Cajueiro organiza protesto contra Michel Temer, Flávio Dino e Sarney Filho

Moradores da comunidade Cajueiro, movimentos sociais, pesquisadores, estudantes e ativistas vão realizar ato de protesto nesta sexta-feira (16), para repudiar a construção de um porto privado do grupo WTorre/WPR, com capital chinês, na zona rural de São Luís.

O protesto é uma “recepção” ao presidente Michel Temer (PMDB) em sua visita ao Maranhão, onde vai lançar a pedra fundamental do porto, com apoio de Flavio Dino (PCdoB) e da família liderada por José Sarney.

“Não vamos aceitar mais esse ato de ataque à comunidade do Cajueiro, à Reserva Extrativista de Tauá-Mirim e a toda a ilha de São Luís. Vamos protestar! Iremos vestir roupas pretas em luto pelo desmatamento e agressão ao ambiente”, avisam os manifestantes.

A construção do porto é polêmica. Segundo as lideranças do Cajueiro, o desmatamento na área vem sendo feito sem a conclusão do licenciamento pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Além desse fator, a oposição ao porto questiona os impactos generalizados que uma estrutura portuária pode trazer para toda a ilha de São Luís: deslocamento dos moradores de comunidades tradicionais, danos ambientais, alterações no plano diretor e poluição.

O Governo do Estado é favorável ao porto porque enxerga no empreendimento a geração de empregos e atração de novos investimentos para o Maranhão. A resistência da comunidade Cajueiro tem outro entendimento e questiona o avanço do processo de modernização conservadora no governo Flávio Dino, que estaria permitindo a ampliação dos enclaves econômicos introduzidos no Maranhão desde a década de 1980, a exemplo da Vale e da Alumar.

O protesto atinge também o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), que avaliza o porto juntamente com a tropa de choque do governo Michel Temer. Na esfera federal, as comunidades da zona rural de São Luís reivindicam a homologação definitiva da Reserva Extrativista de Tauá-Mirim, como forma de proteger os territórios onde vivem as populações tradicionais e as suas fontes de sobrevivência na zona rural de São Luís.

Após mobilização da Abraço, comissão do Senado aprova projeto que beneficia rádios comunitárias

Depois de passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o texto segue agora para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que terá decisão final sobre a proposta

As rádios comunitárias poderão vir a ser beneficiadas pela Lei de Incentivo à Cultura, segundo determina o Projeto de Lei do Senado (PLS) 629/2011, do senador Paulo Paim (PT-RS), que foi aprovado nesta terça-feira pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A proposição inclui o serviço de radiodifusão comunitária entre as atividades passíveis de receber recursos por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). Instituído pela Lei Rouanet (8.313/1991), o programa permite que empresas e pessoas físicas destinem a projetos culturais, como doação ou patrocínio, parte do Imposto de Renda devido.

Paim argumenta que o problema do financiamento das rádios comunitárias nunca foi resolvido adequadamente. As emissoras prestam serviços de utilidade pública e de integração das comunidades onde estão instaladas, mas muitas têm dificuldade em se manter e correm o risco de encerrar suas atividades, afirma o senador.

A aprovação do projeto na CAE deve-se também à mobilização realizada pela Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), que vem dialogando com os parlamentares e reivindica a inclusão das emissoras nos programas de acesso aos recursos públicos.

No período de 20 a 22 de fevereiro, representantes de associações estaduais de rádios comunitárias e a direção nacional da Abraço estiveram no Congresso e percorreram os gabinetes de vários senadores com o objetivo de sensibilizá-los sobre a necessidade de contemplar as emissoras nos critérios da Lei Rouanet.

“Agradeço a todos os setores que dialogaram com a senadora Lúcia Vânia. A rádio comunitária fala na base, com o nosso povo e a nossa gente. Projeto bom é projeto aprovado”, declarou Paim.

Restrição

A lei que instituiu o Serviço de Radiodifusão Comunitária (9.612/1998) impede essas rádios de obterem receita por meio de propaganda comercial, para que sua função não seja deturpada por interesses econômicos.

A legislação permite apenas que recebam patrocínio (sob forma de apoio cultural) de estabelecimentos situados na área da comunidade atendida. Essa fonte de recursos, porém, tem se mostrado insuficiente para manter as emissoras, diz Paim. Na opinião dele, uma das maneiras de garantir recursos ao setor é incluir as rádios comunitárias na Lei de Incentivo à Cultura.

Relatora do projeto na CAE, Lúcia Vânia (PSB-GO) deu parecer favorável. A senadora afirma em seu relatório que é importante buscar fontes alternativas para o financiamento da radiodifusão comunitária. Ela propõe uma emenda para determinar que as rádios passíveis de receber o apoio deverão ter pelo menos 80% da programação de caráter cultural. O objetivo da emenda, explica, é reforçar o papel das emissoras na difusão da cultura.

Debates

Na fase de debates os senadores apoiaram a iniciativa. O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) lembrou que já visitou várias emissoras comunitárias no interior do Tocantins e citou as dificuldades enfrentadas por radialistas, voluntários e outros profissionais do setor.

— O Tocantins sofre com falta de internet e sequer há TV em alguns lugares. Há localidades em que a troca e a difusão de informações são feitas somente por rádios comunitárias — afirmou.

A senadora Simone Tebet destacou a importância das rádios comunitárias, principalmente no interior do Brasil. Ela defende o apoio as rádios para que se mantenham e tenham condições mínimas de trabalho. “Quero parabenizar o autor do projeto, senador Paim, pois essas rádios, em sua maioria, são o único meio de comunicação dessas comunidades”, disse.

Tramitação

Depois de passar pela CAE, o texto segue agora para análise da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que terá decisão final sobre a proposta. Como a CE é presidida por Lúcia Vânia, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) sugeriu que a colega mesma pegue para si a relatoria a fim de que o projeto tramite o mais rápido possível.

Com informações da Agência Senado 

Câmara muda horário de transmissão da “Voz do Brasil”

As emissoras de rádio estão prestes a se livrar da imposição de transmitir o programa “Voz do Brasil” das 19h às 20h.

Um projeto aprovado na Câmara dos Deputados na noite de terça-feira (13) permite que o noticiário possa ser veiculado entre 19h e 21h, a critério de cada rádio.

A proposta já havia sido apreciada pelo Senado, passou na Câmara e segue agora para a sanção do presidente Michel Temer (PMDB).

Embora flexibilize o horário, o programa ainda é obrigatório para emissoras comerciais e comunitárias em todo o país, diariamente, exceto sábados, domingos e feriados.

Apenas as emissoras educativas não entram na flexibilização e serão obrigadas a manter o horário hoje vigente.

Segundo o texto aprovado ontem na Câmara dos Deputados, ficará a cargo do Poder Executivo determinar ainda maior flexibilização ou até a dispensa de transmissão da “Voz do Brasil” em casos excepcionais.

Diversas emissoras vinham obtendo decisões judiciais (liminares) que asseguravam a flexibilização do horário de transmissão do programa e até mesmo a suspensão da veiculação.

O programa chapa branca dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário surgiu durante a ditadura do Estado Novo (Getúlio Vargas), em 1935, com o nome “Programa Nacional”.

Em 1938 teve o rebatismo para “Hora do Brasil”, passando a ser obrigatório, e finalmente denominado “Voz do Brasil”, em 1971.

As bibliotecas da minha vida

Nesta semana em que se comemora o Dia do(a) Bibliotecário(a), sou grato à acolhida que tive ao longo de toda a minha vida de estudante e professor entre prateleiras, balcões e salões de leitura de um dos mais importantes espaços de desenvolvimento humano.

Biblioteca tem algo de templo, lugar de silêncio e oração, ambiente de acolhida e afeto.

Desde o ginásio tomei gosto por livros. Como não tinha poder aquisitivo para comprá-los, as bibliotecas compensavam minha falta de grana e alimentavam minha gana pela leitura.

Ao longo de todo esse tempo, frequentando os mais distintos espaços, passei a entender melhor como é importante a profissão de bibliotecário como aquela que organiza, armazena, difunde e, sobretudo, produz conhecimento.

É fundamental reconhecer como esta profissão é importante para a pesquisa em todas as áreas. Assim, as bibliotecas assumem papel de ponta no desenvolvimento científico e tecnológico.

Sou muito grato às bibliotecárias que passaram por minha vida, sempre generosas, eficazes e atenciosas.

Quando fiz doutorado, no campus Ipiranga da PUC de Porto Alegre, passava quase o dia inteiro na biblioteca Irmão José Otão, um prédio de 18 andares, com todos os recursos para acolher os usuários da melhor maneira possível.

Sempre que estava lá, pensava na Biblioteca de Alexandria, um monumento histórico gigantesco, considerado um dos maiores centros do saber, na Antiguidade.

Aí ficava pensando. .. Estão construindo uma grande biblioteca na Ufma e breve será um dos meus locais preferidos nos intervalos das aulas.

Como tantas obras inacabadas em nosso campus do Bacanga, a biblioteca virou um monumento ao desperdício de dinheiro público, com indicativos de que o erário foi maltratado logo em uma construção do maior simbolismo para uma cidade universitária.

Aquele monstro abandonado é minha única tristeza no Dia do Bibliotecário.

Mas, aquela imagem não tira o brilho e o valor dos(as) profissionais gestores da informação. A eles, todo o mérito e parabéns por esta data querida.

Que sejam valorizadas com piso salarial à altura da importância do seu trabalho e tenham o devido reconhecimento.

A lógica política de Lula é a lógica que o levará preso

Texto de Rodrigo Vianna é uma das melhores análises da conjuntura. Recomendo.

Não é possível ter mais qualquer ilusão: o jogo institucional conduzirá Lula para a cadeia. A lógica do golpe – iniciado nas ruas em 2013, interrompido nas urnas em 2014, e retomado com total apoio midiático após as passeatas amarelas (2015) que levaram à derrubada de Dilma (2016) – é a interdição de Lula e do PT.

Dias antes do STJ reunir-se para negar (nesta terça-feira, 6 de março) o habeas corpus pedido por Lula, li análises de advogados de esquerda que (mesmo em privado) ainda faziam apostas ilusórias, contando com votos e decisões que contrariassem a Lava-Jato – reversões todas baseadas em sólidos argumentos jurídicos.

Ilusão. A ordem jurídica de 1988 desmoronou. A hora é de jogar fora as ilusões.

A lógica do golpe conduz à prisão de Lula. E a própria lógica de Lula não permite pensar fora do institucional – que por fim o levará preso.

Lula e o PT são frutos da Democracia, respiram a ordem democrática construída desde a Anistia em 1979. E reforçada com a Constituição de 1988 e as eleições sempre bem disputadas.

Só que os tempos agora são outros.

Leia tudo na Revista Forum

Imagem: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Democratas: a “noiva” cobiçada nas eleições 2018

Neto da Arena, filho do PDS com o PFL, o Democratas é a legenda mais disputada no mercado eleitoral no Maranhão.

Principal resíduo da ditadura militar e esteio da direita brasileira, protagonista do impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), eis que o Democratas é a noiva virgem à espera de um bom casamento.

A corte ao partido ficou mais intensa após a movimentação do deputado federal José Reinaldo Tavares para fazer o terceiro palanque da eleição para governador.

Tavares, dissidente do governo Flávio Dino (PCdoB), tenta capturar o Democratas para impulsionar o projeto de candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Palácio dos Leões (releia aqui).

Simultaneamente, o governo articula o apoio do Democratas na chapa comunista, com o objetivo de aniquilar os planos de José Reinaldo.

A favor do deputado dissidente conta o lançamento da candidatura presidencial de Rodrigo Maia. Se vingar o palanque nacional do Democratas, as chances de uma composição demo-comunista no Maranhão diminuem.

No plano nacional, o governador Flávio Dino tende a cerrar fileiras com o PT, PDT, PSB e o seu próprio partido, PCdoB, que já lançou a pré-candidatura da deputada estadual Manuela D’Ávila à Presidência da República.

Contra José Reinaldo há um fato recente que fragiliza suas pretensões de controlar a legenda. Na convenção nacional do Democratas, quinta-feira (8), em Brasília, o partido foi inflado com a filiação de várias lideranças em um grande ato político onde, estranhamente, o próprio Tavares não compareceu.

Bases do governo comunista no Democratas: Felipe Camarão, Rodrigo Maia, Juscelino Filho e Rogério Cafeteira.

Há quem veja na inflação do Democratas as digitais do Palácio dos Leões, visando impedir o domínio do partido por José Reinaldo Tavares.

Faz sentido. Entre os novos democratas estão figuras de proa do governo Flávio Dino, como o secretário de Educação Felipe Camarão e o deputado estadual Rogério Cafeteira, líder governista na Assembleia Legislativa.

Esse é o retrato de hoje, mas pode haver mudanças.

A candidatura presidencial do Democratas deve estimular palanques estaduais convergentes. É um cenário que favorece o nome de José Reinaldo Tavares ao Senado e Eduardo Braide governador, alinhados a Rodrigo Maia.

Flávio Dino tem a seu favor a força gravitacional do Palácio dos Leões, sempre capaz de costurar alianças improváveis, em nome do pragmatismo eleitoral de todos os governos.

Sendo assim, pode haver casamento entre o PCdoB e o Democratas, isolando José Reinaldo Tavares no projeto da candidatura de Eduardo Braide.

Vingando esse cenário, o deputado dissidente volta para a sombra de Flávio Dino e se acomoda com outro mandato de deputado federal.

E tudo fica em paz.

Natalino quer pênalti

Depois de tentar, sem sucesso, candidaturas de prefeito de São Luis, deputado e senador, o ex-reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho, anda testando sua popularidade. Anuncia nos corredores e celulares que será candidato a reitor nas próximas eleições. Será que ele tem o aval da atual reitora Nair Portela ou já é um racha?

É certo que ele não intervém na administração superior como gostaria. Mas, recebeu um cargo de pró-reitor em um órgão que não existe de fato na UFMA para ficar à vontade no Hospital Universitário.

Chega a ser trator demais articular candidatura a magnífico sem saber se a reitora atual vai disputar um novo mandato. Ousadia e vaidade além da conta podem ser perigosos, já dizia o poeta Gregório de Matos, finalizando assim: “penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?”.

É fundamental observar o passado e o futuro no processo eleitoral da UFMA. Nem tudo foram flores na gestão anterior.

Com os prédios inacabados se deteriorando e alguns de seus auxiliares sendo processados, como no caso do elefante branco da Biblioteca Central (foto), ele tem mesmo de pesquisar sobre sua popularidade.

A eleição será em 2019, mas pelo que rola nos bastidores o ex-reitor já entrou em campo. Resta saber se combinou o jogo com os aliados e conhece o esquema tático dos adversários.

No campo, estão em aquecimento o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Allan Kardec; o vice-reitor, Fernando Carvalho; e o comandante da Assistência Estudantil, João de Deus. Allan Kardec pilota a Pró-Reitoria mais poderosa, que foi tirada de Fernando Carvalho.

Foto: Marizélia Ribeiro

Desfiliação em massa no partido de Marina Silva: Rede Sustentabilidade perde 141 militantes de 12 municípios, no Maranhão

O projeto da “nova” política não vingou na Rede Sustentabilidade, no Maranhão, onde 141 militantes comunicaram desfiliação, em carta destinada à direção nacional e estadual da legenda, controlada pela presidenciável Marina Silva.

Veja a lista dos(as) desfiliados(as) ao final do texto.

A carta não expõe detalhadamente os motivos da desfiliação, mas fontes consultadas pelo blog revelaram que o descontentamento da militância já vinha ocorrendo devido às velhas práticas de autoritarismo da cúpula partidária, posições conservadoras no cenário nacional e ausência de democracia interna para a tomada de decisões.

Estas críticas, discretamente, estão logo no primeiro parágrafo da carta de desfiliação coletiva (veja abaixo), onde são apontados os vícios do partido e a decepção da militância diante da promessa não cumprida de uma organização política distinta das legendas convencionais.

“Defendemos a grande política, a democracia de alta intensidade, a participação popular ativa da base, a ética, e um partido com uma concepção minimamente progressista, sendo esses os propósitos principais que acreditávamos encontrar ao decidirmos nos filiar ao partido Rede Sustentabilidade”, enfatiza o documento.

Entre os que deixam a Rede estão fundadores, militantes e dirigentes que participaram das primeiras articulações para criar a nova legenda.

Em março de 2016, o Blog do Ed Wilson revelou que a deputada federal Eliziane Gama (hoje no PPS) havia colocado seu próprio irmão, Eliel Pereira Gama, no cargo de 1º presidente e porta-voz da Rede Sustentabilidade em São Luís. Reveja aqui

À época, o blog apurou que a indicação do irmão da deputada não era um caso isolado e situações semelhantes vinham se repetindo em vários municípios do Maranhão, onde a composição dos diretórios e as alianças para a campanha de 2016 estavam sendo feitas no padrão da velha política, negociando apoios sem critério de alinhamento ideológico ou coerência com o programa da Rede Sustentabilidade.

Criado sob a promessa da “nova” política e das boas práticas, a Rede já nasceu com defeito de fábrica ao agregar excessivamente sua imagem na liderança de Marina Silva, somando-se ao agravante da eleição de 2014, quando ela foi alçada à cabeça da chapa presidencial após a morte de Eduardo Campos (PSB).

Marina teve um crescimento vertiginoso, mas acabou em queda livre e no segundo turno apoiou Aécio Neves (PSDB) contra Dilma Roussef (PT).

O destempero ideológico de Marina Silva acabou contaminando a Rede e, na base dos diretórios estaduais e municipais, as velhas práticas políticas do clientelismo e pragmatismo eleitoral acabaram dominando o partido.

Abaixo, a carta de desfiliação e os nomes dos militantes e dirigentes que deixam a legenda.

CARTA DE DESFILIAÇÃO COLETIVA DO PARTIDO REDE SUSTENTABILIDADE – MA

Para: Direção Nacional da REDE SUSTENTABILIDADE

C/C: Direção Estadual da REDE SUSTENTABILIDADE-MA

São Luís (MA), 09 de março de 2018.

Prezados e Prezadas,

Nós, abaixo assinados, fundadores, militantes e dirigentes que contribuíram modestamente, mas de forma comprometida e propositiva para existência da REDE, manifestamo-nos, conforme o que se segue:

  1. Defendemos a grande política, a democracia de alta intensidade, a participação popular ativa da base, a ética, e um partido com uma concepção minimamente progressista, sendo esses os propósitos principais que acreditávamos encontrar ao decidirmos nos filiar ao partido Rede Sustentabilidade;
  2. Vivemos momentos de uma crise profunda na política brasileira, e que requer uma posição muito bem definida e, no Maranhão, vive-se ainda um período em que a cultura política de base familiar, de parentela, oligárquica, do coronelismo, patrimonialista e autoritária, é predominante, que influencia a formação de cenários contra os quais enfrentamos, mas que não encontramos a retaguarda partidária para nos fortalecer, animar e engrossar a luta, sem contar as grandes desigualdades também fortes;
  3. Nós entendemos que a dinâmica partidária é permeada por contradições próprias do modelo de sociedade em que vivemos. Entretanto, faz-se imprescindível que em meio ao debate interno, prevaleça o respeito, o consenso crítico e a polidez daqueles que buscam encontrar coletivamente as respostas e traçar estratégias, táticas e encaminhamentos consequentes;
  4. Essas questões e outras situações que não cabe aqui relacionar, mas que é do conhecimento do Elo Nacional, chegamos à conclusão de que não há mais condições para permanecermos na REDE;

Diante do exposto, e por não mais concordar com os rumos que este partido vem trilhando tomamos a decisão de pedir nossa desfiliação.

Queremos agradecer a acolhida no partido, e desejamos sucesso na luta dos militantes sérios que permanecem.

Assinam:

1 Anthony Dantas – Porta-Voz (Imperatriz)

2 Paulo Menis (Imperatriz)

3 Antônio Moraes (Imperatriz)

4 Sílvio Bembem – Fundador nacional (São Luís)

5 Cláudio Moraes – Fundador nacional (São Luís)

6 Nonato Moraes – Fundador nacional (Viana)

7 Ana Margarida – Fundadora nacional (São Luís)

8 Shirley Martins – Fundadora nacional (São Luís)

9 Joan Botelho (São Luís)

10 Joel Beserra (São Luís)

11 Francisco Ribeiro Cruz (São Luís)

12 Maria da Cruz – Filiado (São Luís)

13 Gilmar Dias da Silva – Porta-Voz (João Lisboa)

14 Antônio Carlos Santos Silva – Porta-Voz (Itapecuru)

15 Acácio Silva – Dirigente (Itapecuru)

16 Antônio José Santos Silva (Itapecuru)

17 Antônia Teixeira Araújo (Itapecuru)

18 Adailton Neves Verde (Itapecuru)

19 Antônio José Reis (Itapecuru)

20 Antônio Ozimar Mendes (Itapecuru)

21 Benedito Campelo Amorim (Itapecuru)

22 Clemilto Santos de Sousa (Itapecuru)

23 Cleomenes Gouveia (Itapecuru)

24 Dalziza Nascimento Silva (Itapecuru)

25 Evanio Rodrigues Vidinha (Itapecuru)

26 Francisco Costa dos Santos (Itapecuru)

27 Francisco das Chagas Nogueira Amorim (Itapecuru )

28 Jose Domingos Oliveira (Itapecuru)

29 José da Silva Filho (Itapecuru)

30 Jamilson Marcedo da Silva (Itapecuru)

31 José Maria Amorim (Itapecuru)

32 Maijara Mendes Pereira (Itapecuru)

33 Maria José Lopes Almeida (Itapecuru)

34 Rener Bandeira de Melo (Itapecuru)

35 Raimundo Nonato dos Santos Fonseca (Itapecuru )

36 Raimundo João Coimbra Gonçalves (Itapecuru)

37 Valdirene Barbosa Sousa Correa (Itapecuru)

38 Vitorino Alexandre Mendes Bezerra (Itapecuru)

39 Jurandir Aquino Area Leão (Itapecuru)

40 José Mendes Sobrinho (Itapecuru)

41 Maria Cleonice de Araujo Santos (Itapecuru)

42 José Ribamar dos Reis (Itapecuru )

43 Ferdinan Lima Lisboa (Itapecuru)

44 Miguel dos Anjos Pereira (Itapecuru)

45 Maria Cleide Dutra Silva (Itapecuru)

46 Anfiloquio Alves Sousa (Itapecuru )

47 Francisco de Assis Mendes dos Santos (Itapecuru)

48 Josielma Ferreira dos Santos (Itapecuru)

49 Erasmo Lopes da Silva (Itapecuru)

50 Geraldo de Souza F. Filho –  Candidato e Prefeito em 2016 (Buriti).

51 Maria de Fátima Costa Freitas (Buriti)

52 João Batista Oliveira da Costa (Buriti)

53 Cleonice Pereira Lima (Buriti)

54 José Ribamar Mendes de Freitas (Buriti)

55 Cláudio Marinho de Sousa (Buriti)

56 José Luís Sousa do Carmo (Buriti)

57 Ivanice Pereira Assis (Buriti)

58 Diego Rafael Marinho Martins.

59 Edmar Silva Castro – Porta-Voz (Axixá)

60 Eliane Cristina Abreu Castro (Axixá)

61 Lorena Cristine Abreu Carvalho (Axixá)

62 Marcelo Melo Marques – Porta-Voz (Paço do Lumiar)

63 Maria Zélia Moreno de Araújo –Porta-Voz (Paço do Lumiar)

64 Alan Jorge Rodrigues (Paço do Lumiar)

65 Benedito Danis Silva Araújo (Paço do Lumiar)

66 Celso Portugal da Rocha (Paço do Lumiar)

67 Cleyton Abreu Araujo (Paço do Lumiar)

68 Creusimar Sousa da Rocha (Paço do Lumiar)

69 Cristiano Barbosa Campos (Paço do Lumiar)

70 Daniel Vieira Dutra (Paço do Lumiar)

71 Delice Rosa de Sá Menezes (Paço do Lumiar)

72 Dintheiverson Gomes Rocha (Paço do Lumiar)

73 Domingos da Conceição Rodrigues (Paço do Lumiar)

74 Elias Viveiro dos Santos (Paço do Lumiar)

75 Elizio Pinheiro (Paço do Lumiar)

76 Esmeraldina Santos Campos (Paço do Lumiar)

77 Francinete Fernandes Dutra (Paço do Lumiar)

78 Francisco Pereira de Sousa (Paço do Lumiar)

79 Joaquim Ribeiro Sodré Costa (Paço do Lumiar)

80 José dos Santos Cordeiro de Melo (Paço do Lumiar)

81 José Edmar Nunes Melo (Paço do Lumiar)

82 José Eraldo Ribeiro Melo (Paço do Lumiar)

83 Juvenal Lobato (Paço do Lumiar)

84 Luciana Hayana Azevedo Serra Castro (Paço do Lumiar)

85 Luzinete Ribeiro Melo (Paço do Lumiar)

86 Márcia Cristina Lobato Ramos (Paço do Lumiar)

87 Maria da Piedade Sá Meneses Santos (Paço do Lumiar)

88 Maria do Rosário de Fátima C Silva (Paço do Lumiar)

89 Maria Gracilene Morais Cruz (Paço do Lumiar)

90 Maria Luziene Ribeiro Melo (Paço do Lumiar)

91 Maria Rosete Reis (Paço do Lumiar)

92 Mayara Diniz Silva (Paço do Lumiar)

93 Moacir Sodré Costa (Paço do Lumiar)

94 Neire Santa Cantanhede Gomes (Paço do Lumiar)

95 Sergio Sousa da Rocha (Paço do Lumiar)

96 Silvana Teresa Santos Marques (Paço do Lumiar)

97 Carlos Lucena – Porta-Voz (Montes Altos)

98 Anderval Vanderlei Alves (Senador Lá Roque)

99 Eliete Castro Oliveira (Senador Lá Roque)

100 Gilmar Nascimento dos Santos (Senador Lá Roque)

101 Jardeane da Silva Alencar (Senador Lá Roque)

102 Jean Rocha Macedo (Senador Lá Roque)

103 Jhon Randson Macedo de Oliveira (Senador Lá Roque)

104 Josimar de Jesus Araujo (Senador Lá Roque)

105 Maria Elza Silva Sousa (Senador Lá Roque)

106 Nalu Fonseca Morais (Senador Lá Roque)

107 Odailson Silva Santos (Senador Lá Roque)

108 Ramiro da Conceição Melo (Senador Lá Roque)

109 Ray Sousa Alves Miranda (Senador Lá Roque)

110 Rubmar Rodrigues de Sousa (Senador Lá Roque)

111 Sandra Maria Macedo de Oliveira (Senador Lá Roque)

112 Vera Lucia Martins Oliveira (Senador Lá Roque)

113 Zenilson Dos Santos (Senador Lá Roque)

114 Adão José Bezerra P. Cutrim Pinto -Porta-Voz (São João Batista)

115 Edilene Paiva Ferreira – Porta-Voz (São João Batista)

116 Johnathan Davi Ferreira Teixeira (São João Batista)

117 Dayanne Aguiar Cutrim (São João Batista)

118 David Derik A. Cutrim – Candidato a prefeito 2016 (São João Batista)

119 Silvana de Jesus Barros de Oliveira (São João Batista)

120 Claudiana Cutrim (São João Batista)

121 Fabio Pires (São João Batista)

122 Timóteo Santos Barros (São João Batista)

123 Gilson Cutrim (São João Batista)

124 Djalma Campus Ferreira (São João Batista)

125 Jeane dos anjos Pereira (Igarapé do Meio)

126 Edson Rodrigo Lima Costa (Igarapé do Meio)

127 Antônio Mendes Pereira (Igarapé do Meio)

128 Antônio José Andrade (Igarapé do Meio)

129 Antônio Alves dos Santos (Igarapé do Meio)

130 Ronilson Silva Araújo (Igarapé do Meio)

131 Raimunda nonato Sena Costa (Igarapé do Meio)

132 Maria do Bom Parto dos Anjos Pereira (Igarapé do Meio)

133 Odenir da Conceição Costa (Igarapé do Meio)

134 Marcelino Barbosa de Souza (Igarapé do Meio)

135 Raimundo da Silva Pereira (Igarapé do Meio)

136 Luís Pereira de Matos (Igarapé do Meio)

137 Edilene Santana da Silva (Igarapé do Meio)

138 Antônio Nascimento (Igarapé do Meio)

139 Edimilson Lopes (Igarapé do Meio)

140 João Francisco Mendes Pereira (Igarapé do Meio)

141 Maria Alzenir Gomes do nascimento (Igarapé do Meio)

Trilhas de cinema em vinil

Neste sábado 10 de março, o Eitza Lounge & Bar será o local da nova edição do Cinema AnaIógico, uma discotecagem somente com trilhas sonoras de cinema em vinil comandada por Chico Flávio, Lucas Sá e Raffaele Petrini (foto).

As músicas viajam desde as trilhas do imaginário cinematográfico de Wong Kar-Wai, Quentin Tarantino e Dario Argento passando também pelas trilhas de filmes cultuados como Flashdance, Drive, As Branquelas, Meninas Malvadas e As Patricinhas de Beverly Hills!

O repertório faz mistura louca do melhor das trilhas dançantes e chorosas!

A arte gráfica desta edição do Cinema Analógico é criada por Joubert Ribeiro.
A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço.

Repertório: 5 músicas que não podem faltar em uma discotecagem de trilha de cinema

Chico Flávio

  1. Kavinsky – Nightcall (do filme DRIVE de Nicolas Windows Refn)
  2. The Siouxsie and The Banshees – Hong Kong Garden (do filme MARIA ANTONIETA de Sofia Coppola)
  3. Moby – Porcelain (do filme A PRAIA de Danny Boyle)
  4. Oingo Boingo – Weird Science (do filme MULHER NOTA 1000 de John Hughes)
  5. Will Smith – Men in Black (do filme M.I.B. de Barry Sonnenfeld)

Lucas Sá

  1. M.I.A. – Paper Planes (do filme QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? de Danny Boyle)
  2. The Knife – Pass This On (do filme AMORES IMAGINÁRIOS de Xavier Dolan)
  3. Nancy Sinatra- Bang, Bang (do filme KILL BILL VOL. 1 de Quentin Tarantino)
  4. Vanessa Carlton – A Thousand Miles (do filme AS BRANQUELAS de Keenen Ivory Wayans)
  5. Lykke Li – I Follow Rivers (do filme AZUL A COR MAIS QUENTE de Abdellatif Kechiche)

Raffaele Petrini

  1. Bob Sinclar feat. Raffaella Carrá – Far l’Amore (do filme A GRANDE BELEZA de Paolo Sorrentino)
  2. Buena Vista Social Club – El Cuarto de Tula (do filme BUENA VISTA SOCIAL CLUB de Wim Wenders)
  3. The Psychedelic Furs – Love My Way (do filme ME CHAME PELO SEU NOME de Luca Guadagnino)
  4. Gilberto Gil – Toda Menina Baiana (do filme AQUARIUS de Kleber Mendonça Filho)
  5. Blondie feat. Giorgio Moroder – Call Me (do filme Gigolô Americano, de Paul Schrader)

Serviço

Cinema Analógico – Discotecagem de Trilhas Sonoras de Cinema em Vinil (com Chico Flávio, Lucas Sáe Raffaele Petrini)

Dia e horário: sábado, 10 de março, às 21h00

Local: Eitza Lounge & Bar (Piso Superior) – Rua Coronel Amorim nº 103 – Lagoa da Jansen – São Luís

Entrada Franca: sujeita à lotação do local.

Umanidade

Eloy Melonio

“E o mundo será como se fosse um” (John Lennon, na canção Imagine)

Fechei os olhos por alguns segundos para ter a certeza de que não estava sonhando. E inspirei-me na cena que prendeu o meu olhar de forma inescapável. Foi durante a festinha de formatura dos alunos do ABC (Alfabetização) da escola de minha neta, em dezembro do ano passado.

Refiro-me mais precisamente ao momento quando as crianças, entre 7 e 8 anos, estavam no palco, à vista dos pais, parentes e amigos, trajando a mesma roupa: beca e chapéu vermelhos. Os meninos de calça branca e as meninas com meias-calças brancas. Pareciam irmãos da mesma idade, com pequena diferença na altura, uns mais gordinhos que outros, e detalhes como cabelo, óculos.

O momento áureo, ao menos para mim, foi quando elas puseram uma máscara com a cara de um leão (o tema da festa era O Rei Leão). Aí sim, ficaram ainda mais parecidas umas com as outras. Tanto que, se pedissem a uma das mães para encontrar seu filho, ela teria certa dificuldade em identificá-lo.

Veio-me então o insight. Dei por mim devaneando: por que também não somos assim? Por que não somos iguais, unidos, como se fôssemos crianças? Quando digo “iguais” não quero dizer “fisicamente iguais”, mas iguais naquilo que é coletivo, relativo ao companheirismo, aos direitos e deveres, aos valores éticos e morais, às atitudes.

É um sonhador? Isso não faz o menor sentido?

Já posso até ouvir as objeções dos patrulheiros do politicamente correto e o grito dos reacionários de plantão. Aí, lembro-me de John Lennon: “Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas não sou o único” (Imagine). E do meu lado tenho alguns amigos da mais conceituada estirpe: Jesus, Luther King, Ghandi, Nelson Mandela, John Lennon.

E tudo isso coincidindo com as festas natalinas. Tempo de se ouvir Imagine, And so this is Christmas (ou a versão em português, interpretada por Simone). Tempo em que ficamos mais generosos, mais “chegados que irmãos”. E, no meu caso, coincidentemente, quando estava compondo uma música que fala sobre o sonho de sermos “uma só humanidade”.

Voltando à cena da festinha, tenho certeza de que, naquele momento (e quem sabe, em todos os outros), aquelas crianças viam-se apenas como amiguinhas, com uma só mente e um só coração. Ali não havia crianças negras, brancas, brasileiras, angolanas, gordinhas, católicas, umbandistas, feias, bonitas… havia crianças.

Infelizmente o mesmo não se pode dizer dos que estavam no auditório.

Aqui chamo a sua atenção para este “nosso tempo” em que, em vez de buscarmos união, igualdade, tendemos a nos isolar, formar grupos, segregar uns dos outros. Entendo (e defendo) a luta pelos direitos das minorias, dos injustiçados e marginalizados. Mas o que defendo, num nível bem mais humano e solidário, é que sejamos todos, em primeiro lugar, gente. E que a expressão “gente como a gente” seja mais real, mais significativa.

A nossa sociedade tende para um sistema em que cada vez mais as pessoas estão puxando “a brasa para a sua sardinha”. E cada vez mais novos grupos vão surgindo: o grupo dos que não gostam de música sertaneja (que odeiam os que gostam), o grupo dos que usam cabelos longos (que odeiam os que têm cabelos curtos) e assim por diante. Recentemente um deputado apresentou um projeto de lei para criar “a semana de valorização do heterossexual” (Veja [Conversa], 6-12-2017). Será que ele não sabe que a valorização está no respeito, e não numa data meramente representativa?

Como disse, é preciso garantir os direitos básicos a todos indistintamente: ao pobre, ao deficiente físico, aos homossexuais. Infelizmente, nosso pensamento e nossas atitudes precisam mudar em muitos aspectos.

O passo mais decisivo ― e paradoxalmente o mais difícil ― para atingirmos este patamar é a consciência individual. E como diz o anúncio de uma campanha de combate à intolerância e preconceito de uma rede de TV: “Tudo começo pelo respeito”. Posso não entender, não gostar, ou até mesmo não aceitar por que o “outro” faz ou age de forma diferente. Só não posso desrespeitá-lo por isso.

Em nossas resoluções de início de ano, podíamos todos pedir (“prometer”, seria bem melhor), em uníssono, que a sociedade se torne mais humana, mais respeitosa, mais tolerante e mais generosa. Quem sabe até criar um neologismo: umanidade, uma sociedade em que todos são um.

É tempo de ver e respeitar o outro como queremos ser vistos e respeitados. E assim finalizo com três citações relevantes:

“Todo mundo tem seu valor, suas riquezas e também suas fraquezas. A paz se constrói no corpo das diferenças, porque a unidade sempre implicará a diversidade.” (Papa Francisco [Citações na Veja, 6-12, 2017]).

“Fiquei pensando em como o avião é elemento aglutinador, capaz de igualar os seres, transformando-os num bloco unitário” (Maria Julieta Drummond de Andrade, Um Buquê de Alcachofras, p. 14).

“Enquanto não for bom para todos, não será bom para ninguém” – Mylene Pereira Ramos, juíza do trabalho (Veja [Página Aberta – 24-1-2018])

  • Eloy Melonio é professor, escritor, poeta e compositor