Para a felicidade geral interna dos EUA prosperar, outras pessoas mundo afora sofriam violências generalizadas, fruto da cobiça imperialista.
O jogo de alternâncias entre a coerção e o consenso trouxe de volta a violência como forma de dominação.
Nos anos 1960 entrava em curso a “Aliança para o progresso”, iniciada no rápido mandato do presidente Jonh Fitzgerald Kennedy, continuada pelos seus sucessores.
Os EUA colaboravam direta ou indiretamente com os golpes militares na América Latina, sob o pretexto de “afastar o perigo comunista”, especialmente no contexto da Revolução Cubana de 1959.
Já nos anos 1980 o cinema retoma os roteiros sobre as figuras dos heróis patriotas que honram a defesa dos valores estadunidenses.
Se no passado Jonh Wayne era o exterminador de índios, a série de filmes Rambo (Sylvester Stallone) e do matador Arnold Schwarzenegger representam as novas máquinas de guerra cinematográficas do imperialismo.
Assim, os dois brutamontes protagonizam massacres contra populações latino-americanas estigmatizadas como terroristas e traficantes, formando gerações de pessoas na cultura da violência armamentista e na superioridade dos heróis estadunidenses.