Flávio Dino defende frente ampla contra o extremismo

O governador reeleito no Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defende o apoio de partidos e candidatos de esquerda em torno de Fernando Haddad para enfrentar Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições à presidência.

“Movimentos de aliança em torno do Haddad ajudam a demonstrar de que se trata de uma frente ampla contra uma posição extremista de direita, ditatorial, que ataca pessoas no meio da rua”, frisou Flávio Dino.

Para ele, a candidatura do PT não é mais exclusiva do partido, pois expressa anseios de vários setores sociais. Segundo Flávio, os desafios da frente ampla estão em desconstruir a falsa polarização entre as duas candidaturas, e defender uma agenda positiva, de propostas e soluções para a vida prática da população, onde o candidato do PT obteria vantagens.

“Nós temos que fugir do lugar comum que Haddad e Bolsonaro são dois extremos. Não são”, enfatiza. “A candidatura extremista, sem dúvida alguma, é demostrada pelo uso da violência, por ataques à liberdade de imprensa, por ideias esdrúxulas”, completou, se referindo à campanha de Bolsonaro.

Dino reforçou, ainda, o compromisso de Haddad com à democracia, na esteira dos demais governos progressistas desde a redemocratização. “Todas as vezes que a esquerda chegou ao governo foi por intermédio do voto popular e nunca houve uma virada de mesa”.

O mesmo, reitera, não pode se dizer em relação a Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão, “que tem demonstrado, por intermédio de declarações, que é contra a Constituição de 88”, que deve ser preservada, por se tratar de “um pacto civilizatório fundamental”.

Agenda positiva

Dino enfatizou a importância de promover uma agenda próxima do cidadão atualmente preocupado com questões práticas fundamentais, como emprego e segurança pública. Essa agenda real da campanha tem sido desviada pelas fake news, na opinião do governador.

“Nós temos que trazer o debate para esses pontos concretos, porque aí se evidencia que o Haddad tem propostas, claras e muito melhores, do que aquelas que o candidato Bolsonaro pode apresentar”, afirmou.

Em relação à segurança, Flávio Dino sugere a criação de uma força nacional permanente para auxiliar as polícias estaduais, como contraproposta ao armamentismo defendido pela chapa adversária.

“Segurança pública precisa de armas, a questão é nas mãos de quem. Existem profissionais treinados para manusear armas. Qualquer sociedade que optou por outro caminho aumentou a violência”, finalizou o governador do Maranhão.

Fonte: PCdoB São Luís.

Imagem: divulgação / PCdoB

Semelhanças no Comunismo e Cristianismo

Marizélia Ribeiro – professora UFMA
Doutora em Políticas Públicas e ex-aluna de escola católica

O Comunismo parece ser o maior inimigo para alguns cristãos que decidiram votar no 17 nessas eleições presidenciais de 2018. Talvez ainda acreditem que “comunistas comem crianças”, estratégia anticomunista disseminada pela burguesia europeia do Século XIX.

“Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império” usava o cartaz “Papá, salvami” com o símbolo comunista para aterrorizar famílias italianas sobre o falso perigo de suas crianças serem raptadas e levadas para a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Mussolini estava longe de ser um bom cristão, embora tenha criado o Estado do Vaticano e tornado obrigatório o ensino religioso em escolas italianas.

O Comunismo que Mussolini tanto temia vem do latim communis, que significa universal, comum. Antes de Karl Marx, já se falava de sociedade sem classes, onde indivíduos ou grupos não se exploravam pelo trabalho e não havia acumulação de riquezas.

Viver em harmonia com os irmãos, em fraternidade, é um princípio comum aos cristãos e comunistas.

Igualdade e solidariedade em prol de um bem comum são ensinamentos de Jesus amplamente divulgados pelos apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João no Novo Testamento da Bíblia Sagrada. Nesse Livro, o apóstolo Paulo, no capítulo 11 de sua Segunda Carta, diz o que se segue:

“12 Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem.
13 Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós,
14 mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância eles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade;
15 como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.”

O Comunismo saiu da clandestinidade com o Manifesto Comunista de Marx e Engels, panfleto que virou livro e traz no seu início: “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha.” E segue dizendo que partidos da direita e da esquerda acusam uns aos outros de comunistas.

Segundo o Manifesto Comunista, a exploração da classe trabalhadora e a luta de classes estiveram presentes nas histórias de todas as sociedades: “Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta.”
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A histórica exploração da classe trabalhadora também é narrada em Êxodo, Segundo Livro do Antigo Testamento:

“11 E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.
12 Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
13 E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
14 assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.”

O Comunismo se aproxima mais uma vez do Cristianismo na afirmação do Manifesto Comunista: “O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte dos produtos sociais, apenas suprime o poder de escravizar o trabalho de outrem por meio dessa apropriação.”

Para que possa haver essa igualdade é preciso segundo o Comunismo o fim do Estado Capitalista Burguês que legitima as desigualdades e a exploração de uma maioria que trabalha por uma minoria dona dos meios de produção com o uso da força. Isso só poderia acontecer com a luta de classes revolucionária com o proletariado vitorioso em prol da maioria da população.

Esse pensamento do comunismo é próximo do que está escrito no Velho Testamento da Bíblia Sagrada sobre o fim da exploração do povo de Deus pelos egípcios e sua libertação não sem luta e sacrifícios.

“19 Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
21 E eu darei graça a esse povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,
22 porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis ao Egito.”

Esse pequeno texto não dá conta de explicar o Comunismo e o Cristianismo, mas apenas chamar atenção de que trazem em suas essências princípios muito comuns. Os dois são também usados para oprimir, ainda que não se proponham para tal finalidade. São de libertação dos oprimidos.

Pastor Damasceno, devolva os cargos de capelão!

A disputa eleitoral de 2018 mexeu nas profundezas abissais da Assembleia de Deus. Em um áudio amplamente divulgado, o pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente da Ceadema (Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão), censurou a senadora eleita, evangélica Eliziane Gama (PPS), após ela ter declarado apoio no segundo turno ao presidenciável do PT, Fernando Haddad.

O pastor utiliza linguagem agressiva para demonizar Haddad e conclamar os evangélicos a votarem no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, defensor da tortura e principal inimigo dos princípios cristãos de igualdade, tolerância e solidariedade.

Deputada federal e militante da Assembleia de Deus, Eliziane Gama foi eleita senadora na chapa do governador reeleito Flávio Dino (PCdoB). A aliança entre comunistas e cristãos era de amplo conhecimento da comunidade evangélica e avalizada inclusive pelo presidente da Ceadema.

Durante o primeiro mandato do governador do PCdoB, a Assembleia de Deus foi beneficiária dos cargos de capelão distribuídos a várias denominações religiosas e à Igreja Católica. “Apoiamos o governador, trabalhei a favor dele, votamos, elegeu no primeiro turno com apoio do povo evangélico” disse Damasceno, para em seguida repudiar o apoio de Eliziane a Haddad.

O presidente da Ceadema afirmou que vai mobilizar a cúpula da Assembleia de Deus e o seu rebanho contra a declaração da senadora eleita. “Eu vou pedir o apoio de todos os pastores da Mesa Diretora, do Conselho de Ética e Disciplina, do Conselho Consultivo, de todas as comissões e de todas as missionárias para se posicionar contrário ao pronunciamento de apoiar o Haddad”, ameaçou o pastor.

Pastor Cavalcante e Mical, eleitos na base do governador do PCdoB

Nesta campanha há eleitores de todos os tipos. Tem aqueles marombados que bradam “fora PT” e estacionam na vaga do idoso no supermercado. E tem pastores que aceitam cargos do governo do PCdoB e demonizam o petista Haddad.

Assim, a fala do principal líder religioso da Assembleia de Deus no Maranhão é recheada de hipocrisia. O pastor sempre soube que o PT e o PCdoB são aliados desde 1989 e caminharam juntos com Lula em todas as disputas presidenciais. Ele também tinha pleno conhecimento de que o governador foi um dos principais defensores da presidenta Dilma Roussef (PT) durante o processo do impeachment.

Hipocrisia tem limite

A filha do pastor Pedro Aldi Damasceno, Mical (PTB), foi eleita deputada estadual na coligação da base do governo comunista, formada pelos partidos PPL/PTB/PROS/PPS, a mesma que também elegeu para a Assembleia Legislativa o pastor José Alves Cavalcante, presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Comadesma).

Eliziane Gama, senadora eleita, é filha do pastor Newton Gama. Aldi sempre soube que ela concorreu ao Senado sob as bênçãos do governador do PCdoB.

O presidente da Ceadema também faz uso de falsas informações para justificar o repúdio a Haddad, acusando o candidato petista de querer “fechar as igrejas” e a vice Manuela Dávilla de ter feito referência homossexual a Jesus Cristo. “Um cara desse que a vice disse que Jesus é gay é uma miséria”, desqualificou Aldi.

Todo o discurso do pastor é um péssimo exemplo aos seus fiéis. Na condição de líder da Assembleia de Deus, onde há crentes honrados, ele deveria pedir desculpas e mandar de volta ao Palácio dos Leões os cargos de capelão ofertados pelo governador comunista.

É o mínimo que poderia fazer, além de se desculpar também pela disseminação de falsas informações sobre a vice Manuela Dávila e o presidenciável Haddad.

Deus, na sua infinita misericórdia, haverá de julgar essas atitudes e as palavras do pastor, que finaliza a sua pregação comandando o voto dos evangélicos no defensor da tortura. “Nós vamos votar no Bolsonaro, porque é um homem que tem umas proposta (sic) que vai dar continuação o direito de liberdade de nossa igreja e a pregação do santo evangelho de Jesus Cristo”, enfatizou.

Por fim, façamos justiça a Eliziane Gama. Ela foi muito hostilizada durante a campanha eleitoral por ter votado “sim” no impeachment e ter sugerido a convocação de Lula na CPI da Petrobras. Com esses gestos, atraiu a ira petista e foi carimbada de “golpista”.

No segundo turno, diante da polarização Haddad x Bolsonaro, declarou apoio ao petista. A senadora eleita pode até ser conservadora, mas está longe do fascismo e não declararia apoio a quem defende torturadores.

Agora, é aguardar os movimentos futuros para saber se o pastor que hoje censura amanhã será beneficiário de outros favores no governo e até mesmo da senadora eleita e censurada.

De imediato, este líder religioso que se locupletou com as benesses do governo do PCdoB deveria fazer um gesto de grandeza – devolver os cargos de capelão da Assembleia de Deus.

O tempo dirá se o antipetismo de Aldi Damasceno é coerente ou apenas da boca para fora, usando o nome de Deus em vão!

Imagem do topo/divulgação: Eliziane e Aldi em conflito

Escuta aí

Eloy Melonio*

Conversar é preciso, e viver também é preciso. E foi assim que nós, da subespécie Homo Sapiens, evoluímos e descobrimos que éramos iguais e inteligentes.

Foi conversando que começamos a nos entender. Mas nunca foi tão fácil conversar como nestes tempos de smartphone e redes sociais. Hoje não se precisa mais ter alguém ali do lado para bater um bom papo. É só pegar o celular ou o notebook, e pronto!

E também foi assim que, de conversa em conversa, percebi aquela mulher de uns 35 anos, com seu celular em punho, conversando, conversando. E todo dia era a mesma coisa.

Geralmente chegamos à pracinha do bairro quase ao mesmo tempo, por volta das seis e vinte da manhã. Ela senta-se num banco da praça, e eu vou direto para os equipamentos de atividade física que ficam numa área específica, a uns oitenta metros de onde ela está.

Para mim, essa parada na praça é parte do trajeto que faço em minhas caminhadas matinais. Para ela, talvez um descanso antes de chegar à casa onde trabalha, que deve ficar nas redondezas. Ou mais do que isso, é hora de “conversar”.

Começo a fazer meus exercícios. E ela, vai logo tirando da bolsa o smartphone. E tome conversa!

Comecei a prestar mais atenção às suas conversas. Porque, mesmo não estando lado a lado, conseguia ouvir boa parte do que ela falava. Mesmo com o vento tentando atrapalhar. Às vezes, falava alto e parecia não ter papas na língua. E sempre ia direto ao assunto.

― Eu não lhe disse que isso não ia dar certo. Agora segure as pontas aí.

Imagino que nossa amiga fala com seus parentes, amigos e conhecidos. Mas o que chama a minha atenção, é a autoridade com que expõe suas ideias, dá seus conselhos, faz suas observações. E cobra atitudes.

― A senhora tem de levar o Pai pra essa consulta. Próstata é coisa séria. Se a senhora não conseguir, vou ter de ir aí falar com ele pessoalmente.

É sempre assim, repreendendo, aconselhando, lembrando… E suas conversas são algo do tipo “sessão de aconselhamento”. E ela interpreta a conversa como se fosse uma consulta com um psicólogo, advogado. Pelo que ouço, seus interlocutores não apenas ouvem suas recomendações, mas obedecem.

― Eu não te disse que era só fazer a proposta que eles aceitariam!

Na segunda-feira, após as eleições, acho que falava com um irmão mais novo. E cobrava dele uma atitude.

― E aí, votou direitinho?

Cheguei até a imaginar que, do outro lado da linha, as pessoas agiam como naquele comercial do posto de combustível. Se alguém precisasse de um conselho, quisesse saber alguma coisa ou resolver algum “pepino”, ouviria da outra o seguinte: Fala com a Terezinha (“Lá no Posto Ypiranga”).

Já somos conhecidos e nos cumprimentamos quando passo pelo seu banquinho. Exceto se percebo que ela está muito concentrada na conversa. Aí ― para não atrapalhar ― finjo que estou olhando para um passarinho numa das muitas árvores da praça.

Dia desses, para minha surpresa, ao passar pela nossa personagem (Terezinha), ouvi o seguinte:

― Eu sabia que isso ia acontecer. Ele não levava a sério a sua doença.

Aí me lembrei do aforismo preferido de Machado de Assis, citado por Barreto Filho em seu “Introdução a Machado de Assis”: “A morte é séria e não admite ironia”.

E assim encerro nossa conversa parafraseando um sábio ditado popular: “Ouve quem quer, obedece quem tem juízo”.

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*Eloy Melonio é professor, escritor, poeta e compositor

Rádio comunitária Cultura FM prossegue sabatina com os candidatos majoritários no Maranhão

A rádio comunitária Cultura FM, de Paço do Lumiar, município da região metropolitana da ilha de São Luís, conclui hoje a série de entrevistas com os candidatos ao Governo do Maranhão. O entrevistado será Roberto Rocha (PSDB), entre as 14h às 16h e você pode ouvir aqui.

Acesse também pelo aplicativo RádiosNet

Na próxima segunda-feira (24), das 11h às 12h da manhã, começa a série de entrevistas com os candidatos ao Senado e já estão confirmados:

Segunda-feira (24 set): Weverton Rocha (PDT)

Terça-feira (25 set): Eliziane Gama (PPS)

Quarta-feira (26 set): Edison Lobão (PMDB)

Quinta-feira (27 set): Sarney Filho (PV)

Sexta-feira (28 set): Saulo Arcangeli (PSTU)

Sábado (29 set): Saulo Pinto (PSOL)

Desde o dia 14 de setembro a emissora vem realizando sabatina com os candidatos ao governo, após o envio de convite a todos as coordenações de campanha. Foram entrevistados no estúdio Odívio Neto (PSOL), Ramon Zapata (PSTU) e hoje é a vez de Roberto Rocha (PSDB). O governador Flávio Dino (PCdoB), candidato à reeleição, participou da sabatina por telefone. As candidatas Roseana Sarney (PMDB) e Maura Jorge (PSL) não compareceram ao estúdio da emissora nem agendaram a participação à distância.

Lourival Oliveira e Antonio Luis entrevistam Odívio Neto (ao centro)

As entrevistas são realizadas dentro do programa Cultura News, com a participação dos radialistas Neuton Cesar, Antônio Luis e Lourival Oliveira. O diretor da emissora, Claudio Carneiro, afirma que o Jornalismo vem sendo prestigiado na Cultura FM, cumprindo um papel fundamental na comunicação comunitária, conforme determina a legislação.

A rádio comunitária Cultura FM também vai fazer a cobertura da eleição. “Dia 7 de outubro, a equipe de Jornalismo estará nas ruas fazendo o acompanhamento do processo eleitoral e após o encerramento da votação estaremos a postos no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e no cartório eleitoral de Paço do Lumiar informando os boletins de apuração, voto a voto. Toda a programação do domingo será dedicada a cobertura da eleição”, explicou o radialista Antonio Luís.

Os radialistas Antonio Luis Assunção e Neuton Cesar são militantes históricos do movimento de rádios comunitárias e atuam diretamente na Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão. Cesar é diretor de Relações Institucionais e Assunção integra na atual gestão o Conselho Fiscal, tendo sido diretor em outros mandatos da Abraço.

Todos os candidatos estão sendo indagados sobre políticas de comunicação e especificamente quais os compromissos e propostas que incidem sobre a relação entre governo e rádios comunitárias. Os candidatos ao Senado serão questionados sobre os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional visando ampliar a potência das rádios comunitárias, permitir publicidade do comércio local e isentar as emissoras do pagamento do Ecad, entre outras proposições.

As entrevistas têm duração de uma hora, das 11h às 12h. No primeiro bloco os candidatos ao governo responderam sobre temas específicos como saúde, educação, saneamento básico e outros, mediante sorteio realizado ao vivo, no estúdio. No segundo bloco os concorrentes ao Palácio dos Leões foram indagados pelos apresentadores com perguntas livres. As entrevistas também tiveram abertura aos questionamentos dos ouvintes, que participaram ao vivo por telefone ou mediante perguntas enviadas nas redes sociais da emissora.

O formato da entrevista com os candidatos ao Senado será definido neste fim de semana, mas deve manter padrão aproximado da sabatina com os pretendentes ao governo.

Imagem do topo: Antonio Luís, Ramon Zapata, Saulo Arcangeli, Lourival Oliveira e Neuton Cesar

“Acreditar, eu não”

Eloy Melonio

Acreditar ou não acreditar é, hoje, um dos dilemas mais difíceis dos usuários das redes sociais.

Não resta dúvida que “acreditar” é o verbo do momento. Compete com alguns poucos ao posto de “o mais importante” do universo digital. Entre eles, “empoderar” (que só consta em versões atualizadas dos dicionários), “seguir”, “pontuar”… e “coach” (sem versão em português). Este, inclusive, chamou minha atenção numa placa na parede de um prédio que dizia: I am coaching kids.

E assim, numa das acepções do Aurélio, acreditar é “confiar”. E é exatamente aí que mora o problema: confiar em quem, ou confiar em quê?

A torcida do Atlético-MG adotou o lema “Eu acredito” a partir da Copa Libertadores das Américas de 2013. E quando esse grito ecoava nas arquibancadas, torcida e time se fortaleciam para superar situações adversas e se enchiam de confiança na conquista do tão sonhado título inédito. E não é que deu certo!

Não obstante, acreditar, especialmente em coisas veiculadas nas redes sociais, não é tão simples ou seguro. É que hoje pisamos em terreno fértil para a disseminação de notícias falsas. Com o advento da comunicação digital, a verdade anda meio perdida num cipoal de dúvidas e confusão. Mente-se com a cara de pau de um malandro do bar da esquina. Planta-se uma mentira como quem planta uma semente de girassol.

Na propaganda gratuita na TV, a fala solta dos candidatos a presidente se enche de promessas que, sem nenhum filtro, chegam a milhões de lares por todo o país. Não estou dizendo que mentem antecipadamente, mas apenas lembrando que o que dizem hoje já foi dito ontem. Daí a dúvida dos eleitores. Se fizerem 50% do que prometem, nosso país entrará, em apenas quatro anos, para a rol dos desenvolvidos.

Com a mesma percepção, Tadeu Schmidt, apresentador dos Gols do Fantástico (9-9-2018), depois de ouvir algumas promessas do cavalinho do Internacional, forte candidato ao título do Campeonato Brasileiro, retrucou cético: “Qué isso, cavalinho? Parece até candidato!”

Minha inquietação é com a facilidade com que as pessoas, nas famigeradas redes sociais, repassam notícias sem nenhum filtro ou verificação da fonte. As “fake news” viajam na velocidade da luz em todas as direções. É com razão que o poeta detona: “Desconfio que estou ficando louco… /Tanta coisa me passa na cabeça,/ Que se senso me resta é já bem pouco.” (Via-Sacra e Outros Poemas, Marcelo Gama). Parece que o velho bom senso anda mesmo sumido nestes tempos de “passa-repassa”.

Um contato do WhatsApp me enviou um texto, pedindo que eu o repassasse. Respondi-lhe prontamente: “Não creio que este texto seja do juiz Sérgio Moro. Por dois motivos simples: ele não se inclinaria a falar abertamente sobre um assunto tão baixo, e o texto contém erros gramaticais secundários, o que não seria típico de um juiz de sua categoria”. E alfinetei: fake texto é fake news. Sua resposta, curta e seca: “É. Pode ser”.

Esse “pode ser” revela que ele não tinha certeza do que estava repassando. E, mesmo assim, não se limitou a verificar se o texto (e o contexto) fazia mesmo algum sentido. Ao contrário, de forma compulsiva e inescrupulosa, empenhou-se em “repassar” e pedir aos destinatários que fizessem o mesmo. E assim, mais uma vez recorro à poesia para elucidar tal atitude: “Enquanto a mentira berra, a verdade sussurra” (poema “A verdade e a mentira”, de Augusto Pellegrini).

As celebridades ― e agora os “digital influencers” ― gabam-se de ter milhares ou milhões de seguidores, cifras de dar inveja a Jesus Cristo. E com esse poder em seus dedinhos, vendem seus conteúdos (se possível, exagerando) para propagar pontos que visam a empoderar seus contratantes, em geral políticos e partidos. E de tal forma, o poder das palavras (e sua reputação) nunca esteve em tão alta evidência! Hoje todo mundo sabe tudo sobre todo mundo e sobre todas as coisas.

E assim, arrisco-me apenas a, de forma irônica, parafrasear uma citação de Latino Coelho: “De todas as artes a mais influenciadora, a mais empoderada, a mais lucrativa, é sem dúvida a arte da mentira”*.

Recorrendo mais uma vez à poesia, exalto o primeiro verso de um grande samba da saudosa Dona Ivone Lara: “Acreditar, eu não”. Dito isto, seria de bom alvitre se não nos deixássemos enganar por notícias que não têm raízes em fonte fidedigna, no bom senso ou na coerência.

Acredite ou não, confiar no que se lê e no que se ouve por aí está ficando cada vez mais perigoso.

Eloy Melonio é professor, escritor, compositor e poeta

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(*) “De todas as artes a mais bela, a mais expressiva, a mais difícil, é sem dúvida a arte da palavra.” (Latino Coelho, A Oração da Coroa)

Ramon Zapata recebe documento “Mais que promessas: compromissos reais com a infância e a adolescência no Brasil”

O candidato ao governo do Maranhão pelo PSTU, Ramon Zapata, sua vice Nicinha Durans, o candidato ao senado federal Saulo Arcangeli e a candidata a deputada estadual Conceição estiveram presentes na sede da Unicef assinando o documento “Mais que promessas: compromissos reais com a infância e a adolescência no Brasil”.

O documento foi apresentado pela coordenadora da Unicef na Amazônia, Anyoli Senabria. Na ocasião Ramon Zapata apresentou o programa do PSTU voltado para a criança e o adolescente, além de apontar as lutas que o PSTU travou contra a proposta de redução da maioridade penal e a defesa e garantia do Estatuto da Criança e do Adolescente, as diversas denúncias de trabalho escravo infantil e contra o genocídio da juventude negra.

O PSTU se comprometeu com o documento que apresenta propostas de políticas públicas voltadas para este público, mas enfatizou que a raiz do problema está no modelo de sociedade que visa o lucro em detrimento da vida.

Foto: divulgação

Federação de Umbanda e Cultos Afros pede investigação sobre vandalismo em terreiro no Sá Viana

A Federação de Umbanda e Cultos Afros do Maranhão, através do presidente interino – Givanilson Santos Avelar – emitiu nota de repúdio para lamentar o ato ocorrido nas primeiras horas da manha desta segunda feira (3), que resultou na depredação do Terreiro de Matão Deus é Quem Guia, localizado no bairro Sá Viana.

“É inadmissível que, na atualidade, sejamos surpreendidos com o comportamento de pessoas intolerantes e preconceituosas em relação aos cultos afro descentes. Enquanto entidade só nos resta lamentar, denunciar e acompanhar o trabalho das autoridades competentes para que um ato criminoso como esse não fique impune”, declarou o presidente.

Registrado na Delegacia da Vila Embratel pelo pai Jorge, de pronto o caso foi  levado ao conhecimento da Secretaria de Segurança Pública, na pessoa do próprio secretário – Jefferson Portela. Bastante indignado, o secretário determinou que a Delegacia Geral adotasse todos os procedimentos cabíveis a fim de que o baderneiro seja identificado e responda pelos prejuízos materiais ocasionados.

É oportuno salientar que a Constituição prevê a liberdade de religião, e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa, sendo a prática religiosa geralmente livre no país, cuja Lei nº 7.716/89, alterada pela Lei nº 9.459/97 considera crime a prática de discriminação ou preconceito contra religiões. Veja abaixo na íntegra a nota emitida pela entidade.

Foto: depredação no Terreiro de Matão Deus é Quem Guia / divulgação

NOTA DE REPÚDIO

A Federação de Umbanda e Cultos Afros do Maranhão – através do seu presidente interino – Givalnilson Santos Avelar – vem de público repudiar o ato de vandalismo ocorrido na madrugada de segunda feira (3), que teve como vítima o terreiro de Matão Deus é Quem Guia, localizado no bairro do Sá Viana, sob o comando do Pai Jorge.

O caso já foi denunciado às autoridades competentes e enquanto entidade estaremos de perto acompanhando a apuração e punição dos responsáveis ou responsável.

São Luís, 03 de setembro de 2018.

Givanilson Santos Avelar.

O talento musical de Fernando Atalaia

O cantor, compositor, músico, poeta, jornalista e produtor cultural maranhense Fernando Atallaia lançou seu mais novo sucesso, “A Noite”, balada que já vem fazendo a cabeça dos apreciadores da boa música do Maranhão. Fernando é autor de mais de 400 canções, nos mais variados ritmos e estilos.

Editor-chefe do site Agência de Notícias Baluarte, “A Noite” já pode ser ouvida e vista no canal da B Music, no Youtube.

O disco do artista sai nas lojas especializadas de todo o país em dezembro.

Fonte: Blog Daniel Matos

Hertz Dias, maranhense candidato à vice-presidência pelo PSTU, faz campanha em São Luís

O professor e rapper Hertz Dias de 47 anos, candidato a vice presidente pelo PSTU chega em São Luís nesta quinta para agenda de campanha. Ele é companheiro de chapa de Vera, operária sapateira de 50 anos e juntos formam a única chapa 100% negra que disputa a Presidência do país.

Na quinta ele participa de panfletagem na feira do João Paulo e de lançamento da candidatura de Saulo Arcangeli para o Senado do Maranhão. Na sexta faz campanha na Rua da Vala, local onde mora a outra candidata do PSTU ao Senado, Preta Lu.

Hertz e Vera possuem 2% dos votos no Estado segundo pesquisa Ibope e recentemente polemizaram com as falas racistas do vice de Bolsonaro que atribui o atraso do país aos negros e indios. O PSTU ajuizou representação junto ao Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, da Saúde e da Proteção Social do Ministério Público do Rio Grande do Sul contra o General Mourão, pré-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), por crime de racismo.

“Repudiamos a fala do General. Esse tipo de postura reforça o preconceito, o racismo e a injustiça contra os indígenas e o povo negro. Seu comentário demostra que, assim como Bolsonaro, Mourão não conhece a história do Brasil. Temos uma dívida histórica com os índios e com os negros escravizados. A fala do General é racista e demonstra preconceito étnico. Exigimos apuração e que sejam tomadas as providências cabíveis”, afirmaram Vera e Hertz.

Hertz Dias finaliza a visita ao Maranhão com caminhada no bairro negro da Liberdade no domingo com a presença dos candidatos ao Governo do Estado Ramon Zapata e Nicinha Durans.

Foto / divulgação: Chapa do PSTU Vera e Hertz