Tião Carvalho e Dyl Pires são atrações no Projeto Papoético

O Projeto Coletivo Papoético, articulado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, teve início em dezembro de 2010 e, dentre tantas atividades culturais, realizou em 2012 o seu primeiro festival de poesia, buscando animar o meio cultural de São Luís. Depois desse evento, foram realizados mais dois festivais. O projeto foi formatado para acontecer num ambiente de bar. Após as apresentações das atividades culturais previstas, os participantes se confraternizam e continuam o papo de forma mais descontraída. Inicialmente surgiu num bar/sebo, depois se transferiu para o Restaurante / bar Cantinho da Estrela e, finalmente, ocupou o espaço do bar Taberna da Bossa, no Centro Histórico de São Luís.

O coletivo retoma a proposta, desta vez no Bar Latino, localizado na rua do Giz, anexo à Pousada Portas da Amazônia. “Entendemos a cultura como ferramenta necessária para o desenvolvimento da sociedade, sobretudo pelo incentivo ao hábito de práticas criativas que fortalecem a salvaguarda e o sentimento de pertencimento. Acreditamos que é possível construir através do desenvolvimento cultural uma sociedade mais esclarecida, mais capaz, com vontade própria e menos indiferente à vida social e política de sua localidade e do país, com inclusão cultural, com a multiplicidade de formas de transmissão de conhecimento, favorecendo a participação provocativa, criativa e transformadora de novos talentos na área, promovendo, dessa maneira, o fortalecimento da cidadania”, declara o poeta Paulo Melo Sousa.

Noite terá leituras do poeta Dyl Pires

O retorno da ação cultural acontece nesta quinta-feira (28 fevereiro), trazendo novamente à cena cultural da Ilha Tião Carvalho (imagem destacada), um dos ícones da música contemporânea do Maranhão e está vivendo um momento histórico no qual celebra 40 anos de carreira artística. Cantor e compositor, o artista interpreta composições de familiares, amigos e maranhenses renomados que marcaram sua trajetória artística, além de composições próprias  cujas letras revelam um pouco da sua terra e suas memórias, garimpadas por meio das canções e ritmos que resgatam a força da sua ancestralidade quilombola nos rincões de Cururupu.

Seu repertório passeia pelos ritmos do bumba-meu-boi, cacuriá, tambor de crioula, tambor de mina, samba, carimbó e reggae, sempre reverenciando a cultura maranhense em seu trabalho autoral. Essa fidelidade às tradições maranhenses visa, também, fortalecer a representatividade dos afro-descendentes, promover o respeito e valorização da cultura maranhense e incluir as mais diferentes etnias nessa troca. Além do show com Tião Carvalho, acontecerá leitura de poesias com Dyl Pires, e criação da Confraria da Água Benta (degustação de cachaça), com sorteio de livros entre os presentes.

O Projeto Coletivo Papoético visa divulgar, revelar e incentivar a atual produção cultural maranhense, com o intuito de estabelecer um contato maior entre artistas, intelectuais, produtores culturais e a comunidade em geral, com incentivo à produção cultural, divulgação da arte e da cultura, realização de eventos culturais individuais e coletivos, visando despertar o interesse pela arte e a cultura na comunidade em geral, facilitar o conhecimento de novos nomes da cultura maranhense, fortalecendo a identidade cultural como instrumento para o cumprimento social da expressão cultural da comunidade.

SERVIÇO

O quê? Projeto Coletivo Papoético.

Onde? Bar Latino (rua do Giz, anexo à Pousada Portas da Amazônia – Centro Histórico de São Luís).

Quando? Dia 28 de fevereiro de 2019 (quinta-feira)

Hora? A partir das 19h30

Programação: Show com Tião Carvalho, leitura de poesias com Dyl Pires, criação da Confraria da Água Benta (para degustação de cachaça), com sorteio de livros entre os presentes.

Será cobrado couvert artístico: R$ 15 reais.

Imagens / divulgação

Bloco ‘Ninguém solta a mão de ninguém’ traz manifesto “Mais valia para nós é folia”

Fonte: Blog Buliçoso

A frase do velho Karl Marx – que nunca antes na história deste país foi tão combatido – cabe como uma luva de boxe, uma cabeçada de capoeira, um chute no pau da barraca já murcha dos alucinados por mamadeiras de piroca, admiradores da Ditadura Militar, LGBTfóbicos e racistazinhos de meia tigela, como se dizia no tempo de vovó. “As revoluções são a locomotiva da história” serve de epígrafe para o único evento carnavalesco de São Luís, assumidamente de protesto contra a atual conjuntura política e social do país.

O Bloco Ninguém solta a Mão de Ninguém vai se concentrar no Espaço Cultural Trem das Onze, Beira-Mar, em frente à Rffsa, na próxima sexta-feira (1), a partir das 18h. A festa também terá um ato de desagravo e indignação contra a violência de policiais militares que, na semana passada, invadiram o local, dispararam tiros para o alto e empurraram à força a proprietária, Iria de Fátima Machado, para o camburão. Iria é negra, militante de esquerda e neta de um maquinista da antiga estação da Rffsa, Raimundo Machado.

“Será um ato festivo. Em menos de dois meses, o governo Bolsonaro já se encontra mergulhado em escândalos de toda ordem, envolvendo denúncias de candidaturas laranja, relações com milicianos, instabilidade provocada pela ingerência de filhos e em saques às garantias estabelecidas pelo Estado Democrático de Direito”, afirma o Manifesto Mais Valia para nós é Folia, distribuído pela Comissão Organizadora. O evento conta com apoio da Agência Tambor, experiência pioneira no Maranhão em comunicação livre, popular e alternativa.

“Os movimentos progressistas e as organizações sociais precisam criar e estabelecer mecanismos de expressão para se contrapor ao discurso da mídia hegemônica que, via de regra, cria narrativas em defesa de interesses que não são necessariamente os interesses populares. O período carnavalesco, época da maior festa popular do Brasil, é uma inequívoca vitrine para mensagens que provoquem a necessária indignação nos embates contra um projeto de nação excludente e conservador”, explica o texto-convite.

O Bloco Ninguém solta a Mão de Ninguém é uma iniciativa da Buliçoso Produções Artísticas, do blog Buliçoso. Os ingressos custam R$ 25,00 (vinte e cinco reais) e podem ser adquiridos de modo digital pela plataforma: https://www.sympla.com.br/bloco-ninguem-solta-a-mao-de-ninguem__465824 ou pelo whatsapp: (98) 98302.1639.

SERVIÇO

Bloco Ninguém Solta a Mão de Ninguém

Quando: 1º de março/2019 (sexta de Carnaval)

Local: Espaço Cultural Trem das Onze (em frente à Refesa, na Beira-mar)

Ingressos: R$ 25,00

Mais informações: (98) 98302.1639

Fonte: https://bulicoso.com.br

Escola de amestrados, país de robôs!

O Brasil está mergulhado em um pântano cultural que puxa para o fundo e mata algumas esperanças. Outras, pela dinâmica da História, não se deixarão tragar. É isso que nos anima em meio às notícias ruins.

A investida dessa vez é uma derivação do projeto Escola Sem Partido, vindo à tona pelo comunicado do Ministério da Educação às escolas, para que os estudantes cantem o hino nacional e sejam filmados, a pretexto de “incentivar a valorização dos símbolos nacionais”. Ainda por cima, os alunos teriam de ouvir uma carta cujo desfecho seria o bordão publicitário da campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

O objetivo é claro: matar o sentido pleno da educação como prática de liberdade e desconstruir o Estado laico, regido por uma Constituição de 30 anos.

Diante das críticas, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez recuou e disse que não era bem assim. Mas, não nos espantemos se a elite pensante do governo voltar à carga com algo mais radical: além de cantar o hino nacional, os estudantes terão de ler trechos da bíblia.

Sob o manto de um suposto nacionalismo e apego aos valores cristãos, o atual governo brasileiro apresenta ideias e propostas antiquadas, como se o passado fosse gerar a salvação da pátria.

Isso não ocorre por acaso. É preciso entender o contexto.

A onda conservadora que destrói a República no Brasil é fabricada na mesma forma que gerou criaturas como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, turbinado pelo discurso que disseminou notícias falsas e ódio.

Na campanha e na gestão, Trump tem um fantasma e um alvo, respectivamente: a América voltará a ser grande e os inimigos são os mexicanos e os muçulmanos.

Mutatis mutandis, o Brasil voltará à glória do passado e os inimigos são a esquerda e o materialismo cultural.

Nesse contexto macropolítico, o governo ataca a escola para criar uma geração de estudantes amestrados e pais robotizados, alimentados pelas fake news que grassam como uma praga destruidora da capacidade de pensar e refletir.

Basta ver o episódio recente que atribuiu à esquerda a “proposta” de distribuir uma mamadeira erótica para as crianças.

Assim, a tentativa de perfilar estudantes para cantar o hino nacional chega a ser um desprezo pela educação diante de muitos problemas a resolver. Com tantas escolas sem teto nem material didático, salas sem professores, docentes com baixos salários, condições de trabalho precárias, desvio de dinheiro público nos fundos constitucionais, escolas sem água potável nem quadras esportivas… eis que o MEC está preocupado com (pasmem!) a cantoria do hino nacional.

Entendamos também a proposta do Ministério da Educação como parte da estratégia de comunicação do governo para desviar o debate sobre os grandes temas: a reforma da Previdência, a economia e a geopolítica.

Se fosse nacionalista e patriota, o governo estaria a defender as nossas reservas de petróleo e o patrimônio nacional, não se perfilando às investidas dos Estados Unidos para usurpar a maior riqueza mineral da Venezuela.

Caso este governo fosse realmente patriota e nacionalista, não estaria tentando aprovar a reforma previdenciária que vai criar uma legião de miseráveis no momento em que a proteção do Estado é fundamental – a velhice.

O plano ideológico da onda conservadora é um pacto geracional pela mediocridade. Amestra as crianças na escola para levá-las ao matadouro sem resistência quando estiverem idosos.

Isso é desumano.

Imagem do site El País: Estudantes perfilados fazem saudação nazista a Hitler

Projeto de Iniciativa Popular garante lei com regras mais rígidas para a mineração em Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou nesta segunda-feira (25) o Projeto de Lei 3.676/16, que disciplina o licenciamento ambiental e a fiscalização de barragens em Minas Gerais. O projeto havia sido aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa sexta-feira (22 de fevereiro) e aguardava sanção do governador.

A motivação de criar regras rígidas para o setor de mineração tem origem no Projeto de Lei de Iniciativa Popular, denominado “Mar de Lama Nunca Mais”, que começou a ser elaborado no final de 2015, após o rompimento da barragem de Fundão (em Mariana-MG), de propriedade da mineradora Samarco, Vale e BPH Billiton.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular teve mais de 50 mil assinaturas, coletadas por instituições públicas e movimentos sociais e levado à Assembleia Legislativa. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a votação foi sendo “enrolada” por pressão das mineradoras junto aos deputados estaduais.

Mesmo diante da tragédia de Mariana os parlamentares rejeitaram o projeto em 2016, quando ainda tramitava na Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A proposição só foi aprovada em 2019 devido à pressão da opinião pública e dos movimentos sociais diante do rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

“Após o crime reincidente da Vale, desta vez em Brumadinho, a casa finalmente foi pressionada, desta vez para votar às pressas e sem ouvir a população. O texto aprovado apresenta avanços no campo da fiscalização de barragens e, principalmente, no processo de licenciamento”, afirma o MAB.

O texto do Projeto de Lei 3.676/16 institui a Política Estadual de Segurança de Barragens, que deverá ser implantada de forma articulada à Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), consolidando a legislação federal e estadual sobre o assunto.

“Sem dúvida temos muitos avanços, mas é preciso melhorar no que diz respeito aos direitos dos atingidos. O MAB segue trabalhando para fortalecer o debate da Política Estadual de Direitos dos Atingidos. Enquanto as pessoas continuarem sendo vítimas, é preciso ter legislação que dê conta disso”, afirma Joceli Andrioli, militante do MAB.  

O MAB aponta ainda a necessidade de rigor no processo de licenciamento e fiscalização de barragens, na criação de mecanismos que garantam direitos e segurança. “Temos ainda uma fragilidade no sistema, onde as empresas que fazem as perícias são contratadas pelas proprietárias das barragens. Isso possibilita um risco de fraudes como a que vemos no caso da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho”, complementa Pablo Dias, também do MAB.

Os principais pontos da nova lei são:

– Obrigatoriedade da realização de audiências públicas em toda a bacia hidrográfica;

– Exigência de licenças prévias de instalação e operação que garantam o licenciamento ambiental das barragens;

– Proibição da construção de barragens a montante, no mesmo formato das de Mariana e Brumadinho;

– Paralisação de alteamento (aumento das paredes das barragens com o objetivo de receber mais rejeitos);

– Proibição de licenças para a construção, ampliação ou alteamento de barragens em regiões que tenham comunidades no perímetro da zona de autosalvamento;

– Obrigatoriedade de um plano de desmonte da barragem ao fim de seu funcionamento;

– Estabelecimento do prazo de 90 dias para empresas apresentarem cronograma de planejamento da substituição de tecnologia em barragens a montante, o que deverá ser feito em até três anos;

Com informações do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens)

Imagem: MAB / Atingidos denunciam estragos e cobram providências sobre o rompimento da barragem de Mariana

Memórias do Carnaval: Turma do Saco homenageou o rádio AM

Em tempos de migração do rádio AM para FM rememoramos o samba tema “Nas ondas do rádio AM”, do bloco organizado “Turma do Saco”, levado à passarela no Carnaval de São Luís, em 2016.

A letra (veja ao final) faz referência à história das rádios AM, aos programas e apresentadores emblemáticos e destaca o papel das emissoras na integração da ilha de São Luís aos municípios do continente.

Já no curso da migração das rádios AM para FM, o velho radinho de pilha com chiado e os programas comunitários e jornalísticos passam por transformações. Rádio atualmente é ouvido em aplicativo de smartfone e o chiado ficará apenas na lembrança dos apaixonados.

O samba-tema da Turma do Saco em 2016 foi resultado da parceria de três compositores: coronel Franklin Pacheco, Cesar Grafite e Luís Carlos Pinheiro, o Vovô.

Ouça o samba aqui

No processo de fabricação da letra, a direção da escola e os compositores mergulharam em pesquisas na internet e consultaram especialistas, sobre o assunto.

Inspiração de Vovô

Compositor e intérprete do samba “Nas ondas do rádio AM”, Vovô é uma lenda na vida cultural de São Luís. Ex-integrante da Flor do Samba, ele foi passista, baliza, ritmista e tem a experiência de quem tocou, cantou e dançou em muitos carnavais. A identidade com o tema vem também da experiência de Vovô no rádio. Ele trabalhou como serviços gerais e porteiro na antiga rádio Ribamar AM e foi promovido aos microfones por Frank Matos, locutor veterano nas emissoras de São Luís e apresentador do carnaval na Passarela do Samba durante décadas. Vovô sempre cantarolava nos corredores da rádio e um dia foi convidado por Matos para gravar jingles de campanhas eleitorais. Frank Matos fazia os textos e Vovô cantava. “E foi então que eu comecei a aparecer dentro da cultura, quando as pessoas passaram a ouvir minha voz”, ressaltou Vovô.

A inspiração para compor o samba com os parceiros incluiu a vivência de ouvinte e radialista. “O rádio AM para mim é a matéria informativa geral. É a minha cara-metade de uma pessoa que eu não conheço. Mas, o radialista da AM fala com você com tanta intimidade que você do outro lado, ligado no seu dial, acha que ambos se conhecem. Então, o radialista passa a ser parte da tua família. O rádio AM para mim significa a informação em primeira mão, aquela informação com a linguagem que o povo gosta de ouvir”, justificou Vovô.

Sua trajetória no Carnaval inclui 14 títulos, oito seguidos, um segundo lugar e novamente seis em sequência. “Sou o intérprete que mais tem títulos no Carnaval maranhense”, celebrou Vovô. Na Turma do Saco há seis anos, ele já coleciona um vice-campeonato e um primeiro lugar. “Sou um profissional da alegria”, festejou.

Trajetória da Turma do Saco

O bloco organizado Turma do Saco surgiu da motivação de famílias e jovens do bairro Codozinho, alguns já integrantes de outras agremiações carnavalescas, remanescentes das batucadas denominadas “charangas”, que faziam arrastões pelas ruas do Centro de São Luís. O presidente da agremiação, Marcio Cavalcante, contou que o nome do bloco surgiu da rivalidade com outra brincadeira carnavalesca, sediada na Vila Gracinha.

A rivalidade entre as duas turmas foliãs ocorreu pela diferenciação da indumentária. “Certo ano eles da Vila Gracinha compraram um tecido lamê (adornado com finas lâminas prateadas) e fizeram uma espécie de abadá. O bloco do Codozinho quis se organizar, mas não tinha condição de comprar lamê. Então foram a uma padaria, juntaram uns poucos recursos e compraram sacos de trigo, cortaram, customizaram, fizeram a fantasia e batizaram Turma do Saco”, relatou Cavalcante.

Os tempos áureos da Turma do Saco remontam à década de 1980, mas nos últimos seis anos a agremiação vem se reinventando e melhorando, garantiu o presidente. Temas como a cultura africana, o circo e seus palhaços e o bairro Codozinho já alegraram os sambas na “nação sacoleira”, carinhosamente denominada entre os brincantes e simpatizantes. A Turma do Saco já coleciona 11 títulos, o último conquistado em 2013, com o samba em homenagem ao Bicho Terra.

Nas ondas do rádio AM
Samba-tema do bloco organizado Turma do Saco para 2016
Autores: Luis Carlos Pinheiro (Vovô), coronel Franklin e Cesar Grafite

Em 1941 no dial AM
Na frequência 1290
A ilha foi ligada ao Maranhão
E assim surgiu a primeira emissora para comunicação
Em 15 de agosto de 1941
Entrava no ar a PRJ.9
Com o interventor Paulo Ramos
E depois virou a rádio Timbira
É fascinante ouvir a Mirante
Difusora, Educadora
Rádio Ribamar, hoje Capital
Rádio Gurupi é a potente São Luís
Política, esporte, religião
Radionovela, cultura e informação
Tudo vira festa na programação
Quem manda é você
Debaixo do pé de cajueiro
Dona Carochinha animava a criançada
Boa tarde minha gente
Galeria musical da saudade
Canta Maranhão é descontração
Pra nossa cidade
Alô! Alô! Bom dia!
Um aviso pro interior
No programa do “Galinho”
Carlos Henrique anunciou
Me traz um cavalo com cela e outro na cangalha
Pra levar a carga
Que a Turma do Saco mandou.

Bloco “Bota pra Moer” traz Moraes Moreira no carnaval e Siba no ensaio geral

Bloco da dupla formada por Alê Muniz e Luciana Simões se apresenta na segunda-feira de carnaval, dia 4 de março, no circuito da Beira-Mar. Antes, afina o repertório em ensaio aberto na praça dos Catraieiros, Praia Grande, no próximo sábado, dia 23. Entre os convidados, o cantor e compositor Siba (imagem acima) e a turma do Divina Batucada, da Madre Deus

O nome do bloco é uma homenagem à memória de Bota pra Moer, personagem da cidade que marcou os anos 50 e 60 – mistura de louco e gênio que fez história no imaginário popular. “O espírito é o mesmo do ano passado. Vamos levar pra rua a mensagem de que é preciso estar atento e forte, que a alegria é revolucionária. Esse personagem nos inspira a resistir e a ocupar as ruas”, afirma Alê Muniz.

Para 2019, Alê Muniz e Luciana Simões escreveram em parceria com o poeta Celso Borges duas canções para o período da folia: Ponta d’Areia e Demorô Moraes, este último uma homenagem ao baiano Moraes Moreira, principal atração deste ano. As duas músicas, além do frevo Bota pra moer, sucesso do ano passado, estão no repertório do bloco, que terá ainda clássicos do carnaval brasileiro e releituras de canções do próprio Moraes Moreira, Jorge Benjor, Sérgio Sampaio, Beth Carvalho, Caetano Veloso, etc. 

Bota Pra Moer –  Seu nome era  Antônio Lima, pernambucano de Caruaru, que devido a sua grande inteligência, recebeu o apelido logo que chegou a São Luís. Bota Pra Moer  lia com a maior naturalidade um jornal de cabeça para baixo e usava sempre roupas de segunda mão.

Uma de suas histórias mais engraçadas aconteceu na greve de 1951, que paralisou a cidade quando o povo se revoltou contra a posse do governador Eugênio Barros. Os grevistas entregaram a Bota Pra Moer a bandeira nacional e o colocaram à frente da marcha rumo ao Palácio dos Leões. Ao chegar à Praça Pedro II ele viu um grupo de policiais em frente ao Palácio e imediatamente entregou a bandeira, afirmando: “Até aqui eu vim, mas daqui pra frente arranjem outro que seja mais doido do que eu…”

SERVIÇO

BLOCO BOTA PRA MOER no ensaio pré carnaval

Dia 23 de fevereiro  – às 17h

Praça dos Catraieiros, Praia Grande

Convidados: Siba, Divina Batucada e DJ Jorge Choairy

BOTA PRA MOER no carnaval

Dia 4 de MARÇO, das 16h às 20h30

Circuito Beira-Mar

Convidado: Moraes Moreira

Demorô, Moraes (Parceria: Alê Muniz, Celso Borges e Luciana Simões)

Demorô, Moraes
Demorô, Moreira

Ainda me lembro
da minha radiola tocando
besta é tu que não dançou
besta é tu que não sacou
a minha radiola tocando besta é tu, besta é tu


Demorô Moraes
Demorô Moreira


Ainda me lembro
no meu coração democrata
as três raças do Brasil
quem não viu, quem não viu
a minha radiola tocando
lá vem o Brasil descendo a ladeira


Demorô, Moraes
Demorô, Moreira


De São Luís a Salvador
do Pelourinho à Beira-mar
salve o Senhor do Bonfim
e São José de Ribamar

Imagem destacada: O pernambucano Siba será uma das atrações do Ensaio Geral do bloco Bota Pra Moer / Foto: divulgação

Rádios comunitárias terão representantes no 1º Fórum Nacional de Radiodifusão

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço Brasil) vai participar do 1º Fórum Nacional de Radiodifusão, nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, em Brasília. O evento é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e vai reunir os radiodifusores de todo o país para conhecer o panorama atual, identificar os principais desafios do setor, inclusive a revisão da legislação. Até o momento, o evento tem mais de 500 inscritos de quase todos os estados.

O coordenador executivo da Abraço Brasil, Geremias dos Santos, é um dos palestrantes e vai abordar o tema “A importância da Radiodifusão Comunitária no Brasil”

A Abraço Maranhão será representada no 1º Fórum Nacional de Radiodifusão pelo engenheiro eletricista e coordenador de Assuntos Jurídicos, Fernando Cesar Moraes. Dirigentes de várias entidades filiadas à Abraço Brasil já começaram a desembarcar em Brasília para participar do fórum.

Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o evento pretende valorizar o diálogo entre o governo e os representantes das emissoras de rádio e TV comerciais, educativas, comunitárias e consignações da União.

Na programação do fórum haverá painéis sobre os cenários nacional e internacional da TV aberta; o processo de implantação da TV digital no Brasil; migração das rádios AM para a faixa FM; além de um panorama sobre a radiodifusão comercial, educativa e comunitária no país.

Para o coordenador executivo da Abraço Brasil, Geremias dos Santos, o fórum será mais uma oportunidade de falar diretamente para os representantes do governo federal e aos radiodifusores do setor privado sobre a importância de ampliar o espaço para as rádios comunitárias e fazer ajustes na legislação que, no geral, privilegia as grandes redes de comunicação.

Geremias dos Santos vai reforçar junto ao ministério e aos radiodifusores do setor privado as reivindicações da Abraço Brasil, como o aumento da potência e dos canais para as rádios comunitárias, permissão para que as emissoras possam veicular publicidade do comércio local, isenção do pagamento ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e acesso à verba publicitária pública, entre outras pautas relevantes.

O diretor de Assuntos Jurídicos da Abraço Maranhão, engenheiro Fernando Cesar Moraes, disse que o 1º Fórum Nacional de Radiodifusão é uma oportunidade importante para conhecer as novas medidas que serão tomadas pelo governo federal para a área de comunicação em um momento fundamental de aperfeiçoamento das plataformas de produção, distribuição e consumo dos produtos da radiodifusão.

Acesse neste link a programação completa do evento

Mobilização

A Abraço Maranhão vem realizando encontros regionais desde janeiro de 2019 com o objetivo de mobilizar os dirigentes das rádios comunitárias em todo o estado e reforçar a luta para modificar a legislação, melhorando as condições técnicas e de sustentabilidade para as emissoras.

O 1º Encontro da Abraço Maranhão na Região Litoral Ocidental foi realizado em janeiro, no município de Bacuri. O 1º Encontro da Abraço Maranhão na Região Alto Turi/Gurupi aconteceu neste sábado (16 de fevereiro), em Santa Luzia do Paruá.

Já o 1º Encontro da Abraço Maranhão da Região Tocantina será realizado dias 29 e 30 de março, no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em Imperatriz.

Imagem destacada: Fernando Cesar Moraes gesticula durante palestra em Santa Luzia do Paruá

São Pedro dos Crentes (parte 1): cidade evangélica tem fiéis ardorosos e irmãos desviados

O Blog do Ed Wilson publica hoje a primeira de uma série de matérias sobre São Pedro dos Crentes, cidade no sul do Maranhão povoada por evangélicos da Assembleia de Deus.

A primeira impressão de quem visita São Pedro dos Crentes é de estranhamento. Logo no acesso à rua principal da cidade, onde ficam as lojas do comércio, um bar reúne muitos homens no famoso campeonato de sinuca, com um boi vivo de premiação para o vencedor. Jogo, bebida, cigarro e música nas alturas destoam da expectativa criada em torno da cidade cuja marca é a expressiva população evangélica e as suas congregações.

Bar na entrada da cidade movimentou torneio de sinuca

Caminhando na praça do templo central da Assembleia de Deus, a primeira moradora convertida em São Pedro dos Crentes retorna de mais uma sessão de oração. Aos 86 anos, Terezinha Carvalho de Sousa ‘aceitou Jesus’ quando tinha sete anos de idade e está cada vez mais firme na fé. “Eu tinha o desejo de ir para o céu. Aí nos instruímos bem como era o céu, mostrado pela bíblia e aí eu entendi e se convertemos (sic), as três irmãs. Fiquemos crentes, graças a Deus. Eu leio a bíblia do começo ao fim, duas a três vezes no ano. Quem não segue ela está perdido”, definiu.

Terezinha Sousa: perseverança a caminho do céu

Origens religiosas

Encravada no sul do Maranhão, a 758 Km da capital São Luís, a cidade tem seus primórdios nos anos 1940, quando o missionário húngaro João Jonas percorreu a região ainda totalmente rural, montado em animais ou a pés, recrutando os primeiros fiéis.

Naquela época a fazenda São Pedro nucleava um povoado que posteriormente se transformaria na cidade São Pedro dos Crentes, recebendo esse registro porque as terras dos herdeiros da propriedade foram distribuídas apenas aos convertidos da Assembleia de Deus. “Os filhos e a viúva fizeram um inventário e doaram uma parte para a igreja e aí começaram a vir os crentes para morar”, explicou Antônio Lopes de Castro, 87 anos, um dos primeiros moradores do então povoado São Pedro, ainda em 1952.

Para Antônio Castro, ser crente é “aceitar Jesus como salvador para ter a certeza da salvação da alma e conviver juntamente aos irmãos com união perfeita e santidade. E esperar então as providências de Deus.”

A enciclopédia da cidade

Uma das referências sobre a história da cidade é o autodidata Pedro Damasceno Pereira Pinto. Ele reuniu em um livreto as memórias sobre a presença dos evangélicos na região, com o título “História da Assembleia de Deus em São Pedro dos Crentes”

Damasceno reúne memórias e registros sobre a cidade

Indagado sobre a fé, ele foi direto ao ponto: “Com toda razão eu lhe explico, porque Deus dá o conhecimento e as pessoas vão pensando e todos eles têm o conhecimento da bíblia. Deus abençoa. Em primeiro lugar nós temos conhecimento da bíblia, que diz ‘feliz é a nação cujo Deus é o senhor’. E também feliz é aquela cidade que tem Deus como seu Senhor que ora”, pregou.

O sentimento dos idosos Terezinha Sousa, Antônio Castro e Pedro Pinto ainda não está formatado no pensamento da pré-adolescente Mariane da Silva Aguiar Sousa. Com apenas 13 anos de idade, manipula um smartfone na porta de casa, tentando fugir do calor escaldante. Ela mudou recentemente da cidade vizinha (Fortaleza dos Nogueiras) para São Pedro e já aderiu à Assembleia de Deus. “É sempre bom ir para a igreja, aprendemos várias coisas lá na escola dominical, ouvir da Palavra, os hinos, cantar também, falar com Deus”, detalhou.

Crente Raimundo

O encontro de gerações na religião é observado com frequência nas famílias. À sombra de um frondoso pé de jambo na porta de casa, perto do templo central da Assembleia de Deus, o lavrador Pedro dos Reis Pinto, 76 anos, está cercado de filhos e netos, todos convertidos. “Tem um ou dois desviados, mas é pouca casa que tem pessoa que não é crente. Desviado é a assim […] a pessoa cresce, o rapaz tá grande, aí dá fé da perversidade, aí se desvia, larga de ser crente para seguir a perversidade”, explicou Pinto.

Pedro e o filho Joades: perseverança é o caminho para a salvação

No jargão evangélico há uma expressão jocosa para caracterizar o fiel que se afasta dos princípios rigorosos do Evangelho. Trata-se do “crente Raimundo”, definido pelo bordão “aquele tem um pé na igreja e outro no mundo”, denominado também de “crente desviado”.

Nesta situação encontra-se Joades de Sousa Pinto, um dos filhos de Pedro dos Reis Pinto. Ele tem 40 anos de idade e segue a religião desde criança. “Sou cristão, só estou um pouco afastado da igreja, um pouco desviado. Eu acho assim, devido alguns problemas pessoais de família, tipo a gente se separa, começa a conhecer outras pessoas também aí vai indo e a pessoa cai no mundo, mas não afastado de vez da igreja”, considerou.

O pai de Joades ajuda a qualificar o desvio de certos fiéis. “Eu acredito que seja desse tipo que estou lhe dizendo. Eles se desviam assim porque são novinho, foram criado no evangelho, não viram nada, aí quando vê o movimento do mundo, quando pensam que não estão lá”, enumerou.

O cabeleireiro Hudson: fé e fidelidade ao Evangelho

Próximo ao templo central da Assembleia de Deus, dois jovens conversam em pé, ao lado de uma motocicleta. Um deles fuma cigarro. Joelson Castro de Sousa, 30 anos, foi evangélico desde criança até completar 19 anos de idade, depois ficou desviado. O pai dele está na mesma situação, mas a mãe segue firme na igreja. Ele atribui o desvio aos “problemas que tem na vida da gente, a gente é falho mesmo, mas breve também estou voltando. A gente sabe que tá aqui fora, tá no erro, já errando mais, mas temos que voltar. O caminho certo é voltar para a casa do Senhor, contornou.

Mas, os desviados estão em menor quantidade. Durante reportagem ficou visível a frequência dos irmãos nas igrejas, desde crianças até idosos, engajados em todas as dimensões da fé, nas orações e nos sofisticados instrumentos musicais que animam os cultos.

O jovem casal Hudson da Silva Fontes Aguiar (21 anos) e Eldeni de Oliveira Aguiar (20 anos) é exemplo de geração focada no Evangelho. “O meio evangélico é bom. A partir do momento que eu aceitei mesmo entrar na religião, através disso vem mudando meu aspecto de viver porque até então certos atos a gente não faz, né, devido as doutrinas da igreja. Tá sendo uma maravilha, graças a Deus. “A vida de evangélica é muito boa […] aceitar Jesus. Na igreja a  gente aprende a palavra, os hinos, é muito bom”, completou Eldeni Aguiar.

Na próxima reportagem vamos abordar as relações entre política e religião em São Pedro dos Crentes

Imagem destacada: Centro de São Pedro dos Crentes / Magna Regina Santana.

Musical em homenagem ao cantor João do Vale volta ao palco do teatro Arthur Azevedo

Após o grande sucesso da última temporada, o musical ‘João do Vale, O Gênio Improvável’ encerrará a programação do GEMA – Grandes Espetáculos do Maranhão, evento promovido pelo Governo do Maranhão a partir da coordenação da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), por meio do Teatro Arthur Azevedo.

Serão quatro apresentações: no dia 22 às 21h, no dia 23 às 18h e às 21h e no dia 24 às 19h. As apresentações marcam a preparação para a turnê nacional prevista para começar neste semestre.

Desde 2017, o musical já percorreu diversas cidades do interior do Estado com a turnê ‘De Teresina a São Luís’. São Luís, Caxias, Codó, Coroatá, Pedreiras e também a capital do Piauí, Teresina, estiveram no roteiro do espetáculo, que lotou praças e espaços públicos por onde passou.

‘João do Vale, o Gênio Improvável’ retrata a trajetória do cantor e compositor maranhense João do Vale, natural da cidade de Pedreiras, que ainda na adolescência abandonou a sua terra para viver o sonho de ser compositor.

Suas canções ganharam destaque nas ondas do rádio nas décadas de 60 e 70, na voz de grandes interpretes da música brasileira como Nara Leão, Zé Kéti, Chico Buarque e muitos outros.

O músico e compositor maranhense João do Vale é a inspiração do espetáculo produzido e idealizado pelo diretor do Teatro Arthur Azevedo, Celso Brandão.

“Quando assumi a direção da casa em 2016, me deparei com o enorme privilégio de estar aqui nas vésperas dos seus 200 anos. E eu pensei que precisaria fazer algo que marcasse esse bicentenário”, conta Celso Brandão.

“A fascinação por João do Vale sempre foi muito presente na minha vida e na minha carreira. Ele é uma figura excepcional, que representou o Maranhão Brasil afora e precisava de uma homenagem como essa que veio a casar com os 200 anos da maior casa de espetáculos do nosso Estado”, completa.

O projeto GEMA

Grandes Espetáculos do Maranhão trouxe para o palco do Teatro Arthur Azevedo grandes produções maranhenses.

A comédia ‘O Auto da Compadecida’ teve duas sessões lotadas nos dias 2 e 3 de fevereiro. No dia 10, foi a vez do espetáculo ‘O Miolo da Estória’, que emocionou a todos com a dramática história do operário João Miolo.

‘Chico, Eu e Buarque’ mostrou porque é considerado o melhor espetáculo de dança do Maranhão sendo sucesso com uma única apresentação no dia 15, seguida de ‘Pai e Filho’, nos dias 16 e 17, que encantou o público e foi sucesso de crítica.

Os ingressos para assistir ao musical João do Vale no GEMA estão sendo vendidos nos pontos da Bilheteria Digital (Rio Poty Hotel, Shopping da Ilha e Rio Anil Shopping), na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo (aberta de terça a domingo, das 14h às 18h30) ou pelo site (bilheteriadigital.com).

Os valores são: plateia e frisa R$ 50,00, camarote R$ 40,00, balcão R$ 30,00 e galeria R$ 20,00.

Mais informações pelo telefone (98) 99167-2696 ou pelo site (cultura.ma.gov.br/taa) e redes sociais do Teatro Arthur Azevedo.

Foto destacada: cena do espetáculo “João do Vale, o gênio improvável” / divulgação / Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos (Secap)

A mídia descontrolada: livro analisa atuação dos meios de comunicação no Brasil

Fonte: NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação)

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação. Em São Paulo, haverá lançamento no dia 13 de março, às 18h30, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho.

As eleições presidenciais de 2018 desorientaram os meios de comunicação tradicionais. Todos eles apostavam numa candidatura palatável para os seus interesses políticos e empresariais mas não encontraram quem a encarnasse. De repente se viram às voltas com uma realidade inesperada. Têm pela frente um governo que os despreza, que assusta muito dos seus leitores, ouvintes e telespectadores, mas do qual não podem se afastar totalmente, como sempre acontece no Brasil. A dependência das verbas publicitárias oficiais e de outros favores governamentais é muito grande.

Já dão mostras que se acomodarão aos novos tempos. Daí a importância dos movimentos sociais seguirem na luta por uma comunicação que abra espaço para a diversidade do país, democratizando a circulação de vozes existentes na sociedade. Uma parte importante dessa batalha está em A mídia descontrolada – episódios da luta contra o pensamento único, novo livro de Laurindo Leal Filho, o Lalo, lançado pelo Barão de Itararé.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação. A análise crítica da atuação dos meios de comunicação feita por Lalo fornece ao leitor as peças do quebra-cabeça que revela os interesses e o poder jogado pelo oligopólio midiático no país. Uma contribuição que reúne o rigor da investigação científica do professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) com linguagem acessível mesmo a quem não está acostumado com as discussões do mundo da comunicação.

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