Gleisi Hoffmann afirma que o PT tem vontade e nome para compor a chapa majoritária de Flávio Dino

Em jantar no Palácio dos Leões, quinta-feira (19), presidentes de 14 partidos foram comunicados sobre a chapa majoritária que busca a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Os pré-candidatos a vice e ao Senado são, respectivamente, Carlos Brandão (PRB); Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

O presidente do PT no Maranhão, Augusto Lobato, que é também assessor especial do governo, participou da cerimônia de anúncio da chapa.

Apesar do precioso tempo de propaganda eleitoral, do simbolismo de Lula e da militância fiel ao governador, o PT não está contemplado na chapa majoritária.

Porém, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, concedeu entrevista hoje (20) pela manhã ao jornalista Roberto Fernandes (na rádio Mirante AM) e afirmou que o partido tem planos para o Senado no Maranhão. Segundo Hoffmann, a chapa majoritária ainda pode sofrer modificações, a depender das decisões internas do petismo.

Presidentes dos partidos ouviram o governador, mas a chapa pode mudar

Na entrevista, Gleisi elogiou o governador Flávio Dino e assegurou que ele tem sido fiel à defesa da esquerda, da democracia e do presidente Lula.

No entanto, a presidente afirmou que o partido tem vontade e nome para compor a chapa majoritária, citando Marcio Jardim como pretendente ao Senado.

“Eu tenho acompanhado mais de longe, ainda não decidimos. É algo que vamos decidir discutindo com o partido aí e também no âmbito nacional, mas sei que tem para compor a chapa majoritária do governador o nome do Marcio, que está à disposição aí para o Senado. Isso tudo mostra que a gente tem a vontade de participar, queremos integrar essa chapa e ajudar o Maranhão e o Brasil”, frisou Hoffmann.

Uma parte do PT no Maranhão ainda não digeriu a deputada federal Eliziane Gama (PPS) para o Senado.

Considerada “golpista”, a deputada fez vários movimentos para encurralar o governo Dilma Roussef no transcurso do impeachment, até o voto final pela derrocada petista.

Embora aceite outros golpistas e direitistas na base e em áreas influentes do governo Flávio Dino, parte do PT maranhense veta o nome de Eliziane Gama.

Como as decisões no PT do Maranhão sempre são tomadas em obediência à direção nacional, a entrevista de Gleisi Hoffmann deixa uma dúvida no ar.

Além disso, os partidos da base governista ainda terão encontros estaduais e congressos para tomar decisões sobre a tática eleitoral de 2018. Uma nova reunião com as legendas aliadas ao governador será realizada em maio para fazer os ajustes finais da chapa majoritária.

No jantar dos Leões o governador bateu o martelo, mas ainda não virou a ponta do prego.

Movimentos sociais repudiam palestra depreciativa à memória dos religiosos Dorothy Stang e Josimo Tavares

UniCeuma emitiu nota informando que a realização do evento sequer foi autorizada

A divulgação de um banner sobre a palestra “Os falsos mártires da Teologia da Libertação”, com fotomontagem grotesca dos religiosos – missionária Dorothy Stang e padre Josimo Tavares – gerou uma onda de protestos nas redes sociais.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (veja nota abaixo) se posicionou condenando o vilipêndio à memória dos religiosos.

Nem o UniCeuma tinha conhecimento da palestra

O evento estava anunciado para o campus da Universidade Ceuma, no Renascença, com realização do site http://expressoliberdade.com.br, que se denomina um instituto “destinado a promover a dignidade humana”.

Após a reação de militantes e entidades do campo democrático e popular, a palestra foi cancelada e a Universidade Ceuma divulgou uma nota (veja imagem abaixo) afirmando que sequer foi comunicada sobre a realização da palestra no campus da instituição.

O evento é uma clara uma tentativa de desconstrução violenta e desrespeitosa da imagem de dois símbolos da militância em prol da justiça e da democracia.

Os dois religiosos foram assassinados por pistoleiros, em decorrência da luta em defesa da reforma agrária e das reservas extrativistas.

Ambos têm reconhecimento internacional pela sua atuação junto aos povos oprimidos pela brutal concentração de terras e renda no Brasil.

Dorothy e Josimo atraíram o ódio de madeireiros, latifundiários e grileiros, dos coronéis da política e dos corruptos.

Ele foi executado com cindo tiros, em Imperatriz (MA), ao subir as escadas de acesso ao escritório da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Ela tombou em 2005, com seis tiros, em uma estrada no município de Anapu (PA).

Agora, depois de mortos, são vítimas de uma aberração histórica patrocinada por um instituto que prega o respeito à “dignidade humana”.

Após as denúncias nas redes sociais e mobilização presencial para repudiar o evento, o site “expresso liberdade” emitiu um comunicado informando que a palestra está cancelada (veja aqui).

Apesar do recuo do “expresso liberdade”, os movimentos sociais permanecem mobilizados na defesa do legado, da História e da dignidade das pessoas que, direta ou indiretamente, lutaram juntos com Dorothy e Josimo e hoje seguem firmes na defesa da justiça e da democracia.

A Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos emitiu nota sobre o episódio. Veja abaixo:

Divulgação de suposto evento vilipendia memória de missionários que atuaram pelo bem viver no campo

O Brasil é o país mais violento do mundo para as populações camponesas. Em 2017 foram 65 assassinatos em conflitos no campo. No estado do Maranhão, atualmente, existem pelo menos 86 conflitos de terra e território. É uma luta desigual, onde de um lado estão grileiros, jagunços e fazendeiros e do outro estão agricultores familiares e suas famílias, constantemente coagidos e ameaçados. 

A irmã Dorothy Stang foi uma missionária católica, nascida nos Estados Unidos. Veio para o Brasil na década de 60, e iniciou seu trabalho no município de Coroatá, no Maranhão. Sensibilizou-se com a situação vivida pela população rural e, durante toda a sua vida, lutou pela reforma agrária e pela preservação do meio ambiente. 

Enfrentou gente poderosa, e pagou um preço caro: foi assassinada em 2005, no Pará. As investigações confirmaram que cinco homens participaram do assassinato da freira, morta com seis tiros aos 73 anos de idade. 

O padre Josimo defendeu as mesmas causas, e o seu destino foi selado com igual covardia. Dois tiros pelas costas tiraram a vida do sacerdote, que dedicou a vida para denunciar a opressão dos latifundiários contra os lavradores. Já havia sofrido outro ataque um mês antes, do qual escapou. Causou ódio aos fazendeiros da região. Dois foram condenados pela sua morte, além de outros cúmplices e capatazes. 

Nos últimos dias, veio a público a divulgação de um suposto evento que trata estes dois missionários como “falsos mártires”, expondo inclusive fotos dos religiosos. A universidade que supostamente sediaria o evento logo lançou nota dizendo que a nunca houve autorização para que a atividade ocorresse lá, destacando que “repudia qualquer manifestação contrária aos direitos humanos e ao exercício da cidadania, com respeito à memória de luta social e ambiental no país”.

Em seguida o grupo Expresso Liberdade, que organiza o evento, lançou uma “Nota de Esclarecimento” sobre o cancelamento da conferência. No texto lamenta a “interpretação leviana da arte de divulgação da conferência”. Ora, colocar a foto de dois missionários assassinados por fazendeiros em um cartaz onde se lê “Os falsos mártires da teologia da libertação” não deixa espaço para interpretações divergentes. O objetivo claro é desmoralizar as pessoas colocadas na imagem, e a luta pela qual viveram e morreram.

O Padre Josimo e a Irmã Dorothy são pessoas que inspiram coragem e luta pelas causas de maior importância para o povo brasileiro, tais como a reforma agrária, os direitos humanos para a população do campo, a defesa intransigente da vida e da segurança e a defesa do meio ambiente. 

Não podemos nos calar diante dessa tentativa de difamação de figuras de tamanha importância, vindas de um grupo alinhado com a agenda conservadora de criminalizar os movimentos sociais e desacreditar a importância social da reforma agrária. 

19 de abril de 2018
Sociedade Maranhense de Direitos  Humanos

Conversa de feira com Cesar Teixeira

O compositor, poeta e cantor Cesar Teixeira reúne convidados da boa música para o lançamento do seu novo disco, Camapu, nesta quarta-feira (18), às 21 horas, no teatro Arthur Azevedo (TAA).

Neste vídeo, gravado na feira da Praia Grande, no Centro Histórico de São Luís, em um sábado à tarde, conversei com Cesar Teixeira sobre a sua nova produção musical.

No disco estão incluídas composições inéditas do artista e outras que já fazem parte do cancioneiro maranhense desde o início de sua carreira, nos anos 70.

O ingresso é 1 Kg de alimento não perecível e a troca está sendo realizada na bilheteria do TAA.

“Camapu” é uma planta herbácea amazônica de propriedades medicinais e um pequeno fruto comestível muito comum no nosso país, atualmente vendido nos supermercados com o nome “fisalis”.

Imagem: reprodução / capa do CD

Floresta dos Guarás e Alcântara recebem cursos de qualificação turística

Os municípios de Cururupu, Bequimão, Guimarães, Porto Rico e Alcântara receberão, a partir desta segunda-feira (16), os projetos “Mais Qualificação e Turismo” e “Regionalização”. A ação que acontece até o dia 20 de abril é uma iniciativa do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur), e irá beneficiar o Polo Floresta dos Guarás e Alcântara, município pertencente ao Polo São Luís.

“Por determinação do secretário de Estado da Cultura e Turismo, Diego Galdino, estamos visitando todos os polos a fim de medir as atividades turísticas dessas regiões e incentivar a melhoria contínua das atividades turísticas. O programa de Regionalização melhora e estrutura o turismo dos municípios com uma série de ações, uma delas é o Cadastur, que promove a regularização dos meios de hospedagens, com isso, a categorização sobe, assim, os municípios ficam aptos para captar recursos do Ministério do Turismo e da Embratur. Nesta gestão, nós unificados os programas “Mais Qualificação e Turismo” e “ Regionalização” por entendermos que essas atividades precisam andar de forma paralela potencializando o turismo e otimizando os recursos”, explica o secretário adjunto de Turismo, Hugo Veiga.

Os municípios irão receber a equipe da Secretaria Adjunta de Turismo da Sectur com uma agenda de reuniões técnicas, palestras, cursos de qualificação e ações esclarecedoras voltadas para o novo sistema de Cadastro de Pessoas Físicas e Jurídicas do Turismo (Cadastur).

Nos cinco municípios, as pessoas interessadas terão a oportunidade de participar dos cursos de Organização de eventos, Qualidade no atendimento, Como manter um negócio: cama e café, Técnicas para recepção para meios de hospedagens, Qualidade no atendimento em bares e restaurantes, Boas práticas para manipulação de alimentos e Gestão Pública para o Turismo e Projetos Técnicos (este último para servidores públicos).

Regionalização

O Polo Floresta dos Guarás e o município de Alcântara também receberão as ações do programa Regionalização. O programa reúne ações de maneira associada e articulada de incentivo à estruturação dos 10 Polos Turísticos, como reuniões técnicas com gestores e secretários de Turismo e curso de Gestão Pública para o Turismo e Projetos Técnicos. Na oportunidade, também será feita a identificação dos atrativos e das condições de infraestrutura das localidades, servindo de base para conscientização e monitoramento para o remapeamento em 2019.

Fonte: Release Secap

São Luís ganha portal alusivo ao patrimônio histórico

“Temos realizado projetos muito importantes para o desenvolvimento do nosso Estado, nos aspectos da política pública de Turismo, a exemplo da promoção nacional e internacional e melhoria da infraestrutura turística. A entrega deste portal é um complemento destas ações, com uma entrada mais adequada para a cidade”, pontuou o governador Flávio Dino, durante a inauguração do Portal de São Luís, neste sábado (14), no Tirirical.

Com a nova estrutura, São Luís ganha mais um cartão postal. O elemento marca a urbanização da nova entrada da capital, que passou por revitalizações para embelezar a cidade, melhorar o tráfego e impulsionar o turismo. “Fizemos este embelezamento para que todos que desembarquem na nossa cidade se animem a ver uma São Luís cada vez melhor, com mais atrativos e mais humana”, reforçou o governador.

O projeto foi viabilizado sob a coordenação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur) e se estende a outras cidades turísticas como Barreirinhas, que será a próxima contemplada.

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, participou da solenidade e destacou a importância do programa. “Esta obra complementa as ações da Prefeitura, realizadas no trânsito desta área e reforça o trabalho parceiro das gestões estadual e municipal, com fins a melhorar a qualidade de vida da população e a infraestrutura da cidade”, reiterou.  Antecipando as ações, a Prefeitura promoveu intervenção no trânsito da área para solucionar os problemas de congestionamento.

Diego Galdino, secretário de Turismo e Cultura, avaliou esta como uma significativa ação do Governo do Estado pela melhoria da infraestrutura do turismo em São Luís. “Mais uma obra da gestão que vai estimular o turismo local. O portal se soma a outros cartões postais dessa cidade que possui o Centro Histórico mais bonito do mundo e uma rica história colonial. Uma obra fruto de dedicação, planejamento e muito apoio do governador Flávio Dino”, disse Galdino.

O Portal de São Luís fica localizado no km 0 da BR-135 e ocupa seis faixas da via, três no sentido BR-135 e três no sentido cidade. O portal simula uma fachada de casarão colonial português, Patrimônio da Humanidade, parte do conjunto arquitetônico encontrado no Centro Histórico de São Luís. São 45 metros de largura e investimento de R$ 833 mil.

O investimento em novos atrativos turístico para São Luís é um trabalho constante do Governo do Maranhão, que se consolida com outras melhorias em pontos e locais turísticos como o Espigão Costeiro, Praça da Lagoa, Forte de Santo Antônio da Barra e Museu do Reggae.

Deputado Zé Carlos esclarece sobre assinatura em PEC: “fui induzido a erro”

Em nota, parlamentar do PT explica as circunstâncias da sua assinatura em uma proposta enviada à Câmara. O petista também reafirma a defesa de Lula e da democracia.

Companheiras e companheiros,

Em razão de matéria veiculada em blogs desse Estado, sob o título “Oito Deputados Federais do Maranhão assinaram uma PEC garantindo a prisão de Lula, incluindo um do PT”, venho expor o que segue.

Embora o conteúdo da referida matéria seja verdadeiro, o título da mesma é totalmente direcionado para que o leitor seja induzido a acreditar em algo que nada tem a ver com a realidade, conforme esclareço:

1. Tanto na Câmara quanto no Senado, algumas proposições legislativas, para que venham a tramitar, precisam das assinaturas de certo número de parlamentares. Na maioria dos casos, essas assinaturas são colhidas, nos corredores das duas Casas ou nos gabinetes dos parlamentares, por rapazes e moças contratados pelos autores das proposições;

2. Em regra, as assinaturas então necessárias são colhidas em papel pautado que contém, no cabeçalho, o nome do autor da proposição e, logo abaixo, uma frase/resumo da proposta que está sendo apresentada.

3. No caso da PEC a que têm se referido os blogs maranhenses, a frase/resumo da proposta apresentada tinha o seguinte teor:

“Altera o inciso LVII do artigo 5° da Constituição Federal para prever que ninguém será considerado culpado até a confirmação de sentença penal condenatória em grau de recurso”.

4. Ora, da forma em que foi resumido o objeto da proposta, fica clara a intenção dos autores da proposição em induzir a erro os parlamentares que, tanto quanto eu, não concordam com a real intenção da PEC e defendem que o réu somente seja preso, caso seja condenado, após esgotados todos os recursos a que tem direito.

5. Vários foram os parlamentares (inclusive do PT) que, ao lerem o texto/resumo que lhes foi apresentado, entenderam que o objeto da proposta era o de garantir que o réu só poderia ser considerado culpado após a confirmação da sentença final de todas as instâncias. Cheguei mesmo a comentar com a moça que pediu minha assinatura, dizendo-lhe que “isso já estava claro na Constituição, mais precisamente nos incisos LVIV e LVII do artigo 5°, mas que era uma boa oportunidade para se esclarecer este debate na Câmara, a fim de não restar dúvidas quanto à interpretação da Constituição por membros do STF”.

6. Foi dessa forma, portanto, que assinei pela tramitação da tal PEC, por um lado induzido a erro pelo resumo da proposta que me foi apresentado e, por outro, no intuito de contribuir para unificar, por meio da atuação do Legislativo (Poder ao qual cabe a elaboração de leis), o entendimento do Judiciário – em especial do STF – quanto a essa matéria.

7. Minha motivação na assinatura para tramitação da PEC em questão foi, portanto, diversa (e até mesmo contrária) daquilo a que, em razão do título da matéria nos blogs, o leitor é levado a acreditar. Tanto é que, ao tomarmos conhecimento do equívoco cometido, não só eu, mas outros Deputados do PT que assinaram, solicitamos a retirada de nossas assinaturas, o que não foi considerado pelo Presidente da Câmara em função de um dispositivo regimental que proíbe a retirada de assinaturas após a proposta ter sido publicada.

8. Não fosse o equívoco a que fui levado a cometer, eu jamais poderia assinar uma PEC cujo objetivo fosse o de revogar o Princípio Constitucional da Presunção da Inocência (Princípio estabelecido no artigo 5º, inciso LVII), uma vez que o referido dispositivo constitucional é considerado “cláusula pétrea”, que não pode ser alterado, portanto, por meio de emenda constitucional. Além disso, tal apoiamento seria uma contradição da minha parte, uma vez que defendo a presunção da inocência, tendo, inclusive, poucos dias antes de assinar a PEC (mais precisamente no dia 20/04), feito na tribuna da Câmara um forte discurso em defesa do Respeito à Constituição, especificamente quanto aos incisos LVIV e LVII do artigo 5°. Esse meu pronunciamento encontra-se disponibilizado na página da Câmara, no seguinte endereço: https://bit.ly/2v8UGmU.

9. Cito, a seguir, trecho do referido pronunciamento, em que fui claro ao defender a prisão de um condenado somente após esgotadas todas as possibilidades de recurso: “O STF não tem direito de mudar a Constituição. Só quem pode fazer isso somos nós, os parlamentares. Eles têm que largar a toga, candidatar-se, ser votados, sentar numa cadeira aqui e propor uma alteração na Constituição. Mas a Constituição é clara: ninguém pode ser privado da sua liberdade sem que seu processo tenha transitado em julgado”.

10. Entendo, apesar de tudo, que não há mal que não venha para o bem. No caso sobre a discussão dessa PEC, mesmo que não seja nesse contexto, é uma oportunidade para que se esclareçam, pelo Congresso Nacional, as interpretações contraditórias e divididas por parte dos Ministros do STF. Contudo, eu não tenho dúvida nenhuma de que a Câmara não aprovará essa PEC, não somente porque a mesma é inconstitucional mas também porque, aqui na Câmara, tem muita gente – a maioria da Casa, na verdade – que sofreria as consequências e os efeitos dessa aprovação.

11. Finalizo, companheiros e companheiras, dizendo que me senti na obrigação de registrar esses esclarecimentos não porque pensei que algum de vocês pudesse acreditar que eu tenha assinado a PEC com a intenção apontada pela matéria divulgada pelos blogs, qual seja, a de prejudicar nossa maior liderança e o melhor presidente que esse país já teve. Prestei esses esclarecimentos apenas para que vocês possam conhecer a situação e o motivo que me levaram a assinar a PEC aqui mencionada. Ressalto que não responderei a esses blogs porque entendo que os responsáveis pelos mesmos deveriam, a exemplo do Yuri (do blog Atual 7) que, sendo eu do PT e notando a contradição no assunto em questão, questionou-me pessoalmente e, de forma profissional, acatou as minhas justificativas.

Imagem capturada neste site

Vem aí, “Camapu”! Novo CD de Cesar Teixeira será lançado em São Luís

Autor de grandes clássicos da música maranhense e brasileira como “Oração Latina”, “Boi da Lua”, “Flor do Mal”, “Bandeira de Aço”, “Parangolé”, dentre muitas outras, o cantor e compositor maranhense César Teixeira lança seu segundo CD, intitulado “Camapu”, no próximo dia 18 de abril, quarta-feira, às 21h, no Teatro Artur Azevedo. O show terá as participações de Cláudio Lima, Célia Maria, Criolina, Flávia Bittencourt, Lena Machado, Mairla Oliveira e Rosa Reis.

O CD traz um repertório inspirado nos ritmos da cultura popular maranhense como o bumba-meu-boi, tambor de crioula, divino espírito santo e outros ritmos tradicionais do Maranhão.

No disco estão incluídas composições inéditas do artista e outras que já fazem parte do cancioneiro maranhense desde o início de sua carreira nos anos 70, mas que nunca foram gravadas.

“Camapu”, título do CD de uma música de César Teixeira, refere-se a uma planta herbácea amazônica de propriedades medicinais e um pequeno fruto comestível muito comum no nosso país, atualmente vendido nos supermercados com o nome “fisalis”.

O último CD de César Teixeira, “Shopping Brazil”, foi lançado em 2004. Nomes como Rita Benneditto, Alcione, Papete, Claúdio Lima, Flávia Bittencourt, Chico Maranhão, Gabriel Melônio, Célia Maria, Cláudio Pinheiro, dentre muitos outros cantores já imortalizaram grandes composições do artista em CDs.

Ainda tem vagas! Estácio oferece curso gratuito para radialistas de emissoras comunitárias

Começa no próximo sábado, 14 de abril, a quinta turma do curso de extensão oferecido pela faculdade Estácio, destinado aos comunicadores que atuam nas rádios comunitárias vinculadas à Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA).

As inscrições estão abertas até sexta-feira 13 de abril.

O Curso de Capacitação para radialistas de emissoras comunitárias é gratuito, as aulas acontecem aos sábados, das 8h às 12h, na sede da Estácio, no Canto da Fabril, em São Luís, no 2º piso.

Nesta quinta turma são oferecidas 20 vagas. Para se inscrever basta enviar mensagem para o WhatsApp (98) 98708 5509 ou no email blogdoedwilson@gmail.com e repassar as seguintes informações:

– nome completo

– emissora

– município

– número da carteira de identidade

– email

– fone celular/WhatsApp

Ao final do curso os participantes receberão certificados. As aulas são ministradas pelo radialista/professor da Estácio Paulo Pellegrini. A Abraço é parceira do projeto, que tem o objetivo de oferecer capacitação para melhorar o desempenho dos radialistas de emissoras comunitárias.

A carga horária é de 30 horas/aula. Ao longo do curso serão ministrados os seguintes conteúdos:

– Breve histórico do rádio / Noções de como funciona o rádio / Modulações / Tipos de rádio / Legislação radiofônica / Funções e atribuições da rádio comunitária / Técnicas de texto radiofônico / Técnicas de locução / Técnicas de entrada ao vivo / Organização de uma emissora / Organização de cobertura radiofônica / Radiojornalismo / Produção de boletins e matérias / Produção de entrevista e postura do entrevistador / Produção de campanhas para rádio / Produtos radiofônicos.

Até agora estão inscritos Manoel Michel João Pinheiro, Janio Pinto de Jesus Vieira e Elismaira Soares Matos, Dorian Isabel Santos Azevedo, Jakson Sousa Trindade, James Azevedo Cunha, Genesio Pereira de Sousa, Henrique Carlos Chaves, João Batista Ericeira Silva, Pantaleão Antônio de Azevedo Filho, Alione Pinheiro de Moura Ferreira, Manoel Rodrigues de Sousa e Andrea Cardoso neves Santana.

A ausência sentida de Ciro Gomes na defesa de Lula

O pré-candidato do PDT a presidente da República, Ciro Gomes, cometeu um equívoco ao se ausentar das mobilizações em São Bernardo do Campo.

Nesse momento delicado da conjuntura, o pedetista sabe que a causa maior não é a defesa de Lula, mas da democracia.

Ele sabe, mas não ajuda na construção coletiva de um campo de resistência.

O Brasil está na iminência de uma fase ainda mais violenta do golpe, que pode boicotar a realização das eleições diretas.

Ciro, na condição de uma liderança política expressiva, não poderia se omitir.

O PSOL, oriundo de uma dissidência do PT, compreendeu a complexidade do golpe. Guilherme Boulos esteve com Lula em vários momentos, apesar das diferenças.

Até o ultraradical Partido da Causa Operária (PCO) agitou bandeiras em São Bernardo do Campo.

O cenário exige unidade mínima do campo democrático para enfrentar o golpe no que pode ter de ainda mais agressivo.

Lula é uma peça importante que estão querendo descartar do tabuleiro, mas é a democracia que está em jogo.

Ciro Gomes, inteligente que é, tem pleno conhecimento da conjuntura e do que pode vir, mas seu destempero não admite a solidariedade a Lula.

É uma pena.