Rádio & Literatura: produção de estudantes da Ufma adapta crônicas de Josué Montello

Um encontro entre a literatura e o rádio com base no gênero educativo-cultural. Esse foi um dos resultados da disciplina Produção e Direção de Programa de Rádio no primeiro semestre de 2019, no curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (Ufma).

Ao longo da disciplina os estudantes leram várias crônicas do escritor Josué Montello e adaptaram trechos para o rádio.

As crônicas foram retiradas do segundo volume da obra “Josué Montello (Escritores Maranhenses: 1966-1993)”, organizado pela bibliotecária e diretora da Casa de Cultura Josué Montello, Joseane Sousa, lançado em 15 de março de 2019.

Ouça os trabalhos clickando nos links abaixo:

Crônica de Josué Montello sobre Raimundo Magalhães Jr, biógrafo de Arthur Azevedo

Crônica de Josué Montello sobre Joaquim Serra

Crônica de Josué Montello sobre Cândido Mendes

Crônica de Josué Montello sobre Bandeira Tribuzzi

Crônica de Josué Montello sobre Luis Augusto Cassas

Crônica de Josué Montello sobre Maria Firmina dos Reis

Os alunos produziram os programas, com média de 6 minutos, no Laboratório de Rádio do Curso de Rádio e TV, como parte das atividades da disciplina ministrada pelo professor Ed Wilson Araújo e trabalhos técnicos do radialista Saylon Sousa.

As produções foram realizadas pelos alunos e alunas Bárbara Liz, Daniel Teixeira, Geovane Camargo, Janilton Silva, Kaio Lima, Livia Lima, Beatriz Benetti, Lucas Fonseca, Marileide Lima, Valdo Tavares e Vivian Nunes, com participação especial de Brenda Diniz.

Ouça aqui outra produção (especial Marielle Vive) dos alunos da disciplina Produção e Direção de Programa de Rádio no primeiro semestre de 2019.

Sobre o livro

No livro “Josué Montello (Escritores Maranhenses: 1966-1993)” constam 57 crônicas que foram publicadas entre os anos de 1966 a 1993 no Jornal do Brasil, onde Josué Montello tinha uma coluna intitulada Areia do Tempo. Entre as crônicas selecionadas estão presentes escritores que remontam a infância e juventude de Josué Montello, como Antonio Lopes, Dunshee de Abranches, a professora Celina Nina, entre outros, e também os amigos que já faziam parte do mundo literário ou aqueles que estavam iniciando sua trajetória como Gonçalves Dias, Humberto de Campos, Sousandrade, Maria Firma dos Reis, Odylo Costa filho e Nauro Machado.

Imagem destacada de Josué Montello capturada neste site

Marielle Vive: programas de rádio abordam violência, resistência e a participação da mulher na literatura e no movimento sindical

Os estudantes da disciplina Produção e Direção de Rádio concluíram o primeiro semestre de 2019 apresentando ao vivo uma série de quatro programas especiais com temas relacionados à vida e militância da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro.

Kaio Lima, Vivian Nunes, a escritora Milena Carvalho e Janilton Silva

Ao longo da disciplina os alunos fizeram o trabalho de produção organizado em quatro temas:

1 – Serviço Social e os direitos da mulher (ouça aqui)

2 – Violência contra a mulher (ouça aqui)

3 – A mulher na literatura (ouça aqui)

4 – A mulher no movimento sindical

Marileide Lima, Daniel Teixeira, escritora Mary Ferreira
e Valdo Tavares. Em pé: Saylon Sousa

Para cada tema a produção dos programas escalou uma especialista convidada para entrevista ao vivo, respectivamente: as professoras da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) Marly Dias (Departamento de Serviço Social) e Mary Ferreira (Departamento de Biblioteconomia); a escritora Milena Carvalho e a diretora do Sindicato dos Bancários Gerlane Pimenta.

Geovane Camargo, Livia Lima, professora Marly Dias e Bárbara Liz

O objetivo dos programas é manter acesa a chama do legado de Marielle Franco para a defesa dos direitos da mulher, assegurando visibilidade aos assuntos fundamentais diretamente relacionados ao combate à violência, legislação protetiva, atuação feminina em áreas como literatura e nas lutas e espaços de resistência, a exemplo do movimento sindical.

Beatriz Benetti e a dirigente do Sindicato dos Bancários Gerlane Pimenta

As apresentações aconteceram dias 21 e 28 de junho de 2019, com transmissão ao vivo pelo Facebook e gravação em áudio. Todos os programas foram produzidos como atividade prática da Sala de Rádio, recurso didático idealizado e coordenado pelo professor Ed Wilson Araújo para proporcionar experimentos teórico-práticos aos estudantes, com trabalhos técnicos do radialista e pesquisador Saylon Sousa.

Participaram da série Marielle Vive alunos e alunas da turma de Produção e Direção de Programa de Rádio, formada por Bárbara Liz, Daniel Teixeira, Geovane Camargo, Janilton Silva, Kaio Lima, Livia Lima, Beatriz Benetti, Marileide Lima, Valdo Tavares e Vivian Nunes.

Temporada 2019 de RicoChoro ComVida na Praça estreia com a guitarrada do Pará

Mestre Solano é o convidado da primeira edição do projeto este ano. As apresentações acontecem até novembro em diversas praças de São Luís

A estreia da quarta temporada de RicoChoro ComVida na Praça acontecerá no próximo sábado (20), às 19h, na Praça da Fé (Casa do Maranhão, Praia Grande). O projeto, idealizado e produzido por Ricarte Almeida Santos, segue firme no propósito de estimular o encontro entre diversas linguagens musicais brasileiras, entre o instrumental e o cantado. Este ano abre espaço também para a poesia.

O projeto é uma realização de Eurica Produções, Girassol Produções Artísticas e RicoChoro Produções Culturais, com patrocínio de TVN, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão. Em 2019 RicoChoro ComVida na Praça terá cinco edições e acontece até novembro. Toda a programação é gratuita.

Outra novidade nesta temporada de RicoChoro ComVida na Praça é a parceria com a Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo. Às vésperas das apresentações de convidados nacionais, haverá rodas de conversa com os artistas, que serão realizadas nas dependências da Emem. “Para nós é uma alegria estabelecer essa parceria. A Emem é um símbolo de qualidade na formação sólida de diversos talentos nossos. Por exemplo, os integrantes do Caçoeira, todos foram alunos da Escola de Música”, celebra Ricarte.

Ano Joãozinho – A partir deste ano, RicoChoro ComVida na Praça passa também a homenagear uma personalidade do Choro no Maranhão. Em 2019 o escolhido é o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro, que celebra 40 anos de carreira. Samba e choro são dois gêneros de destaque no repertório do artista, que, nos moldes do projeto, percorreu diversas comunidades da ilha de São Luís entre os anos de 2002 e 2003 com o projeto “Samba da Minha Terra”.

A primeira edição terá como convidados o DJ Franklin, desde sempre um dos mais requisitados da Ilha, e performance poética com o mímico Gilson César. “Eles ajudam a criar uma ambiência, um clima, mas são parte do espetáculo. Queremos que as pessoas curtam música, poesia, num exercício de vivência comum, ocupando espaços públicos, dando nossa modesta contribuição para os esforços de revitalização da cidade que têm sido anunciados”, comenta Ricarte.

O grupo anfitrião da noite será o Regional Caçoeira, formado por João Eudes (violão sete cordas), Lee Fan (flauta e saxofone), Wanderson Silva (percussão) e Wendell Cosme (bandolim e cavaquinho), jovens virtuoses que há algum tempo ganharam notoriedade na cena musical da cidade, figuras fáceis em fichas técnicas de shows e discos de diversos artistas maranhenses.

A rede de pesca que empresta nome ao grupo alude ao passeio por diversos gêneros que o quarteto faz a cada apresentação, sobretudo mesclando o Choro a ritmos da cultura popular do Maranhão. Um balanço – para novamente lembrar do mar, do Maranhão – inigualável.

Choro e guitarrada – O grande convidado do sarau de estreia é Mestre Solano, o rei da guitarrada, direto do Pará. Ele lançou em setembro passado o cd “As guitarradas de um mestre”, em que, além do gênero que lhe dá título, passeia por cumbia, merengue, calipso, carimbó e bolero, entre outros. Aos 63 anos de carreira, com 17 álbuns lançados, o artista promete uma noite dançante.

Mestre Solano é o convidado especial da estreia. Imagem: divulgação

“Americana” (Frank Carlos), também já gravada por nomes como Alípio Martins e Arnaldo Antunes, é seu maior hit, gravado por ele na década de 1980, na formação Solano e Seu Conjunto.

Mestre Solano nasceu em Abaetetuba – “terra morena de garotas de valor”, como canta o conterrâneo Pinduca –, onde ainda na infância começou a “arranhar” um banjo. Depois mudou-se para a capital Belém, onde ingressou no Corpo de Bombeiros, tendo sido músico da corporação militar.

Acessibilidade — Todas as edições de RicoChoro ComVida na Praça garantem a presença confortável de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O projeto garante banheiros acessíveis, assentos preferenciais com sinalização, audiodescrição e tradução simultânea em libras.

Serviço

O quê: estreia da temporada 2019 de RicoChoro ComVida na Praça

Quando: dia 20 de julho (sábado), às 19h

Onde: Praça da Fé (Casa do Maranhão, Praia Grande)

Quem: Gilson César, DJ Franklin, Regional Caçoeira e Mestre Solano (Pará)

Quanto: grátis

Patrocínio: TVN, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão

Realização: Eurica Produções, Girassol Produções Artísticas e RicoChoro Produções Culturais

Roda de conversa

O quê: Roda de conversa

Quando: dia 19 de julho (sexta-feira), às 16h

Onde: Escola de Música do Estado do Maranhão Lilah Lisboa de Araújo (Rua da Estrela, 363, Praia Grande)

Quem: Mestre Solano e Ricarte Almeida Santos

Quanto: grátis

Patrocínio: TVN, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão

Realização: Eurica Produções, Girassol Produções Artísticas e RicoChoro Produções Culturais

Programação completa (sempre às 19h)

20 de julho

Local: Praça da Fé (Casa do Maranhão, Praia Grande)

Grupo anfitrião: Regional Caçoeira

Artista convidado: Mestre Solano (Pará)

Dj: Franklin

Poesia: Gilson César

24 de agosto

Local: Praça do Letrado (Vinhais)

Grupo anfitrião: Mano’s Trio

Artista convidado: Chiquinho França

Dj: Pedro Dread Lock

Poesia: Mano Magrão

21 de setembro

Local: Praça Carlos de Lima (Lagoa da Jansen)

Grupo anfitrião: Quarteto Buriti

Artistas convidados: Paulão e Mila Camões

Dj: Victor Hugo

Poesia: Áurea Maria

19 de outubro

Local: Largo da Igreja do Desterro

Grupo anfitrião: Trítono Trio

Artistas convidados: Cláudio Lima e Célia Maria

Dj: Vanessa Serra

Poesia: Rosa Ewerton

9 de novembro

Local: Praça Gonçalves Dias (Centro)

Grupo anfitrião: Quarteto Crivador

Artista convidado: Messias Britto (Bahia)

Participação especial: Joãozinho Ribeiro (homenageado da temporada)

Dj: Joaquim Zion

Poesia: Celso Borges

Imagem destacada / divulgação / Grupo Caçoeira

Quase reintegrado, Labidi cogita ser interventor na Ufma

Algumas pessoas ainda não sabem que o professor Sofiani Labidi pediu registro de candidatura à Reitoria da Universidade Federal do Maranhão (Ufma) na recente consulta prévia, realizada em junho de 2019. A solicitação foi negada porque o pretenso candidato estava demitido da Universidade, resultado de uma penalidade que se estendia desde 2014. Ao pé da lei, como professor de Dedicação Exclusiva à UFMA, ele não podia dar aula também no Ceuma.

Registro oficial da Ufma no qual Labidi solicita inscrição na consulta prévia

Apesar do obstáculo administrativo, ele ingressou na Justiça mas perdeu, em definitivo, a chance de participar da consulta prévia.

A candidatura à Reitoria não vingou, mas o retorno aos quadros da Ufma é questão de dias, com recebimento de retroativos, inclusive. Faltam apenas algumas formalidades como a publicação da portaria de reintegração. Em entrevista ao Blog do Ed Wilson, ele afirmou que o processo da sua demissão foi ilegal, fruto de perseguição da gestão anterior.

Detalhe: a decisão judicial reintegra o docente, mas não invalida o PAD (Processo Administrativo Disciplinar) que o demitiu. Nesse entendimento, a investigação sobre a irregularidade (aulas concomitantes na Ufma e no Ceuma) pode prosseguir.

Apesar de não ter concorrido na recente consulta prévia de 2019, ele pensa em ser reitor. E manifesta com entusiasmo a intenção de disputar o cargo em 2023 ou mesmo chegar ao posto de magnífico por um eventual e ruidoso atalho. “Tenho saúde e idade”, celebrou, lembrando que fora candidato em 2015 contra a vontade do ex-reitor Natalino Salgado.

Assim, o que mais intriga a sequência de fatos no contexto da sucessão na Ufma é a solicitação do registro da candidatura de Labidi a reitor, mesmo ele sabendo que estava demitido e as chances de concorrer eram zero.

No jargão da política no Maranhão costuma-se dizer que até boi voa. Por falar em assunto de avião, o primeiro colocado na consulta prévia, Natalino Salgado, nem teve tempo de comemorar. Voou logo na madrugada do dia 27 de junho e amanheceu em Brasília, a tiracolo do deputado federal Aluísio Mendes (Pode), que intermediou uma reunião com o ministro da Educação Abraham Weintraub.

Weintraub, Aluisio e Natalino
reuniram após a consulta prévia

Pela ordem, os mais votados para a Reitoria foram Natalino Salgado, João de Deus e Ridvan Fernandes.  

João de Deus, candidato da reitora Nair Portela, também teve um encontro com o ministro Weintraub. Segundo a notícia publicada no site da Ufma, a reunião tratou de demandas urgentes, apresentação de projetos, relatórios de obras e desafios da instituição. O diálogo foi mediado pelo deputado Juscelino Filho (DEM), líder da bancada maranhense na Câmara Federal.

João de Deus, Juscelino, Weintraub e Nair Portela conversaram sobre obras na Ufma

O lobby no Ministério da Educação é meio caminho para o nome indicado chegar à mesa do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que tem a palavra final sobre a escolha dos reitores das universidades federais.

Pela regra, a lista tríplice ainda será formada no Conselho Universitário (Consun) da Ufma, órgão máximo deliberativo e normativo, convocado para o próximo dia 18 de julho. Nessa etapa os conselheiros podem compor os três nomes até mesmo com pessoas que não participaram da consulta prévia.

As práticas republicanas, o princípio democrático e o bom senso recomendam a escolha do primeiro colocado na consulta prévia, obedecendo à vontade da maioria.

Ocorre que, mesmo no caso de a lista ser formada com os três nomes mais votados, ninguém garante que Bolsonaro vá seguir as regras atuais da indicação dos reitores das universidades. Avesso à democracia, ele já deu algumas demonstrações de desprezo pela vontade da maioria em outras instituições de ensino superior, infelizmente.

Labidi e Garcês: bolsonarismo raiz

Considerando o perfil de Bolsonaro, a intervenção é um fantasma que assombra a democracia e a autonomia das universidades federais.

Perguntado sobre uma remota possibilidade de vir a ser escolhido para um mandato intervencionista, Labidi fez contorcionismo para dizer que este método autoritário não é ideal, mas ele toparia. “Caso meu nome seja proposto eu aceitaria com o maior prazer porque nosso desejo é contribuir com a Universidade”, frisou.

O(a) leitor(a) pode pensar que as pretensões do professor readmitido sejam blefe. Afinal, como Labidi sentaria na janela do ônibus se o registro de sua candidatura foi negado administrativamente, ele ingressou na Justiça e perdeu!?

Fato é que Labidi se movimenta. Recentemente, durante a fracassada manifestação dos bolsonaristas a favor do ministro Sergio Moro, em São Luís, o professor fez pose para foto ao lado do seu amigo e também docente da Ufma, Alan Garcês, cedido ao Ministério da Saúde e com trânsito no governo federal.

Labidi, ao centro, com o general

Uma fonte de Brasília afirma que os dois amigos percorrem os gabinetes próximos ao clã Bolsonaro em busca de apoio, inclusive com os militares. Labidi reuniu até com um general do Batalhão de Infantaria de Selva. Em resumo, o professor está perto de ser reintegrado à Ufma. Parece animado e, nas entrelinhas, não desculpa seu algoz Natalino Salgado. Nos bastidores do campus do Bacanga comenta-se que ele é um pote até aqui de mágoas com o ex-reitor.

Foto destacada: Paulo Soares / O Estado do Maranhão

Defesa das comunidades quilombolas ganha reforço na Câmara dos Deputados

Frente Parlamentar teve lançamento no Congresso Nacional

O deputado federal Bira do Pindaré (PSB-MA) assumiu mais uma luta na Câmara. O socialista lançou a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Comunidades Quilombolas. Ele vai coordenar o grupo que tem por objetivo promover debates, acompanhar e apoiar políticas, ações e projetos que permitam a defesa dos interesses das comunidades quilombolas no Brasil. “Estamos aqui para reerguer essa bandeira e fazer uma frente de luta e resistência capaz de enfrentar os grandes temas dessa Casa”, discursou Bira.

Na opinião do parlamentar, essas comunidades seguem ameaçadas em todos os estados brasileiros. “Estão sofrendo ameaças de expulsão, como acontece na questão da região de Alcântara (MA), cujo acordo de salvaguarda tecnológico será debatido aqui no Congresso. Não temos absolutamente nada contra esse tipo de acordo com qualquer país do mundo. O que nós queremos é que nosso povo seja respeitado. Não abriremos mão dos direitos fundamentais de nossa população e é por isso que estamos aqui para assumir esse compromisso juntamente com meus pares que abraçam a causa”, afirmou.

Para o líder do PSB, deputado Tadeu Alencar (PE), esse é um assunto tão relevante quanto tantos outros atualmente debatidos. “Diante de um Governo com várias frentes de ataques ao Estado Brasileiro e à soberania nacional, na condição de líder do partido, afirmo que devemos atenção especial a esse assunto, e fica evidente que não pode se fazer qualquer acordo sem destacar as comunidades quilombolas. Nessas terras, centenas de famílias realizam toda sua vida e eles não podem ser atingidos com decisões insensíveis. Bira do Pindaré espelha em sua atuação toda altivez, comprometimento e espírito público pregados pelo PSB. Estamos totalmente integrados à essa luta”, defendeu o líder.

Outro grande quadro socialista, o líder da Oposição, deputado Alessandro Molon (RJ), lembrou os dias de muita luta com a Reforma da Previdência. “Como muitos disseram aqui antes, sabemos especialmente a quem essa reforma vai afetar, que é o povo sofrido, os negros, que terão ainda mais dificuldades para se aposentarem. Cito exemplos concretos todos os dias, como um garçom negro que nos serve nessa Casa. É uma imoralidade que estão querendo aprovar contra pobres e negros e essa luta está conectada com essa Frente. Trata-se de uma luta da oposição em defesa de todas as comunidades quilombolas.”

O deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP) também esteve presente no lançamento da Frente e afirmou que o País vive momento muito complexo e delicado. “As questões que envolvem as comunidades quilombolas e a nossa soberania representam nossa luta. Ouve um tempo em que o mundo olhava para o Brasil com esperança e hoje percebemos o contrário. É exatamente a resistência dessas comunidades que vai nos ajudar e superar esse momento tão difícil. Conte comigo para vencermos esse atraso.”

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA) celebrou o lançamento dessa Frente e criticou o atual Governo sobre diversos temas que estão em pauta na atualidade. “Ele se sustenta numa ideia de sociedade para poucos, elitizada e geralmente voltada para os interesses dos grandes capitalistas. Sinto a necessidade de tratar desse tema e o povo pobre e negro ainda não percebeu o peso que irá carregar daqui por diante, como se não bastasse o peso do passado”, lamentou Lídice.

Danilo Cabral (PSB-PE) parabenizou Bira do Pindaré pelo respeito e legitimidade de seu trabalho  e defendeu os valores do PSB. “Esse ato que estamos praticando aqui é a reafirmação de quem tem crença na defesa da democracia e dos mais vulneráveis. Este é um momento que precisamos construir a unidade de luta do povo e isso tem reflexo na pauta dos quilombolas”, destacou Danilo. 

Sergio Moro no fim da linha

A cada nova revelação do The Intercept Brasil sobre os movimentos subterrâneos da operação Lava Jato ficam configuradas as intenções do então juiz Sergio Moro em atitudes deploráveis para um magistrado.

Tudo o que tem sido revelado nas conversas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol são uma afronta ao Estado Democrático de Direito.

Ambos mancham a imagem do Judiciário e do Ministério Público e enredam-se no mais escandaloso caso de aviltamento das suas funções de servidores públicos.

Moro extrapolou as suas atribuições de juiz. Atuou como operador de uma investigação seletiva, com objetivos previamente traçados e urdidos pelos mais deploráveis métodos, negando princípios constitucionais elementares.

As atitudes de Moro e Dallangnol expuseram ao ridículo até mesmo seus próprios colegas magistrados e procuradores, alguns deles transformados em joguetes das forças obscuras que arquitetaram um golpe contra a democracia no Brasil.

Dallagnol está tão desmoralizado que não tem sequer condições de comparecer a uma audiência na Câmara dos Deputados. O afoito procurador do power point hoje é um covarde.

O juiz impoluto, agraciado com o cargo de ministro no governo Jair Bolsonaro, é um sorvete na ventania. E está derretendo nas mãos do próprio presidente da República.

É impossível separar Moro de Bolsonaro. Eles são um bicho só, de duas cabeças.

Moro não tem mais condições de ser ministro da Justiça e Segurança Pública.

Se Bolsonaro tiver o mínimo de bom senso, aproveita a licença de Moro para demiti-lo do cargo.

Basta!

Organizações de pesquisa repudiam a anunciada extinção da Rádio MEC AM

Nota sugere a realocação da emissora em FM e a retomada de sua denominação original – Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

Pesquisadores e professores da área de Comunicação representados pelas entidades abaixo assinadas vêm a público repudiar a notícia de que a Rádio MEC AM será extinta no fim do mês, conforme publicado pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, na última sexta-feira, dia 5 de julho de 2019.

A Rádio MEC AM é a mais antiga emissora em operação contínua, figurando entre as primeiras iniciativas de radiodifusão no país, ao lado da Rádio Clube de Pernambuco, criada em 1919. Com o nome Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, foi inaugurada em 1923 por um grupo de intelectuais liderados pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto, um dos pioneiros da divulgação científica no Brasil.

Em 1936, Roquette-Pinto doou a emissora ao Ministério da Educação, com a condição de que fosse assegurada sua preservação como rádio educativa e cultural. Com a extinção de sua fundação mantenedora, a MEC AM foi transferida na última década para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), holding de comunicação pública do governo federal.

O fim da Rádio MEC AM, portanto, é injustificável pois configura o rompimento de um contrato de cessão da emissora ao governo federal. Além disso, ofende a memória de Roquette-Pinto, que se dedicou por décadas à educação e à cultura nacional.

Por seus estúdios e redações, passaram grandes nomes da cultura nacional, como os maestros Villa-Lobos, Isaac Karabtchevsky e Guerra Peixe, os escritores Mário de Andrade, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Fernando Sabino e Manuel Bandeira, a atriz Fernanda Montenegro, a cantora Bidú Saião e o jornalista Arthur da Távola.

Entendemos que, após o decreto que autorizou a migração de emissoras AM para a Frequência Modulada, em 2014, a sustentabilidade de quem permanecesse nas ondas médias ficaria comprometida.

Apesar dos apelos de pesquisadores e professores de rádio, a EBC não solicitou a migração da MEC AM. É trágico que não tenha sido buscada uma solução para assegurar a viabilidade desse importante canal de comunicação pública e educativa, mantido por uma equipe de alto nível, a despeito de todas as dificuldades decorrentes da falta de investimentos básicos em infra-estrutura na EBC nos últimos anos.

Solicitamos ao governo federal, na figura do secretário de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, que reveja a decisão e busque uma alternativa para a emissora, que há 96 anos promove a educação e a cultura, ajudando a integrar o território nacional.

Sugere-se que a emissora seja realocada em FM e que retome sua denominação original, Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

Respeitosamente,

Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom

Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom)

Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom)

Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA)

Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RadioJor)

Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR) 

Grupo de Trabalho História da Mídia Sonora (Associação Brasileira de História da Mídia – Rede Alcar)

Associação Brasileira de Professores de Jornalismo (ABEJ) 

Imagem / rádio MEC / reprodução

Reportagem sobre o Apeadouro recupera histórias e as personagens do bairro tradicional de São Luís

Matéria produzida pelo jornalista Tiago Bastos, de O Estado do Maranhão, conta vários capítulos do bairro que já teve um dos arraiais de São João mais movimentados da ilha e até hoje conserva laços de amizade e solidariedade entre os vizinhos.

Veja imagens do jornal

MST inaugura espaço político e cultural em São Luís

A abertura será neste sábado, 6 de julho, a partir das 8 horas

O Espaço Cultural do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) na capital maranhense vai agregar livraria popular, armazém do campo, e Café Literário, instalado no mirante da casa.

Localizado no Centro de São Luís, o novo ambiente será um lugar de encontro para a produção cultural e realização de debates políticos. ” O Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis é um sonho que está se concretizando”, explicou a direção do MST, que prepara a inauguração com atividades culturais e almoço.

“A luta pela terra precisa de espaços para a exposição e comercialização de produtos da agricultura familiar, produção de cultura e de debates sobre a realidade brasileira e esse é o objetivo central do Solar Maria Firmina”, detalhou o MST.

Endereço: rua Rio Branco, 420, por atrás da Caixa Econômica Federal, Centro, próximo à praça Deodoro. 

Programação

8h – Feira da Reforma Agrária, abertura do Armazém do Campo e da Balaios Livraria.

10h – Ato de abertura, apresentação do Solar Cultural e aula inaugural “Cultura e Resistência”.

12h30 – Almoço (vendido no local)

17h30 às 21h30 – Abertura do Café Literário

Imagem retirada neste site

Trabalho acadêmico de Jornalismo da Ufma aborda os 80 anos do Moto Club

Samir Aranha Serra defendeu na tarde desta quinta-feira (4) o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo, na Universidade Federal do Maranhão (Ufma), com o tema “Time de fibra e de garra: caderno especial em comemoração aos 80 anos de futebol do Moto Club de São Luís.”

O TCC, na modalidade projeto experimental, contem abordagem teórica e peça prática – um caderno especial para jornal impresso com 12 páginas, colorido, em formato tabloide – 3. Na sua defesa, Samir Aranha Serra expôs como objetivo do trabalho a “utilização das técnicas de produção do jornalismo para desenvolver um produto midiático na modalidade caderno especial, apresentando um panorama histórico dos 80 anos de participação do Moto Club de São Luís no futebol maranhense”, explicou.

A pesquisa, segundo Serra, visou conectar a proposta editorial e gráfica com os elementos identitários do time e “desenvolver uma diagramação alinhada à proposta do caderno, com destaque às cores, fontes e fotografias que ilustrem adequadamente a grandeza do time ora apresentado”, detalhou.

Capa do caderno especial apresentado no TCC de Samir Aranha

Os títulos das matérias de cada página foram apropriados dos versos que formam o hino do Moto Club, como: “seus nomes vivem em nossos corações e nos lábios de muitos torcedores”; “campeão de feitos gloriosos, de heroísmo sem par e de coragem”; e “Moto Club de tantas tradições, colocado entre grandes vencedores”.

As 12 páginas do caderno especial contemplam matérias alusivas ao surgimento e consolidação do Moto Club, resgata os principais fatos e títulos sobre a história do time, entrevista com o ex-presidente da agremiação (jornalista Célio Sergio), traça um perfil dos grandes craques do “Papão” e das torcidas organizadas, além de uma crônica sobre as paixões de um torcedor.

O caderno especial sobre o Moto Club acrescenta à produção acadêmica uma peça prática relevante para a memória de um dos times mais tradicionais do futebol maranhense, sendo também um trabalho relevante para o cenário do jornalismo esportivo no Maranhão.

A banca examinadora foi integrada pelos professores doutores Carlos Agostinho Couto, Bruno Ferreira e Ed Wilson Araújo (orientador).

Samir Aranha exibe o caderno especial, avaliado pelos professores
Ed Wilson Araújo, Carlos Agostinho Couto e Bruno Ferreira

Sobre o autor

Samir Aranha Serra é bacharel em Direito e radialista com registro no Ministério do Trabalho. Ele já atua como jornalista e tem experiência em redação e assessoria. Foi editor-chefe de O Imparcial (2016-2017), coordenador de social media na Agência Piguara, atendendo campanhas de Edivaldo Holanda Junior (2012), Edmilson Rodrigues (Belém, 2012) e Fernando Collor (Alagoas, 2014).

Samir no café, bebida predileta de muitos jornalistas

Atuou ainda como jornalista da Assembleia Legislativa da Paraíba (2018) e na Assessoria de Imprensa no evento de lançamento do livro de Manuela D’Ávila, em São Luís (2018). Tem matérias publicadas no portal Vermelho, O Estado de Minas e Correio Braziliense. Foi assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Educação, no Maranhão, entre 2013-2014.