Programa da Teia de Comunicação Popular do Brasil em nova edição quarta-feira 29

Bora conversar sobre a comunicação comunitária nas cidades? Sim. Nossa pauta é cultura, educação, rádios comunitárias, comunicação popular e resistência.

Todos esses assuntos estarão na pauta do próximo bate-papo da série ”Tecendo a Comunicação Popular e Sindical”, realizado pela Teia de Comunicação Popular do Brasil, que acontecerá no dia 29 de julho, às 17h00 (horário de Brasília).

Apresentação de Claudia Santiago, com a participação de Francisco Batista (Coletivo Tela Firme), Joelma Viana (Rede de Notícias da Amazônia) e Edilano Cavalcante (Agência Fala Manguinhos).

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Mais de 2 milhões de máscaras foram entregues gratuitamente pelo Governo do Maranhão

“Mantendo as ações assistenciais em nosso estado, já distribuímos mais de 2 milhões máscaras gratuitamente, produzidas, tanto no sistema penitenciário, como por costureiros e costureiras, mediante edital”, anunciou o governador Flávio Dino. Além das máscaras distribuídas, nos próximos dias, o Governo do Maranhão terá distribuído mais de 200 mil cestas básicas para as famílias maranhenses que vivem em situação de risco e que sofrem com agravamento da crise sanitária e econômica no país. 

Durante entrevista coletiva, o governador anunciou parceria feita com a embaixada dos EUA no Brasil, que destinará um hospital de campanha com 40 leitos para a cidade de Bacabal. 

“Mais uma vez queremos agradecer a todas as parcerias feitas com setores públicos, privados, entidades da sociedade civil. Agradecemos a parceria e a união que temos em todo esse processo de combate ao coronavírus no estado do Maranhão. Agradecemos em especial aos cidadãos maranhenses, que apoiam as medidas preventivas, usando máscaras, respeitando o distanciamento social, porque essas são ações efetivas, que trazem bons resultados nessa crise sanitária que o mundo todo está vivendo”, disse o governador. 

Inquérito Sorológico 

Na coletiva, o governador falou sobre o início das primeiras ações do inquérito sorológico que visam identificar o percentual da população maranhense, provavelmente, contaminada com o coronavírus. Os testes serão realizados em 69 municípios maranhenses e mais de 4 mil pessoas farão os exames sorológicos nessa primeira fase, que acontece de 27 de julho a 07 de agosto. 

No evento, ele falou ainda sobre a doação de mais de R$ 5 milhões de reais feita pela organização internacional Open Society Foundation ao Governo do Estado para a compra de equipamentos, medicamentos, cestas básicas e máscaras para o estado do Maranhão, além da parceria entre o Executivo Estadual e pequenos empreendedores e prestadores de serviços por meio da plataforma “Resolvi”, que funcionará como um canal de comercialização dos pequenos produtores e empresários maranhenses. 

O objetivo do inquérito é estimar o tamanho da subnotificação, que permitirá aferir a tendência de obtenção da imunidade coletiva, relevante para a tomada de futuras decisões pelo Governo do Estado. 

Educação

O governador anunciou ainda que foi editado o protocolo pedagógico referente à 3a série do Ensino Médio da rede estadual, mantendo a previsão do início das aulas presenciais – por sistema híbrido – a partir dia 10 de agosto. “Editamos decreto com a requisição de chips com pacotes de internet. Nosso pedido foi atendido por uma empresa privada e conseguimos confirmar, nessa semana, a aquisição de 90 mil chips com pacote de internet que serão distribuídos aos estudantes da rede estadual que cursam a 3a série do Ensino Médio. Dessa maneira eles poderão ter acesso às aulas online”, assegurou o governador. 

A taxa de contágio do coronavírus no Maranhão permanece baixa e a taxa de letalidade maranhense continua abaixo da média brasileira. O estado permanece em estágio seguro no patamar de leitos exclusivos para pacientes com coronavírus, com uma média de 50% de ocupação dos leitos de UTI e 26% ocupação leitos clínicos.

ABJD repudia ‘arapongagem’ no governo Bolsonaro contra movimentos antifascistas

Fonte: Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD)

O pluralismo político é um dos fundamentos de nossa Constituição Federal. A liberdade de expressão é princípio de nosso modelo de democracia, não podendo conviver com práticas ditatoriais

A denúncia publicada sexta-feira (24) em vários portais, como Uol e Revista Época on line, sobre a existência de uma ação sigilosa, com produção de um dossiê elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, para monitorar 579 servidores identificados como militantes antifascistas, em sua maioria policiais e agentes de segurança e, ainda, dois ex-secretários nacionais de segurança pública e um ex-secretário nacional de Direitos Humanos é gravíssima.

Há menos de dois meses uma lista de pdf com mais de 900 nomes foi enviada no WhatsApp de jornalistas. Homens e mulheres de diferentes idades e profissões foram listados com alguma identificação “antifascista”.

As tentativas de perseguição aos militantes que se opõem ao governo Jair Bolsonaro têm se repetido como tática de intimidação. Típica de regimes autoritários, a criação de listas de identificação de pessoas e movimentos da sociedade civil demonstra que o governo de Jair Bolsonaro não possui qualquer respeito pela liberdade de expressão e de organização.

Dossiês dessa natureza, além de seu caráter claramente intimidatório, merecem o repúdio veemente de toda a sociedade, e requerem uma resposta institucional e urgente dos poderes legitimamente constituídos e órgãos de controle, Ministério Público, Poder Legislativo e Poder Judiciário.

O pluralismo político é um dos fundamentos de nossa Constituição Federal. A liberdade de expressão é princípio de nosso modelo de democracia, não podendo conviver com práticas ditatoriais.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia – ABJD, além de se solidarizar com todos os atingidos por essa ação espúria e ilegal, exige o esclarecimento, por parte do Sr. Ministro da Justiça, André Mendonça, sobre a informação divulgada e repudia a montagem de dossiês para identificar e perseguir opositores ao governo de Jair Bolsonaro.

Livro reúne artistas e pesquisadores para debater a Contracultura no Brasil

Transas da Contracultura Brasileira, organizado por Isis Rost e Patrícia Marcondes de Barros, reúne artigos, poemas, entrevistas, depoimentos e ensaios. Traz nomes como Chacal, Jards Macalé, Luiz Carlos Maciel e os maranhenses Murilo Santos e César Teixeira, além de pesquisadores de diferentes locais do país.

Transas da Contracultura Brasileira resulta do encontro de duas pesquisadoras ligadas na efervescência cultural dos anos 1960 e 1970, Isis Rost, gaúcha radicada em São Luís, e Patrícia Marcondes de Barros, paulistana que vive atualmente em Londrina. Elas reuniram vasto material, que alinha entrevistas e depoimentos de personagens expressivas daqueles anos – tempos de explosão criativa, transformações comportamentais profundas e também de muita repressão política – com textos de pesquisa.

Capa do livro Transas da Contracultura Brasileira


“É um passeio por nomes da literatura, do jornalismo alternativo, da música, das artes cênicas e do audiovisual, quase sempre mais próximos do lado B e da experimentação, numa linguagem direta, sem os excessos teóricos e insossos dos textos acadêmicos”, afirma o professor Flávio Reis, que responde pela coordenação editorial do projeto.

Na primeira parte, temos entrevistas e depoimentos de Luiz Carlos Maciel, Ricardo Chacal, Jards Macalé, Helena Ignez, ao lado dos maranhenses Cesar Teixeira e Murilo Santos, integrantes da primeira turma do Laborarte, e de Edmar Oliveira, participante da cena que se desenvolvia em Teresina, além de uma entrevista realizada por Joca Reiners Terron com Régis Bonvicino sobre Walter Franco.

A segunda parte reúne pesquisadores e colaboradores de diferentes cidades como Teresina, São Luís, Londrina, Rio de Janeiro e São Paulo. Os textos enfocam aspectos diversos da efervescência cultural entre os anos 1960 e 1980, da Tropicália ao movimento Punk, nas áreas de poesia, música, cinema, imprensa alternativa e teatro. Entre os poetas convidados, Celso Borges, Cesar Carvalho e Durvalino Couto Filho.

Um dos ícones da contracultura, Chacal é parte do livro “Transas da Contracultura Brasileira”


“A concepção gráfica do projeto se aproxima do universo das publicações alternativas, ponto em comum entre eu e Patrícia, que conheci em 2018. Desde o ano passado existia a urgência de um projeto que resgatasse, neste período sufocante que atravessamos, os elementos transgressores da contracultura. O livro teve seu pontapé inicial quando nos encontramos pessoalmente pela primeira vez no Rio de Janeiro, em fevereiro, já no dia da entrevista com Chacal”, afirma Isis Rost, que assina o projeto gráfico e a diagramação de Transas da Contracultura Brasileira”. 

O e-book é mais um lançamento da Editora Passagens e estará disponível para download gratuito a partir do dia 26 de julho no blog da Editora Passagens editorapassagens.blogspot.com

O livro abre com um poema de Celso Borges anunciando os ingredientes e o sabor do caldeirão da contracultura.

Olhali Olhalá
Wally alado
No colo de Jorge Salomão
Tresloucado
No caldeirão da contracultura
Meu poema também cabe?
Quem sabe
Deitando e rolando no Gramma
No Drops de Abril de Chacal
Que tal
No coração samurai de Catatau
E coisa e tal
meu poema
Olé olá
No parangolé Tropicália de Oiticica
Que delícia
Meu poema enfim
Nos paletós de Francisco Alvim
Quem sabe
Maio 68 nos muros de Berlim
Meu poema lero lero
Ainda cabe até o fim
Na boca de Cacaso eu quero
Dentro de mim um anjo da contracultura
Que nas asas de Ana C. César
Sobrevoe aquela manhã azul de Ipanema
Queda para o alto
Meu poema
Meu treponema não é pálido nem viscoso
na fumaça de um fino
meu poema
panamérica de Agripino
colírio no olho do sol
quem sabe
nas bancas de revista
Warhol na capa mijando no urinol
de Duchamp
Roda, roda e avisa
Um minuto pros comerciais
Alô, alô, Tristeresina
Vai ver Torquato
Na discoteca do Chacrinha
Vai, Drummond, ser guache
Nas aquarelas da contracultura
Quem sabe!
Quem sabe desfolho a bandeira
Na parte que me cabe
Quem sabe?
Quem sou?
Eu sei
Eu não sei
Por isso
Meu poema vai
e voa
em vão
meu poema nem Seu Sousa
vai e vem e vaia
o caldeirão
da contracultura
não
Me segura que vou dar um traço

SERVIÇO

Transas da Contracultura Brasileira

Organizado por Patrícia Marcondes de Barros e Isis Rost

Editora Passagens – São Luís, 332 páginas

Coordenação editorial – Flávio Reis

Projeto gráfico e diagramação – Isis Rost

Download gratuito a partir do dia 26 de julho no blog da
Editora Passagens: editorapassagens.blogspot.com

Imagem destacada / divulgação / Poeta Ana Cristina Cesar é uma das referências do livro

Bodó

*Por Luiz Henrique Lula da Silva
Jornalista, membro da Apoesp (Associação de Poetas e Escritores de Pedreiras), ex-presidente da Abraço Maranhão e deputado estadual suplente

Tem histórias que você não pode, nem deve guardar só pra si. Essa semana o planeta terra, nessa dimensão da vida humana, perdeu um grande ser, um dos melhores da espécie, que se foi muito, muito mesmo fora do combinado. E é inspirado em Samuel Barreto, um notório e exímio contador de histórias, estórias e causos, alguém que tinha sempre o que dizer e contar, não guardando para si o que sabia e tivesse vivido que resolvi contar Minha História com João do Vale.

Um belo dia, em pleno expediente da fábrica que eu gerenciava (Colchões Corcovado), em Pedreiras, me entra na sala da administração, esbaforido, Daniel Lisboa, gerente de produção da empresa, compositor e cantor, e me diz: João do Vale tá na cidade. Você não disse que desejava conhecê-lo? Ato continuo só perguntei onde estava, e se ele, Daniel, poderia me levar até onde João. Eram 11h da manhã e lá fomos nós pra casa de Teresa Parga e Serejo, ela prima-irmã de João e Serejo seu grande amigo (a língua do Serejo tá jeitinho que você deixou…).

Teresa nos recebeu e foi até a cozinha perguntar se João permitiria minha conversa com ele. Logo estava sentado na cozinha, observando João já “calibrado” com as primeiras doses de cachaça daquela manhã, saboreando um peixe, que vim saber em seguida ser Bodó. Peixe comum nos rios maranhenses, como rio Mearim que banha Pedreiras e região. Pela devoção, voracidade e elogios de João, era o peixe que mais apreciava.

Feita a primeira abordagem, pergunto quando poderíamos marcar uma entrevista. Queria poder ouvir João naquele ambiente seu, em seu lugar, em volta dos seus amigos de Pedreiras. Qual não foi minha surpresa quando ele disse: Agora! Pode perguntar.

Pego de surpresa, peço a Daniel ir à fábrica e trazer um gravador. Enquanto o gravador não chega, falamos sobre bodó, dominó (João gostava muito de jogar dominó) e Serejo. João me oferece uma dose, e eu recuso, mas comento: só tiver uma cerveja, eu quero. João dá o comando pra Teresa Parga – Teresa, o repórter é bruguês! Serve o homi!
Pronto, a partir dali estávamos íntimos, passei a ser o bruguês.

O gravador chega, início a conversa, e pergunto o que sem dúvida, ele já havia respondido outras inúmeras vezes: como foi a trajetória? Primeira música? Quem cantou? A experiência do show Opinião, Carcará? etc, etc, etc. Só uma pergunta lhe causa incômodo, quando indago como ele conheceu Chico Buarque. Rispidamente, a resposta vem na ponta da língua – A pergunta não é como conheci Chico Buarque? A pergunta é como ele me conheceu.


Finda a entrevista, que viria a ser publicada na íntegra no Jornal Pequeno, mais uma vez sou pego de surpresa com um convite inusitado. Já são 3 da tarde e ele pede carona para a casa de uma tia em Trizidela, hoje cidade, à época o bairro de Pedreiras, do outro lado da ponte.

Claro, respondo!

A parada lá é rápida, tempo suficiente para encher de cachaça uma garrafinha de guaraná Antárctica, mais duas cervejas no juízo do bruguês, para ele em seguida não mais pedir, mas determinar – vamos pro Lago da Onça. Vou te levar onde não deixei nem Vanucci ir.

João se referia a um especial que ele acabara de gravar para a TV Globo, dirigido pelo talentoso Augusto Cesar Vanucci, que seria exibido dias depois.


Lago da Onça é o povoado, a beira do rio Mearim, onde João do Vale nasceu e foi celebrado em uma de suas canções, de título Pé do Lajeiro. E lá fomos nós, literalmente pra terra de João. Ele descalço, meio molambento, porque era próprio dele viajar sem mala e como dizia minha mãe, com a roupa do corpo.


O povoado era paupérrimo, as casas, todas, sem exceção, eram de pau a pique (casas de barro, como se diz por aqui), algumas cobertas de palha, mas a maioria de telha.

Entramos em uma delas, e João chama pelo dono. Não sei dizer se era Mané, Pedro ou Romão de sua canção Minha História, ou nenhum deles, me falha a memória, o certo que se abraçaram, festejam o reencontro e o anfitrião diz um – Eita, João! Tu por aqui.

João me apresenta ao amigo: esse aqui é bruguês, é repórter e tá fazendo uma entrevista comigo. Trouche (assim, com essa pronuncia), trouche ele aqui pra mostrar meu santuário.

Do nada revira o tamborete com acento de couro de boi, cabra, ou sei lá de que bicho pra cima, e se põe a batucar. Faço o mesmo com o meu. Ficamos os dois em uma batida desconexa, tocando nada com coisa nenhuma, ambos já meio “tontinhos”. João com a cachaça da terra e bruguês das cervejas Antarcticas da casa de Teresa e da tia de João.

Já eram muitas horas da madrugada, quando depois de algumas incursões pelas ruas do Tamarindo (Trizidela) e da golada (Pedreiras), exausto, bebo bosta, pedi arrego e disse ao trôpego de cachaça João Batista do Vale. João, vamos pra casa! Deixei-o onde o havia encontrado, na casa de Teresa.


Ficamos amigos, ele continuou bebendo cachaça, e o bruguês até hoje bebe cerveja.

Vou beber João, vou beber Samuel Barreto.

Essa é minha história com João do Vale, inspirada em Samuel Barreto.

Em prévias, PSOL confirma Guilherme Boulos em São Paulo e Franklin Douglas em São Luís

O PSOL realizou prévias para escolhas de seus candidatos a prefeito nas cidades de São Paulo e São Luís, no último final de semana, 18 e 19 de julho.

Em São Paulo,  com 61% dos votos foi decidida a chapa Guilherme Boulos e Luíza Erundina para concorrer à prefeitura da capital paulista.

Em São Luís, com cerca de 60% dos votos,  prevaleceu a escolha do professor Franklin Douglas e do líder comunitário José Ribamar Arouche como candidatos a prefeito e vice.

Durante as prévias, como forma de garantir o distanciamento social, o partido disponibilizou álcool gel, dividiu a votação em três locais, Cohab, Angelim e Centro, para evitar aglomeração.

Afirmando a sua democracia interna, o partido movimentou sua militância para a melhor escolha ao pleito municipal 2020. O PSOL segue agora para a confirmação de sua chapa de vereadores em São Luís.   

Foto / divulgação: Mesa apuradora das prévias do PSOL em São Luís

Nota de pesar pelo falecimento de Luís Fotógrafo, da rádio comunitária Cultura, de Encruzo

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão manifesta pesar pelo falecimento do companheiro Elisabeto Soares Sousa (Luís Fotógrafo ou Luís Soares), diretor da rádio comunitária Cultura FM, de Governador Nunes Freire (Encruzo)

Nascido em 02/10/1963, ele faleceu em São Luís terça-feira (21 de julho) de 2020, aos 56 anos de idade, vítima de complicações decorrentes do covid19.

Luís Soares e a esposa Marineude

Luís Soares deixa esposa, quatro filhos e um neto. O corpo foi recebido com muitas homenagens de amigos, familiares, admiradores e ouvintes da rádio comunitária Cultura FM.

Em nome da Abraço Maranhão, desejamos força e fé aos entes queridos de Luís Soares e que Deus, na sua infinita misericórdia, o receba em paz.

São Luís, 22 de julho de 2020

A Diretoria

Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão

“É indispensável para a educação pública”, afirma Bira do Pindaré sobre o Novo Fundeb

O vice-líder do PSB na Câmara dos Deputados, Bira do Pindaré (PSB), voltou a defender o Novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). O parlamentar cobrou que a proposta seja colocada em pauta o mais urgente possível. 

Para ele, o Novo Fundeb é indispensável para a educação pública brasileira e representa mais de 63% dos recursos para educação, o que equivale a mais de R$ 157 bilhões. O deputado argumentou que caso o Fundo não seja votado, a educação pública paralisa e não conseguirá atender os milhões de brasileiros e brasileiras que dependem exclusivamente dela. 

“Falo isso com muita propriedade porque estudei em escola pública a vida inteira e, se não fosse a educação pública, eu não teria chegado até aqui. De modo que é fundamental que a gente possa dar esse passo na construção de um Fundeb Permanente, que possa garantir a ampliação de escolas de tempo integral, que hoje representa apenas 17% das escolas brasileiras”, salientou. 

Bira acrescentou ainda que os estados e municípios dependem da aprovação do Novo Fundeb “O meu querido Maranhão e a minha querida São Luís dependem inteiramente disso para melhorar a estrutura das escolas, para valorizar os professores, professoras e demais profissionais da educação, para garantir uma condição e uma oportunidade de enfrentamento e redução das desigualdades sociais que são gritantes em todo país”, enfatizou. 

Segundo o deputado, a redução e até mesmo erradicação dos problemas sociais, ainda mais evidenciado pela pandemia, perpassa pelos investimentos em educação pública, gratuita e de qualidade, com acesso democratizado. Ele lembrou que a educação é o discurso fácil de todo candidato em eleição, quando diz que a classificam como prioridade. 

“Chegou a hora de provar que a educação é prioridade, aprovando o novo Fundeb. O relatório da professora Dorinha está pronto. Não é o texto ideal, mas apresenta avanços importantes e nós precisamos reconhecer os esforços de todos aqueles que lutam e sonham com uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas nesse país. Novo Fundeb Já! É isso que queremos para o Brasil, para o Maranhão e para a nossa querida São Luís”, concluiu. 

Centro de Saúde Dr. Genésio Rêgo retoma atendimento ao público

O atendimento aos pacientes foi retomado nesta semana no Centro de Saúde Dr. Genésio Rêgo, na Vila Palmeira. Neste primeiro momento, estão sendo chamados para as consultas os pacientes que estavam agendados antes da pandemia e da suspensão do serviço. O retorno dos atendimentos acontece seguindo todas as recomendações sanitárias de segurança para evitar o contágio pela Covid-19. 

“Todos os atendimentos na unidade foram retomados, só que de forma reduzida. A ginecologia, por exemplo, voltou com 70% do atendimento. É a maior demanda atualmente, pois o Genésio Rêgo é uma das unidades de referência na assistência à saúde da mulher. As demais especialidades voltaram 40% da sua capacidade”, frisou a diretora administrativa do Centro, Aline Almeida. 

A diretora acrescenta que todos os cuidados necessários estão sendo tomados. “Esse cuidado é desde quando a pessoa tem acesso à unidade, no estacionamento, até quando o paciente chega ao ambulatório. É feita uma triagem, o paciente chega com horário marcado. As cadeiras estão sinalizadas e tem a triagem com a enfermeira, que faz a medição da temperatura, afere a pressão e as pessoas ainda são submetidas a um questionário que vai ajudar na avaliação para diagnóstico da Covid-19”, explicou a diretora administrativa. 

No questionário são feitas perguntas para saber se a pessoa teve febre ou sintomas de gripe nos últimos dias ou então se está se sentindo mal. As medidas adotadas também contribuem para evitar aglomeração no centro de saúde. Três horas é o limite máximo estabelecido para revezamento de pacientes, para evitar aglomerações e higienizar poltronas e cadeiras. 

Uma das pacientes já atendidas no centro de saúde foi Joana Célia, de 58 anos. A moradora do São Francisco foi consultar com o gastroenterologista. Ela teve a Covid-19 e, após a doença, não deixou de sentir ardor no estômago, garganta e ainda persiste a sensação de queimação. Ela foi para a sua primeira consulta após se recuperar da doença. “Gostei do atendimento. Vim marcar a consulta e já consegui vaga. Fiquei mais aliviada com a volta dos serviços. Precisamos nos cuidar”, ressaltou a dona de casa. 

A unidade de saúde, administrada pela Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), disponibiliza atendimento em mais de 10 especialidades. Entres elas: ginecologia, mastologia, pneumologia, nutrição, exame de ultrassom, além de ser uma das unidades de saúde com referência no atendimento a casos de hanseníase. 

“Estamos neste momento atendendo os pacientes já agendados no sistema, na fila de espera e retornos, com raras exceções. A pessoa que precisa de um exame laboratorial, quando sai do consultório, já é agendado. Sai com a requisição em mãos, com a data e horário, tudo acertado”, reforçou Aline Almeida.

Fonte: Governo do Maranhão / Agência de Notícias.

Foto destacada: Ruy Barros

Projeto Vidas em Conexão promove assistência e inovação social na pandemia

A pandemia afeta diferentemente as pessoas. Famílias que já se encontravam em situação de vulnerabilidade sentem mais fortemente os efeitos dela.

Por isso, o Instituto Maranhão Sustentável/ IMAS, em parceria com outras organizações, tem articulados esforços e atuado para minimizar os efeitos da pandemia em três frentes de ação:

Assistência Material

Desenvolvendo rede de assistência comunitária através de campanhas de doação de cestas básicas articulando a atuação de lideranças locais à aquisição nos pequenos comércios, dinamizando a economia nas comunidades e minimizando os efeitos de deslocamentos. Já foram múltiplas iniciativas de cooperação com destaque para a Fundação Banco do Brasil, o Instituto Cores do Mará e a 2ª Vara de Execuções Penais de São Luís, MA. Mas especialmente as doações espontâneas reiteradas tem conseguido dar sustentação à iniciativa.

Essa linha de ação caminha para se ampliar com ações de capacitação para melhor uso e aproveitamento integral dos alimentos e consequente mais promoção de segurança alimentar. Só em Raposa já foram atendidas cerca de 400 famílias beneficiadas.

Soluções tecnológicas de baixo custo

A pandemia nos impõe novos hábitos e convivência social. Isso é especialmente importante em regiões onde as comunidades se encontram em condições socioeconômicas e ambientais que a fragilizam, tais como a pobreza, a educação e saneamento ambiental precários.

Para enfrentar esse cenário, estamos estudando soluções sanitárias de baixo custo para implantar em comunidades vulneráveis buscando minimizar os efeitos da Covid-19 nas periferias, assim, ampliando as condições para adoção de práticas de higiene e prevenção da doença.

A primeira foi um Lavatório Público, desenhado pelas Arquitetas Jana Lopes e Mariana Valporto, com flexibilidade para instalação com e sem ponto de água; materiais acessíveis e adaptáveis e de fácil montagem e manuseio. O IMAS já está instalando e testando a eficácia dos lavatórios em diversos pontos da Ilha de São Luís, em que pequenos comércios e associações adotam (cooperando com a montagem, instalação e/ ou manutenção) para seu uso. Agora, prospectando parceiros para ampliar o alcance do Projeto.

Rede de Comunicação Comunitária

Ainda em processo, a Rede visa divulgar amplamente as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para enfrentar a pandemia, além de desenvolver campanhas para o incentivo aos hábitos de higiene e vida saudável; gerar e difundir informação acessível acerca das medidas de apoio emergenciais a comunidades de baixa renda; buscando criar canais de comunicação eficientes, inclusive entre poder público e comunidade, ativando o protagonismo jovem feminino, oportunizando ferramentas de comunicação mais acessíveis e contextualizadas à realidade local.

SERVIÇO:

Instituto Maranhão Sustentável

Site: https://www.maranhaosustentavel.org.br/vidas-em-conexao

@maranhaosustentavel

Coordenação do Projeto Vidas em Conexão

Luzenice Macedo (98)9 9974-9366