Sobre a comunicação no Maranhão!

O grupo do senador José Sarney, dono de um império midiático, diz estar “preocupado” com a “democratização” da comunicação no Maranhão, acionando por conta disso a Polícia Federal e a Procuradoria Geral Eleitoral. Segundo Sarney/Mirante, o atual governo estadual, sob o comando de Flávio Dino, estaria fazendo uso eleitoral de emissoras de rádio e TV, incluindo a Rádio Timbira, que pertence ao poder público. No meio desse conflito, movido evidentemente por razões eleitorais, o grupo Sarney disse que “rádios comunitárias” recebem vantagens “imorais” do atual governo.

Diante dos fatos e de um tema que interessa a toda a sociedade, o Jornal Vias de Fato se sente na obrigação de se manifestar:

1º – Para a classe política maranhense o tema comunicação sempre foi, ao longo do tempo, sinônimo de manipulação da opinião pública e concentração de poder. Sendo assim, repudiamos toda e qualquer acusação que possa depreciar o necessário movimento de criação e fortalecimento de rádios verdadeiramente comunitárias no Maranhão.

2º – Diante das acusações feitas pelo grupo Sarney no intuito de atingir a reputação das autênticas rádios comunitárias; sugerimos que seja feito um pedido de informação ao atual governo, baseado na Lei nº 12.527/2011, sobre todos os gastos com comunicação desde 1.º de janeiro de 2015 até os dias de hoje. Lembramos que essa foi uma demanda do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão, realizado em outubro do ano passado.

3º – A Associação Brasileiras de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-Ma), na gestão presidida pelo professor Ed Wilson Araújo, tem sido parceira do Jornal Vias de Fato na difícil luta pela democratização da comunicação em nosso estado. Junto com a Abraço-Ma e várias outras organizações, promovemos o I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão. Este evento trouxe bons frutos, consolidando alianças estratégicas, dentro e fora do estado. Porém, esse debate ainda não foi suficiente para alterar a injusta distribuição de recursos públicos da comunicação no Maranhão.

4º – A política de comunicação do atual governo do Maranhão ainda não avançou no sentido de fazer com que o orçamento público seja utilizado para fracionar o poder e ampliar voz de setores historicamente oprimidos, garantindo a todos eles a absoluta liberdade de expressão e autonomia. Trata-se de uma política pública que segue conservadora e submetida a um status quo.

5º – A Rádio Timbira foi completamente abandonada e sucateada pelos governos de Roseana, num evidente prejuízo a sociedade maranhense. O atual governo recolocou a Timbira no ar. Isso é um avanço. Cabe a opinião pública discutir; democraticamente; até que ponto a programação da rádio é de interesse público ou de interesse da propaganda e reeleição do atual governo.

6º – Repudiamos qualquer tentativa de fechar, calar ou censurar a Rádio Timbira. Acionar a Polícia Federal para tratar de uma rádio, como fez o grupo Sarney, é um completo absurdo! Num momento de açodamento de ideias fascistas no país, esse tipo de iniciativa do grupo Sarney é de um absoluto desserviço a sociedade brasileira.

7º – A luta pela democratização da comunicação é uma das maiores demandas da sociedade maranhense, estado onde existe a maior concentração midiática do país. Consideramos justo e necessário que o dinheiro público seja destinado para financiar uma comunicação alternativa, praticada a partir de outros paradigmas. A mídia de mercado, a comunicação feita por empresas privadas, venais e de viés oligárquico, não atende, nem de longe, ao interesse da grande maioria da população.

8º A atual edição impressa do Jornal Vias de Fato (nº 69) tem como tema principal exatamente a comunicação popular. A versão completa dessa mesma edição (maio/junho de 2018) pode ser acessada em PDF no site do Núcleo Piratininga de Comunicação (nucleopiratininga.org.br). Entre os textos dessa edição, um deles é intitulado “A comunicação dos ricos e os escândalos no Maranhão”.

9º – E por fim, lembramos que Roseana Sarney governou o Maranhão por quatro vezes. Nesse período, através de agências de propaganda, repassou milhões para os cofres do Sistema Mirante, da qual ela é sócia. Em resumo: ela pagou a si mesma. O grupo Sarney/Mirante representa um escândalo na comunicação brasileira. Estranhamos a violência com a qual eles partiram para esse tema, pois quem tem rabo de palha, não deveria passar perto de fogo.

Fonte: Jornal Vias de Fato

Combustíveis: apesar da perfumaria, o bode está na sala

Usando as forças armadas, a mídia e um acordo com entidades sem representatividade na base, o governo Michel Temer (PMDB) somente postergou uma crise que deve pipocar novamente.

A redução do valor do diesel, principal item do pacote de medidas urgentes para suspender a paralisação dos caminhoneiros, não resolve a política de preços dos combustíveis.

Apesar da perfumaria, o bode está na sala. Se por um lado construiu um atenuante para os caminhoneiros, por outro o governo carrega o desgaste da alta na gasolina e do gás de cozinha, dois itens indispensáveis no cotidiano dos brasileiros.

Desde episódio, cabe observar dois movimentos sobrepostos: o locaute das empresas que controlam o transporte de combustíveis e a greve os caminhoneiros sem vínculo orgânico com as corporações dominantes neste setor.

Nenhuma categoria de trabalhadores sozinha, sem uma organização sistemática, consegue parar um país. Portanto, as digitais das empresas de transporte são visíveis no locaute.

A greve saiu por tabela, construída na adesão dos caminhoneiros expropriados pelas regras nocivas do preço do frete, da jornada de trabalho e dos riscos nas estradas.

Visando emparedar os caminhoneiros, o governo e a cobertura jornalística da mídia golpista agiram com todas as armas, jogando o movimento dos trabalhadores contra a população.

Porém, a tentativa de construir uma imagem negativa da paralisação, em massivas coberturas pejorativas, não funcionou.

O efeito foi contrário. Em que pese o desabastecimento gerado pela paralisação, os caminhoneiros obtiveram adesão e apoio de outras categorias de trabalhadores, a exemplo dos motoboys, motoristas de aplicativos e do transporte escolar.

A maioria da população, silenciosa, não hostilizou os caminhoneiros e até bateu panelas durante o pronunciamento de Michel Temer na televisão, quando anunciou as medidas para contemplar as reivindicações dos manifestantes.

O governo impopular, fragilizado e sem representatividade sentiu o peso da paralisação e só não cedeu em um item, reivindicado pela oposição em meio ao caos – a demissão do presidente da Petrobras Pedro Parente.

A manutenção dele no cargo só reforça a tese do locaute. Parente, avalista dos esquemas que drenam a Petrobras, reza na cartilha da corporação que organizou a paralisação. Afinal, como dito anteriormente, apenas os caminhoneiros avulsos, sem uma retaguarda estruturada, não seriam capazes de parar o país durante oito dias.

Sem mais nenhum argumento diante do desgaste junto à população, o governo lançou a última cartada – construção do discurso sobre a participação de “infiltrados” na paralisação, que estariam politizando as ações. Esse recurso midiático também não funcionou.

Todas essas narrativas, fartamente espalhadas na mídia golpista, tentavam convergir para esconder o principal – 70% de rejeição ao governo Michel Temer.

A saída para conter o “fora Temer” seria julgar e condenar os caminhoneiros, mas não funcionou.

Assim, o governo contemplou o mínimo da pauta dos caminhoneiros, mas não foi capaz de apresentar qualquer proposta para conter a alta no preço da gasolina, do gás de cozinha e dos outros derivados do petróleo que impactam no orçamento familiar da maioria da população.

Eis o ponto principal. A paralisação foi desmobilizada, mas o bode está na sala, sentado na mesa de jantar com a política temerária de Pedro Parente na Petrobras e o plano de privatizar esta empresa fundamental para o desenvolvimento do país.

Neste aspecto, a única narrativa que pode ganhar corpo a favor do governo golpista daqui por diante é a privatização da Petrobras, inclusive com o apoio da população, caso seja “convencida” de que a estatal é inviável.

A tese da privatização será reforçada já na greve dos petroleiros. Basta observar que a justiça trabalhista agiu em tempo recorde e já decretou a ilegalidade do movimento paredista. Essa greve será ainda mais atacada que a paralisação dos caminhoneiros, principalmente porque é convocada por sindicatos vinculados à CUT.

Todos os demônios da cobertura jornalística serão soltos contra a CUT e os grevistas da Petrobras, voltando à carga em defesa da privatização.

Neste momento, cabe ao movimento sindical e aos partidos da arena progressista disputar a narrativa em defesa da Petrobras, nem que seja ressuscitando o velho jargão de Getúlio Vargas – “o petróleo é nosso.”

Seria o caso de construir um pacto entre as candidaturas do campo democrático e deflagrar campanha unificada em defesa da Petrobras.

Por fim, cabe considerar que a mobilização de alguns segmentos dos caminhoneiros em prol da intervenção militar não ganhou corpo. Afinal, o país já vive uma ditadura, fruto do golpe jurídico-midiático-parlamentar que derrubou a presidente Dilma Roussef (PT).

Nem precisa mais intervenção militar. Mas, em último caso, as forças armadas entram em campo para enterrar de vez a democracia.

Coletânea revela degradação ambiental e social promovida pela Vale na Amazônia

A  série Arenas Amazônicas é um projeto em três volumes que trata de várias formas de resistências das populações da Amazônia

Há mais de dez anos uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, usa de inúmeras artimanhas jurídicas para não assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC), por conta das situações de vulnerabilidade de crianças e adolescentes que embarcam clandestinamente em seus trens que correm diuturnamente a Estrada de Ferro de Carajás (EFC).

A ferrovia é responsável pelo escoamento do minério de ferro de ótimo teor da Serra de Carajás até os portos de São Luís, no Maranhão, de onde ganha o mercado mundial. A mesma empresa mantém querelas com quilombolas no município de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, devido à duplicação da EFC.

Com a mesma categoria, mas, desta feita no estado do Pará, no município de Moju, a implantação de um mineroduto e de uma linha de transmissão de energia de interesse da empresa reconfiguraram o território ancestral.

Nas regiões sul e sudeste paraense, vários projetos da corporação promovem a tensão entre a empresa, camponeses e indígenas, a exemplo do caso dos Xikrin do Cateté. Aos que ousam contrariar as agendas da empresa, ela move ações na justiça. As ações cíveis e criminais contra sindicalistas, assessores, professores e dirigentes somam quase duas centenas.

As disputas por territórios entre a Vale e outras grandes corporações, tais como a Jari Celulose, Belo Sun e o Consórcio Norte Energia, responsável pela hidroelétrica de Belo Monte, em Altamira, no Pará, constam no rol das oito narrativas que integram o volume II da série Arenas Amazônicas, organizada pelo jornalista e professor da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), Rogerio Almeida.

A jornalista Lilian Campelo, correspondente do site Brasil de Fato na região Norte, assina uma das produções em parceria com Almeida.  O volume II conta ainda com um ensaio sobre as resistências de camponeses no sudeste paraense, assinado pela militante do MST, Júlia Iara. Jornalistas, professores e organizações cederam fotos que ilustram o livro. Boa parte do conteúdo foi publicado no site da Agência Carta Maior e no blog do próprio autor. Xingu, Marajó, Carajás e o Baixo Amazonas constam nas pautas da publicação.

Série Arenas Amazônicas – Trata-se de um conjunto de três volumes de narrativas jornalísticas que contemplam agendas da Amazônia. O primeiro volume enfocou as formas de ações de movimentos negros nas periferias de Belém em diversos campos: política, cultura e mulheres. O segundo tomo trata de pelejas das populações locais e suas formas de enfrentamento aos grandes projetos, enquanto o terceiro tem a ambição de tratar sobre a comunicação popular. As diferentes formas de enfrentamentos e resistências das populações locais constitui a coluna dorsal da iniciativa.

Sobre o autor

Rogerio Almeida é maranhense de São Luís/MA, com graduação em Comunicação Social pela UFMA. Cursou especialização e mestrado em Planejamento do Desenvolvimento pelo NAEA/UFPA, com pesquisa laureada com o Prêmio NAEA/2008. Atualmente cursa doutorado em Geografia Humana, DINTER USP/UNIFESSPA/UFOPA e IFPA. É professor do Curso de Gestão Pública e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). Desde a década de 1990 mora no Pará.  Além da dissertação publicada pela UFPA, assina as publicações: Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa/2006 e Pororoca pequena: marolinhas sobre a (s) Amazônia (s) de Cá/2012.

Os volumes I e II podem ser baixados no blog

https://rogerioalmeidafuro.blogspot.com.br/

Casa d’Arte recebe a cantora Helyne, no show Ribanceira, neste domingo

A apresentação integra o projeto Quintal Cultural, do Casa D’Arte Centro de Cultura, com programação de música e culinária ao pôr do sol, com entrada gratuita.

De volta à cena musical da cidade, a cantora Helyne e o músico João Simas apresentam novamente o show Ribanceira  no projeto Quintal Cultural, do Casa D’Arte Centro de Cultura,, que tem como proposta reunir e compartilhar vivências artísticas, ideias e novos trabalhos da cena cultural maranhense. A apresentação será neste domingo, 27, partir das *16h*, com entrada franca. O Casa D’Arte fica localizado na Rua do Farol, nº 9, Alto do Farol, na estrada da Raposa (próximo à Clínica Ruy Palhano).

“O projeto Quintal Cultural acontece todo domingo com essa proposta de encontro ao pôr do sol com música, comidinhas e também ser um espaço de visibilidade e circulação de projetos artísticos e novos talentos”, disse Wagner Heineck, produtor cultural do Casa D’Arte.

O show Ribanceira reúne canções e cantigas que são resultados e experiências da cantora Helyne com a cultura popular, o toque de caixa e a interpretação de compositores-pesquisadores da música brasileira. O repertório propõe aos ouvintes uma experiência sonora pelo canto singular da intérprete com a narrativa de canções que falam do rio, das águas e de uma ancestralidade que está no toque de caixa.

“Ribanceira está se constituindo num projeto em fluxo, no qual estamos experimentando a sonoridade da caixa, dos instrumentos de cordas e do canto para músicas que carregam essa subjetividade vinculada à tradição vocal de tantas pessoas, mulheres, caixeiras, e também a obra de compositores com poética e sentimento ribeirinhos”, disse Helyne.

A primeira apresentação do projeto aconteceu no Espaço Reocupa, no dia 10 de maio, e gerou um engajamento nas redes sociais de muitos artistas da cena cultural de Imperatriz, cidade de origem da cantora, em apoio a essa nova trajetória musical.

Helyne integrou dois grupos musicais em sua carreira – Flor de Cactus (trio vocal) e Flor de Maracujá (grupo feminino de percussão de caixa) – e vem desenvolvendo um trabalho vocal próprio junto com a pesquisa sobre toques de caixa de expressões da cultura popular.

Música e culinária

A programação começa a partir das 16h, com discotecagem do ator Wagner Heineck e a degustação de comidas preparadas pelo chef Thiago Brito, com pratos e ingredientes regionais inspirados em culinária de base sustentável.

O Quintal Cultural consiste na reunião de pessoas interessadas em compartilhar seus trabalhos artísticos, idéias e talentos, além de agregar outras atividades artísticas como exibições de filmes, espetáculos teatrais, exposições e shows musicais.

A entrada é franca e o evento terá, também cachê colaborativo. A Casa d´Arte Centro de Cultura fica localizada na Rua do Farol do Araçagy, nº 09, em Raposa (na rua em frente à clínica Ruy Palhano).

Serviço

O quê: Show Ribanceira com Helyne e João Simas.

Onde: Casa d´Arte Centro de Cultura (Rua do Farol do Araçagy, nº 09, Raposa – rua em frente à clínica Ruy Palhano).

Quando: 27 de maio (domingo)

Horário:: A partir das 16h

Quanto: Entrada franca. Cachê colaborativo (doe quanto quiser/puder)

Contatos:  (98) 98160-9188 (Wagner Heineck) / cantorahelyne@gmail.com

Curso de formação para dirigentes do PT reforça a candidatura de Lula no Maranhão

Denunciar o golpe na democracia brasileira, fortalecer a organização de base e a construção partidária dão a tônica do curso para dirigentes do PT, que prossegue hoje (26), no Praia Mar Hotel, com a participação de dirigentes de 26 municípios do Maranhão.

A organização local do evento é compartilhada pelas secretarias de Formação e Organização/ Finanças (Sorg) do PT. O curso integra a Jornada de Formação para Dirigentes Petistas, realizado pela Fundação Perseu Abramo e Escola Nacional de Formação.

Sessões de estudo e debate marcaram o curso

Segundo o secretário de Formação do PT, jornalista Henrique Silva, o curso é um espaço fundamental para a construção partidária e de fortalecimento das lideranças do partido com o propósito de manter acesa a chama do legado petista e assegurar a candidatura de Lula em 2018. “Não vamos dar trégua ao golpe. Lula é candidato e esse curso é mais um momento, entre tantos outros, em que nós estamos mobilizados em defesa das conquistas dos governos do PT”, explicou Silva.

Cinema

A abertura oficial do curso aconteceu na noite de sexta-feira (25), com a participação do deputado estadual Zé Inácio, do presidente estadual Augusto Lobato, do secretário de Finanças Genilson Alves, dirigentes e lideranças do partido. Sábado (26) participaram do evento o vereador Honorato Fernandes e o secretário de Organização Francimar Melo.

Juventude petista, presente!

Antes da abertura, os participantes do curso assistiram à sessão do filme “O processo”, documentário crítico sobre o golpe que desembocou no impeachment da presidente Dilma Roussef, em agosto de 2017.

As atividades do curso de formação foram coordenadas pelos instrutores integrantes da equipe da Escola Nacional de Formação do PT, Jorge Coelho e Jupira Cahuy. Durante os trabalhos, houve sessão de estudo com leitura de textos, debate sobre os conteúdos e sistematização para orientar os participantes sobre o planejamento da ação partidária, organização e mobilização do PT.

APRENDIZADO Vereadora Maria José, de Feira Nova; Cristiane Silva, de Zé Doca; e Francisco Frei, de São Bernardo

A vereadora Maria José, de Feira Nova, afirmou que o curso está sendo produtivo a respeito do esclarecimento sobre o golpe que destituiu a presidenta Dilma Roussef. “Estamos colocando em prática a defesa do Lula e do direito de ser candidato. Com esses novos conhecimentos adquiridos no curso a gente tem condições de rebater os argumentos contrários ao partido”, destacou.

Segundo a presidente do PT de Mata Roma e membro do diretório estadual, Enilda Alves, o alcance maior do curso é voltar aos municípios e criar comitês populares em defesa da democracia e do direito de Lula ser candidato. “Essa formação é importante para a gente se fortalecer nas nossas bases. “Quero parabenizar o nosso partido. Depois da eleição do companheiro Lobato com essa nova direção e o companheiro Luis Henrique como secretário de Formação, ele tem feito esse esforço de retomarmos a formação que nós tínhamos no partido e isso é muito louvável. O curso está sendo muito bom por conta de estarmos debatendo esse momento da prisão do nosso companheiro Lula e nos mobilizando para formar comitês em defesa da candidatura de Lula e da democracia”, destacou Alves.

Enilda Alves, presidente do PT de Mata Roma, destacou a qualidade do curso

Participaram do curso dirigentes dos municípios de Vargem Grande, Bom Jesus das Selvas, Bacabal, São Luis, Aldeias Altas, Zé Doca, Mata Roma, Dom Pedro, Timon, São Bernardo, Barra do Corda, Matinha, Candido Mendes, Belágua, Codó, Barreirinhas, Bequimão, Conceição do Lago Açu, Feira Nova, Cajapió, Paço do Lumiar, Imperatriz, Presidente Medici, Coroatá, São Mateus.

O curso foi programado para receber a participação de representantes de 100 municípios, mas houve desistência devido à dificuldade com transporte.

Professora Michelle Cabral lança livro sobre teatro de rua

Fruto da tese de doutorado da professora do curso de Teatro (UFMA), Michele Cabral, o livro “Processos comunicacionais no teatro de rua: performatividade e espaço público” será lançado dia 29 (terça-feira), às 19 horas, no Espaço Amei/shopping São Luís.

A pesquisa apresentada no livro propõe-se a investigar os processos comunicacionais no teatro de rua, tendo a cidade como espaço de conexões entre estes dois universos: a comunicação e o teatro. O trabalho procura entender, especificamente, o modo pelo qual estas encenações teatrais são vistas, compreendidas e ressignificadas pelo público da rua, no ato de sua recepção no espaço público contemporâneo.

Entendendo a intervenção teatral de rua como um ato de comunicação complexo, que envolve diferentes campos sociais, a pesquisa privilegia os processos comunicacionais desenvolvidos em sua prática, ressaltando a relação deste teatro com o público consumidor e o espaço público na contemporaneidade.

“Compreendemos que este encontro inusitado, do teatro com o indivíduo, habitante ou transitório naquele lugar, é um momento singular, onde o discurso estético, apropriando-se do espaço público, vai desencadear um processo dialógico intenso, proporcionando um momento de múltiplas interações. Empreendemos nossa análise dos processos comunicacionais no teatro de rua em sua relação com o espectador, o espaço público e as interações geradas a partir destas experiências”, explica Michele Cabral.

Ainda segundo a autora, a investigação permite compreender as redes tecidas neste lugar simbólico, que é a fruição da arte teatral em relação ao organismo concreto da cidade. Esta conexão leva a perceber que transformações efetivas se dão na apropriação cultural e estética, por meio de um processo comunicacional, que subverte a ordem linear e simplificada de “emissão – mensagem – recepção” propondo um jogo de transições e superposições, que provocam o empoderamento do sujeito receptor, e que, neste processo, se encontra com o sentido da cidadania.

Sobre a autora

Michelle Cabral é artista-docente do curso de Licenciatura em Teatro do Departamento de Artes Cênicas (Dearc) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Ela é atriz, palhaça e diretora teatral, doutora em Comunicação Social pela PUC/RS, mestra em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Artes Cênicas/Direção Teatral pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Michelle Cabral coordena o Grupo de Pesquisa Encenação e Corporeidades (CNPQ/UFMA), onde desenvolve o projeto de pesquisa “A cidade como palco: jogo, texto e espaço no teatro de rua”. Tem experiência na área de Artes Cênicas com ênfase em Teatro, atuando principalmente nos seguintes temas: teatro de rua, circo, espaço público, política, comunicação e história.

Serviço

Lançamento do livro “Processos comunicacionais no teatro de rua: performatividade e espaço público”

Quando:  29 de maio de 2018

Local: Espaço Cultural da AMEI

São Luís Shoping

Hora: 19h

Construção da ponte sobre o rio Alegre, em Santo Amaro, divide opiniões dos moradores e empresários

Uma das principais cidades do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Santo Amaro está diante de uma polêmica em torno da ponte sobre o rio Alegre, ligando a estrada asfaltada (MA-320) ao perímetro urbano do município.

A obra da ponte já foi iniciada e, se concluída, vai permitir o acesso fácil de motos, carros, caminhonetes, ônibus e caminhões a Santo Amaro.

Atualmente, apenas caminhonetes com tração 4 x 4 acessam a sede do município. Elas atravessam o leito do rio Alegre, na parte rasa, transportando as mercadorias que abastecem o comércio, os produtos do setor de serviços, moradores e turistas.

A ponte vai facilitar o fluxo de qualquer tipo de veículo, mas divide opiniões. Parte dos moradores considera que o impacto sobre a cidade será grande e a infraestrutura do município não suporta um volumoso contingente de pessoas, carros, motos, quadriciclos e caminhões, entre outros motorizados.

O ex-vereador e empresário Dodó Carneiro apresenta suas ponderações sobre a construção da ponte. Assista ao video, abaixo.

Pequena cidade encravada nas proximidades das belas dunas e lagoas, Santo Amaro ainda é um lugar com características provincianas.

Moradores e empresários contrários à conclusão da ponte temem pela quebra da tranquilidade no município, considerando que o clima de violência já chegou às pequenas cidades do Brasil.

Da areia ao asfalto

Até o final de 2017, Santo Amaro era acessada por via terrestre apenas pelos carros com tração 4 x 4, atravessando dunas, riachos e lagoas, até chegar à sede do município.

Em fevereiro de 2018, o Governo do Estado concluiu a obra da rodovia MA-320, com 47 Km, entre o povoado Sangue e o município de Santo Amaro, ficando pendente a ponte sobre o rio Alegre.

Sangue fica às margens da rodovia MA-402, que dá acesso ao município de Barreirinhas. A construção da MA-320 (Sangue-Santo Amaro) interliga duas cidades valorosas na rota do turismo no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

A estrutura inicial está pronta e as máquinas continuam trabalhando.

Imagem retirada neste site

Descrição: três caminhonetes cruzam o leito de uma área alagada no meio de uma estrada de areia, cercada de vegetação, no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

Comissão de Acessibilidade do CCSo/UFMA é um espaço de interlocução para as pessoas com deficiência, explica a professora Carolina Libério

O blog publica hoje a quarta entrevista da série “pessoa com deficiência”. A entrevista, realizada no Laboratório de Rádio, é uma atividade prática da disciplina Produção e Direção de Programas de Rádio, do curso de Rádio e Televisão (RTV) da UFMA.

Nesse programa, os estudantes Ricardo Cadilhe e Naasson Junior dialogam com a professora Carolina Libério, representante do Departamento de Comunicação Social na Comissão de Acessibilidade do Centro de Ciências Sociais (CCSo) da UFMA.

Ouça a entrevista aqui

Segundo Carolina Libério, a Comissão de Acessibilidade do CCSo pode ter um importante papel na negociação em busca da melhoria nas condições de acessibilidade na UFMA. “Acredito que a gente se organizando, não apenas os docentes, mas também uma organização dos discentes, a gente consiga chamar a atenção para alguns setores da Universidade sobre aspectos da infraestrutura. Infelizmente dentro da instituição pública a gente tem que lidar com a burocracia, às vezes com a dificuldade de conseguir recursos e às vezes com uma certa displicência de parte dos setores da Universidade na aplicação desses recursos”, detalhou.

Carol Libério reconhece o esforço político na sociedade brasileira para incluir as pessoas com deficiência e avalia que esse processo é refletido dentro da universidade. Ela foi motivada a participar da Comissão de Acessibilidade do CCSo porque está ministrando aula para três alunos com deficiência em duas disciplinas diferentes e sentiu a necessidade de buscar interlocução sobre a situação desses estudantes fora da sala de aula.

A professora referenciou o aprendizado coletivo que vem tendo na comissão e junto à comunidade universitária e enfatizou o desafio metodológico de aproximar ao máximo os conceitos de sala de aula dos alunos com deficiência. Para Libério, é fundamental desconstruir o preconceito sobre os limites no trato das pessoas que apresentam algum tipo de deficiência.

Carol Libério falou também sobre a atuação da Comissão de Acessibilidade do CCSo e destacou o papel dessa instância como espaço de interlocução e reivindicação da comunidade universitária para construir ambientes de sociabilidade e infraestrutura adequada para as pessoas com deficiência.

Sala de Rádio

O programa “Sala de Rádio” é um recurso didático criado pelo professor do curso de RTV, Ed Wilson Ferreira Araújo, com o objetivo de conectar os conteúdos teóricos às atividades práticas, utilizando os equipamentos disponíveis no Laboratório de Rádio.

Durante a disciplina Produção e Direção de Programas de Rádio, no semestre 2018.1, os estudantes exercitam a técnica de apresentação de programa jornalístico, precedido das atividades de produção: seleção e enquadramento do tema, contato com a fonte, recepção da fonte, condução da entrevista e direção.

Ao longo deste semestre (2018.01), os estudantes da disciplina Produção e Direção de Programas de Rádio planejam, executam, acompanham e avaliam a produção de programa com pautas focadas no tema “pessoa com deficiência”.

Os alunos são responsáveis pela apresentação e edição das entrevistas e/ou programas.

Além da professora Carolina Libério, outras fontes vinculadas ao tema “pessoa com deficiência” já foram entrevistadas pelos estudantes e os arquivos de áudio estão sendo disponibilizados neste blog.

Ao final da disciplina, os alunos vão produzir programas especiais sistematizados a partir das informações colhidas nas entrevistas realizadas durante o semestre.

Descrição: duas mulheres estão em fila indiana. A mulher que está atrás põe uma venda nos olhos da que está à frente. Foto: Marcus Elicius

A dura vida de Roseana Sarney na oposição

Depois de muitas especulações e insegurança, Roseana Sarney (MDB) finalmente se manifestou sobre a candidatura ao governo do Maranhão em 2018.

No seu discurso de 19 minutos em que anunciou a decisão de ser candidata, uma frase desenha o principal “vamos enfrentar muitos obstáculos”.

Está nesse trecho a senha para entender o quanto será difícil fazer uma campanha sem a máquina do governo e o chicote na mão para açoitar os prefeitos.

A filha de José Sarney sempre fez campanha com muitas armas e exércitos ao seu dispor: 1) controle dos cargos federais no Maranhão; 2) a máquina do governo estadual; 3) maioria folgada nas bancadas federal e estadual; 4) controle absoluto sobre os meios de comunicação, principalmente os sistemas Mirante e Difusora; apoio das multinacionais Vale do Rio Doce e Alumar; 5) domínio sobre os currais eleitorais dos prefeitos; 6) poder de mando nos maiores partidos e coligações com a maioria esmagadora das legendas de aluguel;

Tudo isso convergia para que ela fizesse campanha nos cenários mais favoráveis, apenas para cumprir os rituais da eleição, mesmo assim utilizando métodos heterodoxos como a famosa farsa do morto-vivo Reis Pacheco.

Leva-se ainda em consideração, nas eleições passadas, a força política de José Sarney no cenário nacional, sempre ocupando postos elevados no staff da República, atraindo o poder de Brasília para manter a hegemonia no Maranhão.

Em 2018, resta para Roseana Sarney pouca munição e um exército cambaleante. Ela não está acostumada a fazer campanha sem a chave do Palácio dos Leões.

O poder de do pai em Brasília não é mais o mesmo.

Até mesmo seus correligionários fiéis nos bons tempos da fartura do dinheiro público abandonaram o barco. Figuras como Gastão Vieira e Pedro Fernandes já estão militando na base de Flávio Dino.

O dinheiro das doações será mais vigiado e a fragilidade do grupo que sempre lhe deu sustentação vai ter influência negativa na drenagem do financiamento de campanha.

Tudo isso e muito mais será computado no dia a dia da campanha. Em 2018, diferente de todas as facilidades que teve na vida, Roseana está fora do poder oficial.

Esse fantasma de não mandar no dinheiro público vai atormentá-la a campanha inteira.

Apesar da bravata de hoje, Roseana é oposição. E isso faz toda a diferença.

Foto: reprodução / O Imparcial

Novo disco de Lena Machado convida ao deleite

Reservei o entardecer e começo da noite deste sábado (19 de maio) para escutar – e não apenas ouvir – o novo disco de Lena Machado: “Batalhão de Rosas”. Digo escutar porque apreciei a obra atentamente (folheando o encarte), não de forma distraída como é de praxe, mas com o ouvido cheio de pensamentos sobre a arte desta intérprete que poderia ser trilha de novela, ilustrando aquelas cenas exuberantes do pôr do sol de Ipanema.

Digo isso porque a arte é universal, seja ela extraída de uma banca de comida na feira da Praia Grande ou em um restaurante chic de Dubai.

Capa do disco Batalhão de Rosas

Ao folhear o miolo do “Batalhão de Rosas”, com as músicas de fundo, senti a força de uma voz que canta trazendo à tona as entranhas dos sentimentos traduzidos nas letras.

Além dos clássicos de Joãozinho Ribeiro (Asas da Paixão), Cesar Teixeira (Namorada do Cangaço, Boi de Medonho, Flanelinha de Avião) e Bruno Batista (Batalhão de Rosas), o disco traz a poética de Didã (Banca da Honestidade) em uma composição sobre a labuta das mulheres guerreiras que fazem da gastronomia de rua e dos mercados a sobrevivência de famílias inteiras.

“De Deus”, assinada por Bené Fonteles, costura uma ginga maneira como se ali na letra tivesse um drible de futebol, com a esperteza do verso final da primeira estrofe – “num passe…”.

Quando eu ouvi “Preta”, de Camila Cutrim e Fernanda Preta, logo lembrei de duas personagens marcantes na obra de Josué Montello: Benigna (Os tambores de São Luís) e Nadine (O baile da despedida), mulheres com o dom de enfeitiçar por vários significados: a voz, a cor, o gingado e o “enigma profundo”.

Zeca Baleiro e Swami Jr  fornecem munição num bolero para Lena Machado deslizar feito um catamarã musical em “Duas Ilhas” – um texto filosófico sobre o amor e as suas dificuldades.

E quanto alento ao escutar “Bom dia”, letra de Alessandra Leão, demarcando o território feminino em um disco lírico e tribal, simultaneamente catapultado à condição de uma obra musical do mundo, universal.

Lena Machado é uma intérprete merecedora da nossa audiência, pela magia de uma voz que anima as almas das pessoas.

A produção e os arranjos são de Wendell Cosme, Israel Dantas e Wesley Sousa. O trio deu tom especial à obra musical.

Fico por aqui porque não tenho vocação para spoiler. Compre o disco e deleite-se.

Imagens: sites aqui e aqui