Sobre Brumadinho e o nosso vizinho, Alumar, em São Luís

Já está passando da hora de os vereadores de São Luís, a Assembleia Legislativa do Maranhão, deputados federais, senadores, Ministério Público e o Governo do Estado constituírem uma força tarefa para fiscalizar a Vale e a Alumar, em São Luís.

Atenção especial deve ser dispensada à multinacional Alumar, fábrica de alumínio instalada no Distrito Industrial de São Luís, desde a década de 1980.

Na Alumar, a lama vermelha, resíduo da indústria de beneficiamento do alumino, é gerada a partir do refino da bauxita para produção de alumina (Al2O3).

As rumorosas “lagoas de lama vermelha” da Alumar são pouco agendadas entre os parlamentares e nos meios de comunicação. Com o novo desastre provocado pela Vale, em Brumadinho, o assunto vem à tona, mas sem desdobramentos visíveis.

É urgente dar ampla publicidade a uma rigorosa fiscalização na Alumar.

Quando digo fiscalizar falo em montar comissões e fazer visita in loco às instalações onde estão depositados os rejeitos nas lagoas de lama vermelha.

Essas visitas devem ser amplamente divulgadas, com imagens, acompanhadas de relatórios substanciosos sobre as condições de segurança onde estão armazenados os rejeitos.

Deputados e vereadores podem ainda solicitar audiências públicas com a representação da Alumar, dando divulgação ampla, a fim de que a população possa tomar conhecimento sobre todos os procedimentos de segurança nos depósitos de rejeitos.

A Vale e a Alumar instalaram-se em São Luís nos anos 1980, no contexto da modernização conservadora do Maranhão, mediante a promessa de geração de empregos e prosperidade.

As duas empresas sempre foram questionadas pelos movimentos ambientalistas, mas nunca fiscalizadas com rigor, apesar da repercussão negativa da Vale desde o desastre de Mariana, em 2015.

Brumadinho é mais um aviso.

Imagem: lagoa de lama vermelha / O Imparcial

7 comentários em “Sobre Brumadinho e o nosso vizinho, Alumar, em São Luís”

  1. Perigosa publicação eivada de platitudes e desconhecimento a respeito do assunto. Puro alarmismo oportunista.

    “Quando digo fiscalizar falo em montar comissões e fazer visita in loco às instalações onde estão depositados os rejeitos nas lagoas de lama vermelha.”

    Vão fazer o quê lá? Qual o resultado positivo disso? Se os deputados e vereadores mal sabem do seu mister, imagina sobre o mister dos outros.

    “Essas visitas devem ser amplamente divulgadas, com imagens, acompanhadas de relatórios substanciosos sobre as condições de segurança onde estão armazenados os rejeitos.”

    Deputados e vereadores sabem tanto ou muito menos que o cidadão comum, que vai receber os “relatórios substanciosos” da mesma forma que leria uma notícia qualquer no jornal, pior ainda com conteúdo técnico inintelegível ao cidadão comum.

    “Deputados e vereadores podem ainda solicitar audiências públicas com a representação da Alumar, dando divulgação ampla, a fim de que a população possa tomar conhecimento sobre todos os procedimentos de segurança nos depósitos de rejeitos.”

    As audiências podem ser realizadas, desde que com a presença de técnicos capacitados, pois os parlamentares sabemos que não entendem bulhufas do assunto.

    Por fim, seria mais produtivo e menos custoso em termos de tempo e recursos públicos, os parlamentares verificarem junto aos órgãos responsáveis se estão sendo feitas as fiscalizações periódicas e seguidos os protocolos aplicáveis.

    1. É obvio que a visita tem de ser acompanhada de técnicos. E a exigência de audiências públicas é fundamental. Se está tudo bem, porque a Alumar reagiu com tanta rapidez? Vocês têm de abrir as portas, sim. Essa multinacional tem a obrigação de dar transparência aos seus atos. Vocês ocupam a nossa ilha e têm o dever de repassar as informações de interesse público. Vereadores, deputados e senadores são representantes eleitos. Eles têm a obrigação de fiscalizar e contratar consultorias para analisar os relatórios técnicos.

  2. É obrigação das autoridades competentes fiscalizarem, assessoradas por técnicos independentes, as instalações, verificando os procedimentos, protocolos, laudos e o que mais acharem necessário, de modo a determinar a real situação da operação da Alumar. É direito das autoridades fiscalizadoras solicitar avaliações de terceiros, que considerem necessárias para a prevenção de riscos. A reação da empresa é preocupante. É preciso alertar a população da região, vigorosamente, principalmente agora, com o exemplo de Mariana e Brumadinho. Usem todos os instrumentos, passeatas, cartazes, carros de som, chamem os artistas para dar visibilidade á reinvindicação de uma fiscalização exemplar, denunciando a eterna inação do poder público, antes que seja tarde demais. É preciso agir já.

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