
A festa de 27 anos foi prestigiada por lideranças políticas. O sindicalista e ex-vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, enfatizou que a rádio Bacanga FM é uma caminhada feita por muitas pessoas que ajudaram a construir a luta por cidadania no Anjo da Guarda, incluindo o direito à comunicação.
O professor Martonio Tavares disse que a palavra resistência é a melhor caracterização da rádio Bacanga FM, pela sua história e perfil de luta em defesa da comunidade da área Itaqui-Bacanga e na luta geral pela comunicação participativa.
Sermão da Sexagésima menciona neste trecho os efeitos do discurso para a audiência:
A pregação que frutifica, a pregação que aproveita, não é aquela que dá gosto ao ouvinte, é aquela que lhe dá pena. Quando o ouvinte a cada palavra do pregador treme; quando cada palavra do pregador é um torcedor para o coração do ouvinte; quando o ouvinte vai do sermão para casa confuso e atónito, sem saber parte de si, então é a pregação qual convém, então se pode esperar que faça fruto.
O Sermão da Sexagésima orienta sobre o encadeamento das partes do discurso:
Há-de tomar o pregador uma só matéria, há-de defini-la para que se conheça, há-de dividi-la para que se distinga, há-de prová-la com a Escritura, há-de declará-la com a razão, há-de confirmá-la com o exemplo, há-de amplificá-la com as causas, com os efei- tos, com as circunstâncias, com as conveniências que se hão-de seguir, com os inconvenientes que se devem evitar, há-de responder às dúvidas, há-de satisfazer às dificuldades, há-de impugnar e refutar com toda a força da eloquência os argumentos contrários, e depois disto há-de colher, há-de apertar, há-de concluir, há-de persuadir, há-de acabar. Isto é sermão, isto é pregar; e o que não é isto, é falar de mais alto.
Publicação inicia nova fase com periodicidade mensal e presença nas redes sociais. A revista pode ser acessada no link: https://revista.fapema.br/
Secom – A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) disponibilizou mais uma edição da Revista Inovação, periódico jornalístico produzido pelo Núcleo de Difusão Científica da instituição. A publicação inaugura nova fase em sua trajetória de duas décadas, com edição mensal e presença ativa nas redes sociais, incluindo um perfil oficial no Instagram (@revistainovacaofapema), ampliando os caminhos da popularização científica no estado.
A revista de nº 53 é a décima quarta edição totalmente on-line, no padrão de convergência de mídias. As reportagens podem ser baixadas, também, em formato PDF, totalizando 35 páginas, com oito matérias, além de entrevistas, galeria de fotos e sinopse de livros.
“Após duas décadas de circulação desse importante veículo de divulgação científica, vamos promover uma alteração expressiva com a veiculação mensal da revista e a criação de um perfil nas redes sociais para acentuar a nossa missão de popularização da ciência”, destacou o presidente da Fundação, Nordman Wall. “Queremos dinamizar e fortalecer, ainda mais, a divulgação da ciência realizada no Maranhão”, completou.
A Revista Inovação é um dos produtos de divulgação científica e popularização da ciência da Fapema que utiliza, ainda, os canais das redes sociais (X, Instagram, Facebook e Youtube), com posts, vídeos e entrevistas com pesquisadores apoiados pela Fundação. “A Fapema tem proporcionado uma imensa capilaridade na disseminação ciência com forte presença na mídia e qualificação dos pesquisadores por meio do curso de media training em parceria com a Universidade Federal do Maranhão”, ressaltou o diretor científico, Cristiano Capovilla.
Nesta edição, a matéria de capa destaca o projeto Jussara-K, primeiro nanosatélite brasileiro, desenvolvido nos laboratórios da Universidade Federal do Maranhão (Ufma). A previsão de ida ao espaço será ainda neste ano, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara.
A edição contém uma entrevista em vídeo com o pesquisador e coordenador do curso de Engenharia Espacial da Ufma, Carlos Alberto Rios Brito Júnior, que apresenta o Jussara-K, seus antecedentes, cenário futuro e as ações no âmbito aeroespacial na instituição maranhense. Carlos Brito entra para a história nacional com a coordenação do projeto do primeiro nanosatélite nacional a ser lançado em território brasileiro (e com apoio da Fapema). Doutor e mestre em Engenharia Aeronáutica e Mecânica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA-SP), Brito é graduado em Engenharia Mecânica Industrial pelo Cefet, atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma).
Na editoria Sábias Palavras, o diretor Administrativo e Financeiro da Fapema, Arnodson Campelo, brinda os leitores, em vídeo, com informações acerca do planejamento estratégico da instituição que, nos últimos três anos, em sua avaliação, “vem avançando graças à implantação de uma gestão horizontal, que valoriza o diálogo, a escuta e a maturidade, com geração de resultados concretos”. Para Campelo, o destaque da Fapema, tanto no âmbito estadual quanto nacional, decorre de “um amplo e detalhado planejamento de gestão”.
E esses resultados de gestão impactam diretamente a pesquisa científica produzida no Maranhão, a exemplo do trabalho desenvolvido no âmbito da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), que culminou numa descoberta inédita sobre fungo causador da murcha do coentro, com repercussões internacionais e que pauta de reportagem da editoria Agrárias.
A questão internacional também é destacada na editoria Saúde, que apresenta resultados de pesquisa sobre as políticas públicas diante do fluxo migratório venezuelano em São Luís. O trabalho, além da Fapema, conta com apoio da Economic and Social Research Council e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ele integra, ainda, o projeto de cooperação internacional Redressing Gendered Health Inequalities of Displaced Women and Girls in Contexts of Protracted Crisis in Central and South America.
Na editoria Sociais Aplicadas, matéria jornalística aborda pesquisa que revela a relação direta entre a atividade portuária e a geração de empregos no Maranhão. Ou seja, está comprovado que o Porto do Itaqui se tornou uma peça estratégica para o desenvolvimento do estado. O Porto do Itaqui ganha destaque também na editoria Especial, com pesquisa que aponta sua força logística no Centro-Norte do país e sua relevância estratégica na economia do Maranhão, Tocantins e Piauí.
Na editoria Exatas, reportagem explora proposta que leva robótica, impressão 3D e foguetes para alunos da rede pública e indígenas, no município de Grajaú. Também na editoria Biologia é possível se deleitar com essa aproximação entre o conhecimento tradicional e ciência, por sua união para o uso sustentável das plantas medicinais.
Na editoria Foto Síntese, um mosaico de fotos registra o lançamento do edital Centelha III, que conta com recursos de R$ 6 milhões para que empreendedores inovadores alcem vôo. Em Letras e Artes, os leitores poderão conhecer a experiência de revitalização de espaços públicos coletivos, com educação ambiental, arte, bem-estar e diminuição da violência, enquanto que, na editoria Humanas, a Revista Inovação leva aos leitores uma nova visão sobre a questão, com matéria sobre diálogos entre universidades, prisões e sistemas de Justiça.
A nova edição é a 15ª sob condução do jornalista Cláudio Moraes. “São cinco anos à frente desse grandioso projeto de popularização da ciência que nos proporcionou muita satisfação, aprendizado e um aprofundamento acerca do modo de ‘fazer’ ciência no Maranhão”, sintetizou. Ele deixa o projeto que ficará sob responsabilidade da jornalista Vitória Castro. “Chegou a hora de passar o bastão em frente para que o projeto editorial se aprimore, consolide-se e ganhe um novo gás”, afirmou. Ele acrescenta que, “nessa labuta jornalística, constatamos que o Maranhão tem grandes cientistas, pesquisadores e instituições, escritores e investigadores dedicados com alto grau de profissionalismo que conquistam destaque, a cada novo dia, no cenário nacional e internacional”.
“Finalizo a missão profissional frente à Fapema na certeza de que a comunicação será aprimorada, com um novo estágio rumo a vôos orbitais”, concluiu Cláudio Moraes.
A equipe do Núcleo de Difusão Científica é coordenada pela jornalista Elizete Silva e é integrada pelos repórteres Sandra Viana, Tatiana Alves e Laércio Diniz. Atuam como vídeomaker Rubenilson Santos e Ryan Rodrigues. A direção de arte e fotografia é de Motta Júnior. O time está sendo reforçado com a chegada dos jornalistas Jock Dean, Vitória Castro e do radialista Gabriel Almeida.
O 4º episódio do programa Espaço Público, veiculado terça-feira (11 de novembro), recebeu Rose Frazão, secretária adjunta do Trabalho e Ecomonia Solidária (Setres) e presidenta do Conselho Estadual de Economia Solidária. Ela fez um balanço das atividades da sua pasta e enfatizou os resultados do I Encontro de Economia Solidária e Popular, realizado em São Luís.
O evento reuniu organizações que se articulam a partir dos segmentos da agricultura familiar, extrativistas, pescadores e pescadoras, marisqueiras, artesãos, catadores e catadoras de materiais recicláveis e reutilizáveis e de outros arranjos produtivos.
Participaram também os secretários nacional e estadual de Economia Popular e Solidária, respectivamente Gilberto Carvalho e Luiz Henrique Lula, além de uma rede de empreendedores e dos movimentos sociais.
Durante a entrevista, Frazão enumerou os projetos e ações realizadas pela Setres com o objetivo de estimular a organização dos empreendedores(as), o acesso aos recursos públicos e os meios para a inserção no mercado, visando a produção, a circulação e o consumo dos produtos da economia solidária.
Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias, veiculado pela rádio comunitária Bacanga FM, com a parceria de emissoras comunitárias, rádios web e Agência Tambor.
A apresentação é de Ed Wilson Araújo, Martonio Tavares e Luis Augusto Nascimento, com trabalhos técnicos de Valmarley Pinto.
Sermão da Sexagésima indica objetividade no discurso:
“O sermão há-de ter um só assunto e uma só matéria. Por isso Cristo disse que o lavrador do Evangelho não semeara muitos géneros de sementes, senão uma só: Exiit, qui seminat, seminare semen. Semeou uma semente só, e não muitas, porque o sermão há-de ter uma só matéria, e não muitas matérias.”